Saí de casa e me apaixonei pelo Chico

Calma, calma Edna! Calma, calma meu povo! Deixa eu explicar. Eu continuo casado com a Sandra e a minha preferência sexual continua a mesma. Na verdade eu, a Sandra, o Erick e a Ingrid, deixamos nosso motorhome no Glória e subimos em direção a Serra da Can

  
  

Calma, calma Edna! Calma, calma meu povo! Deixa eu explicar. Eu continuo casado com a Sandra e a minha preferência sexual continua a mesma. Na verdade eu, a Sandra, o Erick e a Ingrid, deixamos nosso motorhome no Glória e subimos em direção a Serra da Canastra. Lá conhecemos a nascente do rio São Francisco, o rio da integração nacional. Adoramos o lugar e viramos fãs do rio. Entenderam agora?
Nossa base foi em São Roque de Minas, uma cidade de 5 mil habitantes localizada ao pé da serra. Lá fomos recebidos pela família Barcelos, que tem uma pousada com o mesmo nome. O seu Luis foi nosso anfitrião e guia, e o primeiro lugar que nos levou foi para ver a nascente. O que mais me impressionou neste lugar foi a simplicidade do nascimento de um rio tão grande e importante. São pequenos olhos d´água que em poucos metros se juntam em um tranqüilo regato. Suas águas transparentes, logo acolhem os primeiros lambaris, que começam uma jornada de 12 km por cima do chapadão da Canastra em direção sul. Quando chega na beira do paredão de pedra que delimita a chapada, o rio São Francisco, que nesta altura já tem uns 10 metros de largura, despenca em uma queda livre de 180 metros até o fundo do vale dos Cândidos, na base da serra. É a queda da Casca d’Anta, a primeira queda do rio, e o cartão postal do parque nacional. Ela tem este nome, devido a uma planta que existe na sua mata ciliar e que tem a propriedade de curar e cicatrizar feridas. Os antigos dizem que as Antas que habitavam o local se esfregavam nestas árvores para curar seus machucados e feridas. Daí o nome da árvore: Casca d´anta ou Drimys granatensis.
Depois da queda, o São Francisco parece ouvir o chamado dos seus filhos que habitam o seco nordeste e se volta primeiro para o leste e depois definitivamente para o norte. É emocionante pensar que aquela aguinha que vimos jorrar de dentro da terra, vai percorrer mais de 3 mil quilômetros, atravessar dezenas de municípios e alimentar o corpo e a alma de tantos brasileiros. Espero poder vê-lo de novo em breve, pois se tudo correr bem, em 3 meses conheceremos a foz do velho Chico, onde, segundo a fala do povo, ele “sai no meio do mar de Alagoas”

Nascente do rio São Francisco

Nascente do rio São Francisco

Ponte sobre o velho Chico

Ponte sobre o velho Chico

Cachoeira Casca D`Anta

Cachoeira Casca D`Anta

Entrada do Parque Nacional

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Encontre no mapa nossa localização atual

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