Un dia largo – De Colca a Puno

“Viernes fue un dia largo”. Em Português seria: Sexta foi um dia comprido. No final tudo significa a mesma coisa: Um dia longo, muito longo.

  
  

“Viernes fue un dia largo”. Em Português seria: Sexta foi um dia comprido. No final tudo significa a mesma coisa: Um dia longo, muito longo. Começou cedo, às 5 da manhã quando acordamos para ir ao Cânion de Colca. Acordamos cedo por duas razões. A primeira é que os Condores sobrevoam o cânion até no máximo às 10 da manhã. Depois vão caçar em outro lugar. O segundo é porque o cânion fica a 45 quilômetros de Chivay por uma estrada de terra não muito boa. No caminho, muitas paradas, uma mais interessante do que a outra.

Família Goldschmidt

A primeira foi no povoado de Yanque, ainda na parte alta do vale. Na praça central encontramos várias pessoas com trajes típicos esperando pelos turistas. Alguns deles dançavam Wititi (a dança do amor) ao redor de uma fonte. Esta dança representa uma lenda onde um general Inca se vestiu de mulher para raptar uma princesa do Colca. Outros moradores traziam seus animais de estimação para serem fotografados. Os animais de estimação deles são um pouco diferente dos nossos. Eu tenho gatos e um cachorro. A senhora que fotografei tinha uma coruja e sua amiga uma águia andina. A maioria destes animais foram encontrados machucados ainda como filhotes e assim adotados pelas famílias. Sei que não é muito correta esta atitude, mas não resistimos a sermos fotografados com uma grande coruja ou uma águia nos braços. Isto sem falar na lhama beijoqueira. Bastava chegar perto para ganhar uma bitoca.

Conforme avançamos no vale ele foi se tornando cada vez mais profundo até se transformar no Cânion de Colca, o maior Cânion do mundo. Na sua parte mais profunda tem 4.280 metros deste o topo da montanha até o rio. Depois de muitas paradas e fotos chegamos ao lugar conhecido com “Cruz del Condor”, um mirante natural considerado ideal para se observar o vôo do Condor. Como estava cheio de turistas, nos afastamos um pouco e esperamos a chegada do protagonista do dia em um lugar mais tranqüilo.

O Condor é a maior ave do planeta com uma envergadura que supera os 3 metros e vive em média 70 anos. Vivendo nas regiões de altas montanhas ele praticamente não bate as asas, ele usa o vento e as correntes térmicas para planar. É m vôo majestoso e suave. O Condor está quase extintos em alguns paises andinos, mas aqui no Cânion de Colca ele aparece com freqüência. Esperamos cerca de uma hora até que o primeiro deles apareceu. Era uma ave jovem de plumas marrom escuro. Depois avistamos uma fêmea, um pouco maior e com plumagem negra. Depois de quase duas horas de espera finalmente apareceu um macho grande que media mais de 3 metros com as asas abertas. Era igualzinho as fotos que vimos nos cartões postais. Dorso negro com manchas brancas, com um colar de plumas brancas em volta do pescoço e a cabeça pelada. Para delírio de todos, ele passou varias vezes a nossa frente para depois fazer um rasante de despedida sobre nossas cabeças.

Depois desta apresentação da natureza, voltamos até Chivay (2 horas de viagem), onde almoçamos. A Ingrid não está bem desde Arequipa. Primeiro pela altura e depois com uma infecção intestinal. Coitadinha, tem passado maus bocados, mas agüentado bem todo o percurso. Passamos pelo posto de saúde da cidade onde ela foi avaliada, medicada e liberada para fazer a longa viagem até Puno.

Começamos então uma travessia de 6 horas em direção ao lago Titicaca. Voltamos um a parte pelo mesmo caminho que usamos para chegar aqui. Isto quer dizer, que tivemos que subir novamente a 5 mil metros para depois descer aos 3.800 onde está Puno. Foi uma viagem longa, cansativa, mas tranqüila e sem incidentes. Chegamos às 9 da noite e resolvemos chamar um médico para ver e avaliar novamente a Ingrid. Contatamos a Travel Ace, nossa seguradora que enviou um médico ao hotel em 30 minutos. Depois de medicada a Ingrid dormiu bem a acordou muito mais disposta.

O Sábado foi nosso dia descanso e também de aclimatação. Apesar de já termos subido três vezes aos 5 mil metros, Puno é a cidade mais alta em que já dormimos. E isto faz diferença, é preciso se aclimar ao ar rarefeito. Passamos um dia tranqüilo e a tarde fomos conhecer a cidade. Para ir de um lugar ao outros usamos o Táxi-cholo, um triciclo que leva passageiros. Ele é muito usado aqui por ser rápido e barato.

Amanhã pretendemos ir a Uros, as ilhas flutuantes do lago Titicaca. Creio que teremos muito para contar. Até lá!

Peter Goldschmidt - www.familiagold.com.br

A Família Goldschmidt tem o apoio das seguintes empresas:

GOLDTRIP - www.goldtrip.com.br
TIMBERLAND – www.timberland.com.br
TACA AIRLINES - www.taca.com
PIGMENTUM - Comunicação Visual - www.pigmentum.com.br
MTK - Artigos para aventura – www.mtkacess.com.br
BEEPHOTO – Tudo para fotográfica – www.beephoto.com.br
TRAVEL ACE Seguro – www.travelace.com.br
RENAULT – www.renault.com.br
Membro da Brazilian Adventure Society - BAS

Condor
Animais de estimação
Erick com Águia Andina
Lhama beijoqueira
Canion de Colca
Dança do amor
Dançarino
Sandra em Colca
Vale de Colca
Sandra Goldschmidt
Ingrid sendo avaliada
  
  

Publicado por em