Viagem a Belém do Pará – Parte II

Confissão de arrependimento – BR 316, ou melhor, BuRacos 316 Desculpem-me por ter escrito a algum tempo atrás que as estradas da Bahia não eram muito boas. Arrependo-me profundamente de ter reclamado das estradas do Ceará. Arrependo-m

  
  

Confissão de arrependimento – BR 316, ou melhor, BuRacos 316

Desculpem-me por ter escrito a algum tempo atrás que as estradas da Bahia não eram muito boas.

Arrependo-me profundamente de ter reclamado das estradas do Ceará. Arrependo-me mais profundamente ainda de ter criticado a estrada ruim entre Parnaíba e Piracuruca no Piauí.

Tenho que confessar que fui precipitado, pois ainda não havia passado por todo o nordeste.

Hoje eu tive um contato de primeiríssimo grau com a pior, a mais horrorosa, a mais medonha, terrível e assustadora estrada onde o Pégaso, ou qualquer outro pobre veículo dirigido por mim, teve a tristeza de colocar os pneus.

Em nossa viagem de Teresina para Belém, passamos por um trecho da BR –316, entre Bacabal e Santa Luzia do Pará, que é difícil de descrever.

Não sei se é uma estrada com buracos, ou um buraco com trechos de estrada. Na verdade, chamar este trecho maranhense da BR de estrada é um tremendo elogio.

Demoramos 7 horas para percorrer 150 km. Havia até buracos dentro dos buracos. Alguns com mais de um metro de profundidade onde o ônibus entrava por inteiro.

Apesar do cuidado extremo, não é possível passar por este trecho sem um pára-choque amassado ou um pára-lama arranhado.

Cruzamos com dezenas de caminhões quebrados, principalmente com problemas nos pneus. É uma vergonha, tanto para o Governo Federal, como para o Estadual do Maranhão.

Por falar nisto, eu reparei numa triste coincidência. Onde algum político (ou política) tem hotel e resort, tem estrada muito boa e uma infra-estrutura de se arregalar os olhos.

Onde ninguém importante tem nada, não tem nada para ninguém. Infelizmente, aqui esta relação é ainda mais aparente e forte.

Fico com pena dos caminhoneiros, afinal eu vou passar por aqui apenas uma vez e eles fazem o trajeto todas as semanas.

Até quando teremos que colocar as nossas vidas em risco?

Até quando Sr. presidente?

  
  

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