Viagem ao Rio Guaporé

Hoje fomos convidados pela Rita para conhecer o Vale do Rio Guaporé, um rio formador do Rio Madeira e que marca a fronteira entre Brasil e Bolívia. Viajamos 150 quilômetros por entre montanhas até a cidade de Cabixi. No caminho, cruzamos c

  
  

Hoje fomos convidados pela Rita para conhecer o Vale do Rio Guaporé, um rio formador do Rio Madeira e que marca a fronteira entre Brasil e Bolívia.

Viajamos 150 quilômetros por entre montanhas até a cidade de Cabixi.

No caminho, cruzamos com um estranho veículo que nos chamou a atenção.

Era um caminhão montado no fundo, sem carroceria e cujo motor era acionado a manivela.

A bordo dele ia uma família composta de um casal e uma filhinha.

O pai, que estava sem camisa e de suspensório, me recordou o antigo seriado da Família Buscapé.

Não teve jeito, tive que parar e fotografar. Em Cabixi encontramos com o prefeito, o Sr. Saiki.

Junto com ele, seguimos até o rio. A partir de um pequeno restaurante suspenso às margens do rio, subimos de voadeira guiados pelo Sr. Saiki.

As margens do lado brasileiro possuem várias pousadas e casas de veraneio, enquanto o lado Boliviano é totalmente preservado e protegido por um Parque Nacional batizado de Noel Kempef Mercado.

Enquanto o lado brasileiro tem o relevo quase plano, o lado boliviano é tomado por enormes montanhas que parecem chegar até o céu.

A certa altura do passeio, o Sr. Saiki escoltou o barco nas margens bolivianas e nos levou para conhecer o guarda-parques, o Raul.

Ali aprendemos um pouco mais da flora e da fauna local. Na saída, avistei uma sucuri que nos observava de dentro do rio. Tinha uns 3 metros de comprimento.

Quando gritei: “cuidado com a cobra”, a Rita saiu correndo para todos os lados e quase se jogou dentro do rio.

Até a cobra riu! (Desculpe Rita, mas eu tinha que contar, hehehehe).

Refeitos do susto e depois de muitas gargalhadas, continuamos navegando pelo rio Guaporé e vimos muita vida selvagem.

Avistamos tartarugas, capivaras, rastros de diversos animais e uma infinidade de pássaros.

Imagino como seria isto aqui se o lado brasileiro também fosse protegido.

Não preciso nem imaginar, tenho certeza que seria um paraíso.

Infelizmente, o lugar é pouco protegido do lado tupiniquim. Outro agravante é que ainda se pratica aqui a pesca profissional, e com a pouca fiscalização os abusos são muitos.

Se continuar assim, em pouco tempo os peixes vão começar a sumir e por conseqüência, toda a fauna vai ser afetada.

Cuidado Terra Brasilis!! Cuide do que é seu.

  • Dica:

Para conhecer o Rio Guaporé, a melhor opção é se hospedar em Vilhena e seguir de carro para um dia de passeio.

Se quiser ficar mais tempo, há várias pousadas à beira do rio, mas é melhor se informar com a Secretaria de Turismo antes de seguir viagem, pois em algumas épocas o rio transborda e inunda tudo.

Secretaria de Turismo de Vilhena – Fone: (69) 312-2878

  
  

Publicado por em

Raimudo Felipini

Raimudo Felipini

30/03/2009 10:20:59
hoje, as melhores opções de conhecer o rio guapóré eir para Porto Rolim de Moura do guaporé, lá encontrará muito calor, boa comida,gente hospitaleira,pousada com muito conforto e de preços módicos, ex na pousada de dona Tica há apartamentos (apertamentos)com dois beliches por apenas R$ 50,00, com ar codicionado

Família Goldschmidt

Família Goldschmidt

Obrigado pela dica Abraços Peter
Edcarlosdeoliveira

Edcarlosdeoliveira

24/12/2008 01:01:43
precisamos pousada simples para estudo e pesca 12 pessoas rio guapore

Família Goldschmidt

Família Goldschmidt

A várias pousadas nas margenso do Rio guaporé. todas dedicadas a pescadores
Silvana J.Albuquerque

Silvana J.Albuquerque

23/10/2008 16:46:31
Esse lugar é maravilhoso ,lugar que todos deviam conhecer é bom demais.Pena que estou em MT senão eu iria passar todos os finais de semana lá.