Viagem ao Xingú – Parte III

Amanheceu o dia quando estávamos chegando à pequena vila de São Benedito de Gurupá, onde todo navegante do Amazonas presta uma homenagem ao santo. O Sr. José Rebelo trouxe com ele vários rojões e outros fogos de artifício. Quando passamos e

  
  

Amanheceu o dia quando estávamos chegando à pequena vila de São Benedito de Gurupá, onde todo navegante do Amazonas presta uma homenagem ao santo.

O Sr. José Rebelo trouxe com ele vários rojões e outros fogos de artifício.

Quando passamos em frente a pequena capela de São Benedito, ele fez suas orações e mandou que os marinheiros soltassem os foguetes.

Foi um amanhecer glorioso.

Seguimos rio acima (Amazonas) e passamos a navegar por águas azuis escuras, transparentes até 2 ou 3 metros de profundidade. Era o rio Xingú.

O rio se alargou e chegou a ter mais de 10 km de uma margem a outra.

No meio da tarde, paramos em Porto de Moz, onde o Sr. José foi visitar alguns parentes.

Nós ficamos no barco e resolvemos nadar. Usando a balsa como trampolim, pulávamos no rio de uma altura de 6 ou 7 metros. Uma delícia!

Afinal, durante toda a viagem, o calor tem sido grande, chegando quase aos 38 graus.

Depois, eu e a Sandra demos uma volta pela pequena cidade, compramos um mosquiteiro, uma rede e conversamos com alguns moradores para saber como é viver ali.

Assistimos do alto da balsa a um belíssimo pôr-do-sol.

A viagem seguiu noite adentro e às 4 horas da manhã aportamos em nosso destino, a cidade de Senador José Porfírio, mais conhecida pelo apelido de Sosel.

A cidade tem cerca de 30 mil habitantes, somando-se zona rural e urbana, e fica a apenas 4 horas de Altamira, na transamazônica.

Como havia dormido tarde, levantei com muito sono e acompanhei todo o descarregamento da balsa, inclusive a do Pégaso.

Em seguida, seguimos para a fazenda do Sr. José Rebele, que ficava a 30 km do porto.

Mas isto eu conto amanhã. Fui!

  
  

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