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O estado abriga santuários ecológicos como o Pantanal, a Floresta Amazônica e o Cerrado, três dos principais biomas de nosso país. Quem escolhe o Mato Grosso para suas férias, encontra gratas surpresas.

  
  

Com 906 mil km² de área, o estado abriga santuários ecológicos como o Pantanal, a Floresta Amazônica e o Cerrado, três dos principais biomas de nosso país. escolhem Mato Grosso para suas férias e encontram gratas surpresas. Já há algum tempo, estrangeiros de todo o mundo são atraídos para Mato Grosso em busca do contato com toda essa biodiversidade preservada, praticando o ecoturismo e o turismo rural. A pesca esportiva (permitida de março a outubro) também tem grande participação no cenário turístico do estado. Mais de 40 etnias indígenas ainda vivem em Mato Grosso e continuam passando de geração a geração seus conhecimentos milenares sobre a vida na natureza. A cultura rica em tradições, artesanato, música e a farta gastronomia, muitas vezes baseada em pratos exóticos inspirados na culinária indígena, ganham espaço nos programas turísticos. A infraestrutura cresceu bastante nos últimos anos e cada vez mais turistas brasileiros.

Mato Grosso

Cuiabá

Com a descoberta de ouro em Cuiabá, a cidade rapidamente se transformou em uma das maiores do Brasil. O Centro Histórico ainda guarda relíquias desse áureo período colonial: entre ruas, calçadões e becos encontram-se prédios tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como as igrejas do Rosário e São Benedito, do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos, o Palácio da Instrução (museu histórico e biblioteca), o Centro Cultural Sesc (antigo Arsenal da Guerra), o Museu do Rio Cuiabá (antigo mercado de peixes) e o prédio do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá. A área tombada pelo Iphan é a que mais preserva as feições originais. As ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino – conhecidas também pelos nomes originais: ruas de Baixo, do Meio e de Cima – e seus arredores mantêm algumas das características arquitetônicas das casas e sobrados preservados. Com o agronegócio, Cuiabá recebe muitos empresários, o que fez com que a cidade modernizasse sua infraestrutura de serviços e de hospedagens. Cuiabá é uma das cidades mais quentes do Brasil, as temperaturas chegam frequentemente a 40 °C em boa parte do ano. Os turistas normalmente passam por aqui apenas a caminho do Pantanal, Chapada dos Guimarães, Nobres ou Jaciara, mas seria uma injustiça dizer que Cuiabá não merece uma visita mais detalhada.

Casarões tombados no Centro Histórico

Igreja do Rosário e São Benedito
Igreja do do Bom Despacho
Palácio da Instrução

Arena Pantanal

Construída no lugar do Estádio José Fragelli, conhecido popularmente como "Verdão", a Arena Pantanal terá capacidade para 43.600 torcedores, com arquibancadas e cobertura desmontáveis. Poderá ter redução de até 30% da capacidade após a Copa. O projeto tem uma série de recursos para atender à certificação Leed, de sustentabilidade. A arena vai receber quatro jogos da primeira fase do mundial.

Centro Geodésico da América do Sul

A cidade de Cuiabá está situada na parte mais central da América do Sul. Em 1909 Cândido Mariano Rondon, mais conhecido por marechal Rondon, determinou geograficamente o exato local, conhecido como Campo d’Ourique, situado a 15º35’56” de latitude sul e a 56º06’55” de longitude oeste, como o Centro Geodésico da América do Sul, tendo sido essa a localização geográfica reconhecida e confirmada oficialmente pelo Serviço Geográfico do Exército Brasileiro em 1975. Para marcar o local, foi construído um marco simbólico onde foram gravadas as coordenadas geográficas, o qual se encontra hoje protegido por vidros, próximo ao obelisco de aproximadamente 20 metros de altura todo revestido de mármore branco, erguido para preservar o marco original, situado na atual praça Pascoal Moreira.
Acesso pela rua Barão de Melgaço, 640

Centro Geodésico

Cine Teatro Cuiabá

Inaugurado em 23 de maio de 1942, durante o governo de Júlio Strübing Muller, o prédio em estilo art déco e com capacidade para 600 pessoas foi criado com objetivo de oferecer opções de cultura e lazer à sociedade mato-grossense. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, funciona hoje como centro cultural, recebendo shows, apresentações artísticas e peças de teatros, entre outros eventos culturais.
Avenida Pres. Getúlio Vargas, 161
www.cineteatrocuiaba.com.br

Sesc Arsenal

Antigo prédio do Arsenal de Guerra da Província de Mato Grosso, adquirido pelo Sesc, funciona como centro cultural, com espaço para eventos, shows musicais, centro de difusão musical, banco de textos, teatro, biblioteca, salão social, sala de dança, oficinas de ideias, galeria de arte, cinema e ponto de artesanato. No local há também uma choperia.
Rua Treze de Junho, s/n – Centro Sul
www.sescmatogrosso.com.br/arsenal

Mercado do Porto de Cuiabá

O Mercado Varejista Antonio Moisés Nadaf, chamado popularmente de Mercado do Porto, tem 114 anos de fundação e ainda é referência no cotidiano cuiabano. É um centro de comércio que abastece a cidade com os mais variados produtos regionais como: todos os tipos de peixes da região, farinha, queijos, doces, frutas, legumes e verduras frescos, entre outros. No total são 800 feirantes que mantêm uma média de 220 boxes em funcionamento. Está localizado na avenida Beira Rio, próximo ao rio Cuiabá.
www.mercadodoportocuiaba.com.br

Mercado do Porto

Museus

Museu Histórico de Mato Grosso
Praça da República, 151 – Palácio da Instrução – Centro

Museu da Caixa D'água
Rua Comandante Costa esquina com a Nossa Senhora de Santana

Museu da Imagem e do Som
Rua Voluntários da Pátria, 75

Museu do Rio e Aquário Municipal
Avenida Manoel José de Arruda, 1481, Porto

Museu de Arte Sacra de Mato Grosso
Praça do Seminário, rua Clóvis Hugney, 239, no prédio Seminário N. Sra. da Conceição, bairro Dom Aquino

Museu Rondon
Av. Fernando Corrêa da Costa, s/n, Coxipó

Museu de Pedras Ramis Bucair
Rua Galdino Pimentel, a antiga rua do Meio

Museu de Pré-História Casa Dom Aquino
Avenida Beira Rio, 2 – Dom Aquino

Casa do Artesão

Localizada no prédio histórico onde funcionava o Grupo Escolar Senador Azeredo, a Casa do Artesão comercializa o artesanato regional dividido por temáticas que vão de cerâmica a licores e doces caseiros, passando por tecelagem e artefatos indígenas. Há peças de tribos variadas como: xavante, carajá e pataxó, além das 16 etnias do Parque do Xingu.
Rua Treze de Junho esquina com a rua Senador Metello, 315 – Porto

Danças típicas

O cuiabano é alegre, adora festas e bailes regados a muita música e dança e desenvolveu maneiras únicas de dançar. O siriri é uma das danças mais populares do folclore cuiabano, música tocada pelos instrumentos tradicionais como a viola de cocho, o ganzá e mocho ditam o ritmo. O cururu é uma roda de cantoria e dança executada somente por homens que tocam viola de cocho e ganzá. O rasqueado, uma espécie de fusão da polca dos paraguaios e o siriri dos cuiabanos, é um ritmo mais contagiante que embala até hoje os casais na noite cuiabana.

Gastronomia

A diversidade da culinária é expressa em pratos que usam como base peixes de água doce, carne-seca e condimentos do Cerrado. A culinária exótica tem destaque para a carne de jacaré e o caldo de piranha.

Pantanal

O Pantanal é uma das regiões mais isoladas do Brasil, e por isso mesmo uma das mais preservadas. Um ecossistema belo, selvagem e ao mesmo tempo frágil. Essas características o tornam um destino fascinante para o turista que visita esse santuário especialmente para ter a oportunidade de avistar os animais em seu habitat. A Transpantaneira, única estrada que leva o turista ao coração do Pantanal, localizada a 102 km de Cuiabá, com início na cidade de Poconé, concentra a maior parte das opções de hospedagem, pousadas e lodges principalmente, que oferecem uma experiência pantaneira completa ao hóspede: caminhadas, cavalgadas, pesca, safári fotográfico, focagem noturna de animais e observação de aves estão entre os programas normalmente incluídos no pacote. Ao escolher a sua opção de hospedagem, é importante considerar também a responsabilidade ambiental e social que envolve todo o trabalho ecológico e sustentável do lugar, desde a sua construção até as atividades desenvolvidas que devem ser preparadas em perfeita harmonia com o meio ambiente.

Pantanal

Caminhada

O dia começa cedo no Pantanal, observar a diversidade da fauna pantaneira é o principal atrativo das atividades. Às 7h os grupos são reunidos para sair para as atividades, sempre acompanhados por guias locais. As caminhadas adentram a mata composta de florestas, cerrado, campos, além da vegetação característica dos alagadiços. Num primeiro momento ouve-se o cantar dos pássaros, que vêm de todos os lados, mas a sua vista ainda não consegue enxergá-los; apenas quando você se envolve totalmente no ambiente, o que leva algum tempo, é que a visão muda o ângulo – aí sim, começa a avistar a natureza ao seu redor. Ninhos de araras-azuis e tucanos multicoloridos escondem-se na vegetação. Mais adiante, jacarés e capivaras são figuras fáceis de encontrar, e logo o guia aponta para três emas que passam apressadas. A natureza se mostra aos poucos, e sempre com surpresas. No dia que se deu a nossa caminhada, o astro foi um tamanduá-mirim que descia de um tronco e, ao ver nosso grupo, se manteve imóvel, na esperança de se tornar invisível.

Alguns dos animais avistados:

Jacaré
Tucano
Ninho do Tuiuiú
Arara Azul

Cavalgada

Atividade obrigatória no Pantanal, a cavalgada pelos alagados é a melhor forma de explorar os campos, capões. Mesmo para quem nunca cavalgou, a atividade é indicada, pois segue devagar e os cavalos são mansos e treinados. É a melhor maneira de avistar os animais que não são vistos normalmente nas caminhadas e safáris. Nas árvores distantes estão garças, colhereiros, periquitos e araras, entre outras aves coloridas. Com sorte, você pode ser expectador de cenas inusitadas, como um jacaré que abocanha uma ave ou um porco-do-mato com seu bando logo atrás. Estar em cima do cavalo dá segurança para apreciar mais de perto a fauna e a flora pantaneira.

Cavalgada
Colhereiros
Jacaré abocanha a ave

Safáris fotográficos e focagem noturna

A Transpantaneira é mais um palco dos famosos safáris fotográficos no Pantanal. A estrada liga Poconé a Porto Jofre, na divisa com Mato Grosso do Sul. Construída como aterro, a estrada é elevada, o que facilita a vista da flora e da fauna pantaneira. A bordo de uma espécie de caminhonete aberta adaptada, os turistas preparam suas câmeras para a tentativa de avistar os mais cobiçados animais do pantanal: o tuiuiú, o jacaré, a anta, a onça (parda ou pintada), o tamanduá-bandeira, o cervo-do-pantanal, a capivara e os macacos. Claro que não é nada fácil avistá-los em apenas um safári. Dependendo de quantos dias você pode ficar, as oportunidades de fotografá-los aumenta consideravelmente. À beira da Transpantaneira é fácil avistar grandes grupos de jacarés que se espalham pelos alagados e capivaras que atravessam a estrada a todo instante – são famílias inteiras. Chega a hora de ver o tuiuiú, ave- símbolo do Pantanal, enorme, chegando a medir mais de 1 metro de altura; com a distância entre as pontas de suas asas abertas atingindo até 3 metros, é um animal fascinante que alicia o olhar do grupo. Aves de todos os tamanhos e espécies dividem o espaço alagado. Ao fim da tarde as revoadas fazem o espetáculo. Próximo ao final do trajeto, em Porto Jofre, a região mais selvagem da Transpantaneira, as possibilidades de avistar a onça-pintada são bem maiores. Alguns dos lodges e pousadas organizam excursões de dia inteiro para esse fim. Há também opções de hospedagem em Porto Jofre.

Safári
Transpantaneira
Jacaré
Emas
Vôo do Tuiuiú
Ninho do Tuiuiú
Tuiuiús
Tamanduá Bandeira

Canoagem e churrasco à pantaneira

São outras atividades típicas pantaneiras, oferecidas no pacote dos lodges e pousadas. O grupo é levado às margens de um dos rios e, a bordo de canoas canadenses, explora suas margens. Aves como os socós, com destaque para o socó-beija-flor, bastante procurado pelos observadores de pássaros, normalmente estão escondidas em meio à vegetação aquática. As ariranhas também não são difíceis de avistar, já que circulam pelos rios em busca de alimento. O silêncio e as remadas tranquilas ajudam a não espantar os animais. A parada para o churrasco preparado à moda pantaneira normalmente se dá num dos abrigos na margem; redários para um descanso pós-almoço ficam disponíveis ao turista. Mais tarde, o programa é a pesca de piranhas, que certamente farão parte do cardápio do jantar; e os jacarés, atentos à pesca dos turistas, ficam por perto para aproveitar a oportunidade de pegar alguma piranha presa no anzol, o que acaba sendo um atrativo a mais, já que alguns turistas, especialmente as crianças, gostam da ideia de alimentá-los com as piranhas pescadas.

Canoagem
Jacaré e a piranha
Jacarés
Socó beija-flor

Observação de pássaros – birdwatching

Alguns turistas vêm ao Pantanal exclusivamente para observar aves. O chamado birdwatching, já bem popular entre os turistas europeus, começa a ser praticado também por brasileiros. Munidos de binóculo, reprodutor de canto (um MP3) e máquinas fotográficas poderosas, os observadores de pássaros chegam normalmente na época da cheia (de outubro a fevereiro), quando os rios enchem e os peixes se transformam em grandes banquetes para os pássaros. As mais de 670 espécies estão em toda parte e são muito fáceis de avistar.

Pôr do sol

Por do Sol

O pôr do sol é um dos momentos mais especiais no Pantanal. Alguns dos lodges e pousadas possuem uma torre de observação para apreciá-lo. Aos poucos o céu se tinge com tons alaranjados e vermelhos. Os animais buscam seus ninhos e as aves apresentam um show de revoadas. Ninguém fala. O fim do dia neste paraíso natural é apenas de contemplação! Quando cai a noite, em volta da fogueira o convite é para a roda de viola com os violeiros da região, uma oportunidade para compartilhar da cultura pantaneira.

Torre de Observação
Visita dos macacos bugios na Torre de Observação
Macacos bugios na Torre de Observação
Por do Sol

Quando ir

Na seca, entre julho e novembro, é mais fácil avistar os animais. Entre fim de dezembro e março, época das chuvas, a vegetação fica mais exuberante. Na vazante, que compreende o período entre as duas estações, as águas baixam e começam a revelar outras belezas escondidas pelas águas. Esse ciclo se repete todos os anos e controla a vida no Pantanal. Escolha a melhor época para sua visita. Lembre-se de, a dez dias antes do embarque, tomar a vacina contra a febre amarela.

Hospedagem e passeios

Araras Eco Lodge
Completamente comprometido com a sustentabilidade ambiental e social, o Araras é um santuário da arara-azul. As experiências pantaneiras estão inclusas na diária, com assistência de guias naturalistas bilíngues especializados. Oferece também o transfer a partir de Cuiabá.
Estrada Parque Transpantaneira, km 32
www.araraslodge.com.br

Agência Receptiva

Pantanal Explorer
http://pantanalexplorer.com.br

Chapada dos Guimarães

Conta a história que centenas de milhões de anos atrás a Chapada dos Guimarães já foi mar, deserto e depois virou floresta. O resultado desta paisagem intrigante numa das bordas do Planalto Central Brasileiro está localizado a 67 km de Cuiabá. A cidade, também chamada pelo mesmo nome (Chapada dos Guimarães), é pequena e charmosa. Ao fim da tarde, turistas que passaram o dia nos passeios vêm para a praça central, onde estão localizados pousadas, restaurantes, bares e lojinhas de artesanato. O estilo barroco colonial pode ser identificado nas construções das casas e do comércio; o destaque é a Igreja Nossa Senhora de Santana do Sacramento, construída por escravos em 1779. Com a intenção de proteger a fauna, a flora e as formações areníticas do Cerrado, foi criado o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. A área ocupa uma área de 330 km2, preservando cachoeiras, mirantes, pinturas rupestres e trilhas.

Chapada dos Guimarães

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

A entrada do parque fica a 13 km do centro e oferece estacionamento, restaurante, lojinhas de artesanato e centro de atendimento ao visitante. Com exceção da caminhada ao Mirante Véu de Noiva, é obrigatório o acompanhamento de um guia para conhecer os demais atrativos do parque. Pode-se contratar um condutor credenciado através das indicações do site do parque, no centro de visitantes e nas agências receptivas na cidade. O principal atrativo do parque são as belezas cênicas dos cânions e cachoeiras e paredões monumentais. A cachoeira Véu da Noiva, símbolo do parque, é apresentada aos visitantes no Mirante do Véu de Noiva, a trilha possui 550 metros de extensão e é de fácil acesso, com poucas subidas. A vista da cachoeira, que tem queda de 86 metros e corre dentro de uma larga garganta entre os chapadões, é belíssima e compensa o calor da caminhada feita totalmente no sol. O Circuito das Cachoeiras já é uma caminhada maior: o trajeto com 6 km de extensão, normalmente percorridos em seis horas, passa por sete quedas d’água e não apresenta dificuldades. Há paradas para banhos nas cachoeiras, entre elas a das Andorinhas é a mais procurada. A Casa de Pedra, uma gruta arenítica esculpida pelo rio Independência com vestígios de inscrições rupestres, pode também ser incluída no circuito das cachoeiras. Conta-se que o lugar serviu de abrigo aos homens da Coluna Prestes durante sua viagem pelos sertões do Brasil e pode ter abrigado também escravos fugitivos. Subir ao cume do Morro de São Jerônimo, um dos pontos mais altos do Parque Nacional, com mais de 800 metros de altitude, já é para os mais aventureiros, pois exige um bom condicionamento físico. A ampla vista de 360º no cume abrange toda a planície pantaneira, o morro do Quebra Gamela e muitos paredões da Chapada. A Cidade de Pedra, formações rochosas esculpidas pela natureza que lembram ruínas de uma cidade, a 350 meros de altura, fica a cerca de 25 km do centro da cidade. É possível caminhar por entre as formações espalhadas na escarpa até a ponta, de onde se descortina uma vista espetacular dos paredões da Chapada. O acesso é controlado e as informações para acessar o atrativo estão no site do parque.
Rodovia Deputado Emanuel Pinheiro (MT-251), km 55 – direção Cuiabá
www.icmbio.gov.br/parnaguimaraes

Véu da Noiva
Paredões e cânions
Paredões e cânions
Paredão do Eco

A MT 251, que liga Cuiabá à cidade de Chapada dos Guimarães, foi declarada Estrada Parque. Trafegar sem pressa por essa estrada cênica é uma das grandes oportunidades de apreciar a beleza natural dos paredões. Uma das vistas mais impressionantes é a do cânion de mais de 80 metros chamado de Portão do Inferno. Outros mirantes, como o do Ponto Geodésico da América do Sul, de onde se avista o encontro da planície Pantaneira com a vastidão da Chapada dos Guimarães e o Paredão do Eco, formado por paredes de arenito, apresentam vistas sensacionais das escarpas que formam abismos e desfiladeiros esculpidos pelo vento e pela chuva.


Sobre o Centro Geodésico da América do Sul
A cidade de Chapada dos Guimarães anunciou que abriga o “verdadeiro Centro Geodésico da América do Sul”, marcando o ponto no belo mirante homônimo que é um dos atrativos da cidade. No entanto, cálculos feitos pelo Exército brasileiro confirmaram que as coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste são o ponto correto do centro geodésico determinado por marechal Cândido Rondon em 1909 e localizado na cidade de Cuiabá.


Mirante do Centro Geodésico
Mirante do Centro Geodésico
Mirante do Centro Geodésico

Caverna Aroe Jari e lagoa Azul

Dentro da propriedade particular da Fazenda Água Fria, esta caverna é considerada a maior de arenito do Brasil. A caminhada leva por volta de uma hora e atravessa uma formosa floresta de cerrado até sua entrada. Com uma lanterna potente, o guia ilumina a entrada para o primeiro salão; uma vez no escuro, ele apaga a luz para que os olhos se acostumem ao escuro e o turista possa explorar de forma natural os detalhes de sua formação, a fauna que a habita, como os morcegos, e rastros dos animais que a utilizam como refúgio. O espelho de água gelada nos impede de ir além do primeiro salão, mas a caminhada continua fora da caverna, passando pela Pedra de Três Pontas, uma formação interessante onde uma rocha se equilibra em três pontos. A próxima parada é a lagoa Azul, que leva esse nome pelo fato de que a certa hora do dia, dependendo da estação do ano, os raios do sol invadem a gruta que a abriga refletindo um tom azulado nas águas cristalinas, que, em contraste com o avermelhado do arenito da gruta, ficam ainda mais bonitas. Na volta (desde que você tenha encomendado), o turista é recepcionado com um delicioso almoço feito no fogão a lenha.

Caverna Aroe Jari
Caverna Aroe Jari
Lagoa Azul
Lagoa Azul

Gastronomia

Os pratos preparados com galinha (galinhada), peixes, especialmente o pacu, e carne-seca são os que mais se destacam na gastronomia da Chapada, em praticamente todos os restaurantes são servidas receitas com esses ingredientes regionais.

Morro dos Ventos – Restaurante Mirante
O restaurante fica em cima de um mirante que exibe uma impressionante vista da borda sul dos paredões da Chapada dos Guimarães e da planície pantaneira. Entre as especialidades, além da galinhada, serve o “Maria Isabel”, um prato típico preparado com carne-seca e arroz.
www.morrodosventos.com.br
Estrada do Mirante, km 1

Mirante Morro dos Ventos

Restaurante Cantinho da Maga
Rua Quinco Caldas, 117

Bar e Restaurante Som da Oca
Rua Cipriano Curvo, 634

Hospedagem

Pousada do Parque – Eco Lodge
Localizada no entorno do Parque Nacional, é a melhor opção para quem quer sossego e estar próximo à natureza. A pousada conta com uma área preservada que oferece caminhadas para cachoeiras (de dezembro ao início de julho), para um mirante e outras formações como a “Máquina de Costura”, uma gruta, e o “Portal de Pedra”.
Rodovia Cuiabá-Chapada dos Guimarães, km 52
www.pousadadoparque.com.br

Agência receptiva

Chapada Explorer
Oferece o transfer a partir de Cuiabá, todos os passeios citados, e também a canoagem no rio Claro, cerca de 3 horas e meia de descida em botes infláveis, com paradas para banho, mergulho e flutuação contemplativa com máscara e snorkel.
Praça Dom Wunibaldo, 57 – Centro
www.chapadaexplorer.com.br

Nobres

Nobres nasceu como um ponto de passagem no início do movimento garimpeiro entre Cuiabá e Diamantino, localizada a 120 km da capital. A cidade começou a se revelar ao turismo há mais ou menos 12 anos. Com o slogan “Nobres é mais que bonito, é lindo!”, Nobres desponta como uma região riquíssima em belezas naturais extremamente preservadas e sítios arqueológicos que atestam a antiguidade da vida humana na região, ainda não abertos ao turismo. A cidade pacata, com ares bem interioranos, conserva tradições religiosas e populares. Os passeios e atrativos turísticos de Nobres estão na vila de Bom Jardim, a 65 km da cidade.

Caminhada à cachoeira do Tombador

Contam os moradores e guias de Nobres que por essa trilha passaram o ex-presidente dos EUA coronel Theodore Roosevelt, guiado pelo marechal Rondon em 1916, quando esteve explorando Mato Grosso e Amazônia. Diz-se também que por aqui passou a Coluna Prestes, a maior marcha militar da história. Essa caminhada cultural tem como ponto culminante a cachoeira do Tombador, uma queda de 68 metros formada pelas águas do rio Serragem. Em volta da cachoeira existem ainda os vestígios do caminho de pedras feito pelos bandeirantes para o desbravamento do estado. Em 1948 foi construída ali a primeira usina hidrelétrica de Mato Grosso. Ao lado da entrada para a cachoeira podem-se ver as ruínas de uma das três casas que eram moradia dos funcionários da usina, já há tempos desativada.

Cachoeira do Tombador

Flutuação

O principal atrativo turístico de Nobres é a flutuação nos rios de águas límpidas, cristalinas e mornas. A vila de Bom Jardim abriga os dois rios onde o ecoturista pode e deve praticar essa atividade. O Aquário Encantado é uma das nascentes do rio Salobra, local adequado para quem se inicia a flutuação: não há correnteza e é possível ficar de pé em troncos estrategicamente colocados para que o mergulhador possa se entender com o equipamento sem agredir o fundo da nascente. Na água, peixes de espécies, cores e tamanhos variados circulam entre os mergulhadores que têm a permissão de entrar no aquário. As visitas são limitadas para preservação ambiental. A dica é que você faça a reserva da flutuação pelo menos um dia antes da atividade. O grupo é reunido por volta de meia hora depois para que, com o instrutor, dê início à flutuação pelo rio Salobra. Durante o percurso, que leva por volta de 40 minutos, é possível avistar cardumes de pirapitangas e várias outras espécies de peixes. Alguns já deram de cara até com uma sucuri descansando no rio, mas não se preocupe: ninguém corre o risco de ser engolido por uma, dentro da água elas nem ligam para quem passa ao lado. A correnteza leva você para longe quase que num piscar de olhos; assim, se conseguir avistá-la, o melhor é aproveitar para olhar bem!

Aquário Encantado
Rio Salobra

Contrariando o nome, o aventureiro que flutua no rio Triste fica feliz e encantado com a vida aquática desse rio. Mais selvagem, bem cristalino e com correnteza mais forte do que a do Salobra, abriga peixes de várias espécies. O destaque dessa fauna diversificada é o dourado, que sorrateiramente se esconde entre as raízes submersas das árvores. As arraias de água doce também ocupam lugar de honra dentro do rio: basta observar com atenção o fundo arenoso e lá estão elas. Tome cuidado para manter os pés bem longe do fundo para não correr o risco de pisar numa delas. Nas margens, entre a vegetação seca, macacos-prego, seriemas, cotias, araras e muitas outras aves são parte da fauna local. Triste mesmo é não compartilhar de toda essa natureza!

Rio Triste
Rio Triste
Rio Triste

Lagoa das Araras

O entardecer é um momento de contemplar cenários deslumbrantes. Na lagoa das Araras, localizada a 1 km do centro da Vila de Bom Jardim, enquanto o Sol se põe por trás dos buritis (espécie de palmeiras típicas da região) refletidos no espelho d’água da lagoa, araras, papagaios, periquitos, maritacas, cuiriacas, entre outras aves, retornam aos ninhos instalados nos caules dos buritis, apresentando aos turistas um memorável espetáculo de cores e sons. Imperdível! Só não se esqueça de levar uma boa dose de repelente com você.

Lagoa das Araras

Complexo da Cerquinha

A proposta aventureira do complexo da Cerquinha foi tão longe que chegou a um programa de TV brasileiro denominado No Limite – o episódio final de uma das temporadas foi gravado aqui, no Duto do Quebo. O local que pela TV parecia um tanto assustador na verdade é um formoso túnel natural de aproximadamente 300 metros onde o turista cruza seu interior por dentro do rio que atravessa o túnel. Com uma lanterna, o guia mostra a vida dentro do duto, que conta com morcegos, uma variedade de insetos, peixes, além das belas formações calcárias da caverna.

Duto do Quebo
Duto do Quebo
Morcegos

Balneário Estivado

O balneário nasceu no período no qual os tropeiros passavam por aqui levando o gado. Na época das chuvas os riachos tornavam-se mais volumosos e, para evitar a perda do gado, eram construídas pontes toscas feitas de paus e varas atravessadas, as quais se chamavam “estivados”, daí o nome do balneário. Refúgio de moradores e turistas, as águas cristalinas do Estivado abrigam cardumes de lambaris, pirapitangas e piavas; nas margens, uma rica flora que convida um bando de macacos- prego a aparecer todos os dias para se alimentar, brincar e interagir com os visitantes. Um lugar indicadíssimo para quem está com crianças.

Balneário Estivado
Macaco prego
Macaco prego

Há passeios secundários, mas não menos interessantes, como o salto do Tucum,uma cachoeira com 20 metros de queda, situada na Fazenda Tucum, própria para banho que os mais habilidosos podem escalar com segurança até bem perto da primeira queda. O passeio de barco pelo rio Cuiabá leva em torno de uma hora e oferece uma ótima oportunidade para contemplar a fauna e flora da mata ciliar do rio, e no passeio de bote pela lagoa Salobão (com opção de mergulho autônomo), a melhor parte do dia é a chance de compartilhar momentos preciosos no almoço ou no lanche, com quitutes típicos da região, na casa da proprietária.

Salto do Tucum
Bote pela lagoa Salobão

Hospedagem

Em Nobres

Pirâmide Palace Hotel
Rua Cuiabá, 1974
www.piramidepalacehotel.com.br

Em Bom Jardim

Pousada Bom Jardim e Hotel Bom Garden
Rod. MT 241 – km 65
www.pousadabomjardim.com

Para outras informações sobre hospedagens, restaurantes e agências receptivas, acesse o site: www.portalnobres.com.br.

Jaciara

A cidade, que fica a 144 km ao sul de Cuiabá, é mais uma joia natural de Mato Grosso. O nome tem origem na lenda da índia Jaciara, Senhora da Lua, no romance Vitória Régia, de Humberto de Campos. Jaciara conta com boa infraestrutura de hotéis e restaurantes, além de agências receptivas que proporcionam conforto e segurança ao turista, que chega à procura do contato com a natureza e da prática das atividades de aventura.

Rafting no rio Tenente Amaral
A aventura mais procurada em Jaciara começa numa caminhada leve com vista da parte de cima da cachoeira da Fumaça, cercada pela beleza das rochas e da mata ciliar. O ponto de saída do rafting é exatamente na parte baixa dessa queda de 30 metros, uma forma emocionante de iniciara atividade. A descida das corredeiras do rio vai da classe I à IV e é indicada para iniciantes. O rio Tenente Amaral apresenta aos aventureiros ricos cenários naturais compostos da mata do Cerrado, nascentes, pequenas quedas e pássaros coloridos. Ao fim do percurso, que dura por volta de 2 horas, uma paradinha para respirar antes que seu bote seja lançado para a queda de 3 metros da cachoeira do Bambu, sem dúvida o momento mais radical desse rafting! A dica é que você opte por caminhar de volta até a base que fica no Balneário Thermas Cachoeira da Fumaça, passando por duas cachoeiras, uma ao lado da outra, que apresentam uma curiosidade: numa delas corre água gelada, já na outra a água da nascente é morna. Alternar o banho entre as duas é revigorante! No balneário, que recebe a água termal, é hora de relaxar numa das piscinas naturais e esperar pelo almoço.

Parte alta da cachoeira da Fumaça
Rafting - Cachoeira da Fumaça
Rafting - Cachoeira da Fumaça
Rafting - Cachoeira do Bambú

Vale das Perdidas

Reunir atividade física à cultura é a proposta da visita ao Vale das Perdidas. A 15 km do centro da cidade, dentro da propriedade da Fazenda Castanheira, está localizado esse sítio arqueológico que guarda pinturas rupestres datadas de 3.600 a 4.600 anos. A caminhada pela mata para observar essas preciosidades tem por volta de 3 km, percorridos numa trilha em meio à riqueza do cerrado mato-grossense.

Vale das Perdidas
Inscrições Rupestres
Inscrições Rupestres

Rapel na cachoeira da Mulata

Incorporado ao roteiro de aventura em Jaciara, o cachoeirismo (rapel em cachoeiras) é uma das mais audaciosas formas de interagir com a natureza. A cachoeira da Mulata, com seus 30 metros de queda d’água, é perfeita para essa atividade. Com a segurança garantida na ancoragem, resta ao aventureiro aproveitar a descida e, além de refrescar-se em meio à água da cachoeira, contemplar o capricho com o qual a natureza desenhou o local. Ao final da atividade, o guia oferece uma grata surpresa a quem a pratica. No entanto, não vamos estragar a sua oportunidade de se surpreender. Você terá que ir a Jaciara para conferir.

Rapel
Rapel

Outros passeios

Caverna que Chora

Na propriedade particular da Fazenda Vertente, a 60 km do centro da cidade, a caverna tem cerca de 700 metros de extensão, galerias e salões de arenito. O principal atrativo é uma pequena cachoeira com águas que caem do teto e formam uma piscina natural.

Águas quentes de Juscimeira

Nos arredores de Jaciara (15 km pela BR-364), o município de Juscimeira possui a segunda maior estância hidrotermal do Centro-Oeste com águas naturalmente aquecidas, perdendo apenas para o complexo de termais das cidades de Caldas Novas e Rio Quente, no estado de Goiás. Os hotéis e pousadas da cidade atendem o público que vem desfrutar das piscinas de águas quentes naturais.

Hospedagem

Hotel Pousada Rosa dos Ventos
Localizada num local agradável, com bons quartos e uma vista bonita. O casal de proprietários faz com que o turista se sinta bem à vontade. Na pousada é possível ter informações e contatar os passeios em Jaciara.
Rodovia BR-364, km 277
www.pousadarosadosventosmt.com.br

Em Juscimeira

Thermas Hotel Marihá
O hotel abriga piscinas térmicas naturais, hidromassagem e um ótimo restaurante. Além da hospedagem, oferece a opção day-use.
Rodovia BR-364
www.thermashotelmariha.com.br

Agência receptiva

Mato Grosso Rafting e Expedições
Oferece afting, rapel na cachoeira e visita ao Vale das Perdidas.
Base: BR-364, 10 km – Balneário Thermas Cachoeira da Fumaça
http://matogrossorafting.blogspot.com.br


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