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“Oh! Minas Gerais! Quem te conhece não esquece jamais!” A letra da música reproduz de forma poética um panorama do estado. Minas é um santuário cultural e ecológico privilegiado pela história e por sua biodiversidade natural.

  
  

“Oh! Minas Gerais! Quem te conhece não esquece jamais!”
O compositor mineiro José Duduca de Morais foi fortemente inspirado pela beleza e simplicidade da sua terra quando escreveu a letra desse verdadeiro “hino a Minas”.
A letra da música reproduz de forma poética um panorama do estado. Minas Gerais é um santuário ecológico privilegiado pela biodiversidade da Mata Atlântica, do Cerrado e da Caatinga; as cadeias de montanhas nas serras são conhecidas como “o mar de Minas”. A diversidade cultural está por todo estado, a miscigenação entre povos indígenas, africanos e portugueses deixou marcas na cultura mineira, influenciando o estilo de vida, as artes, a culinária e o folclore. Heróis da Inconfidência e artistas imortalizados por suas obras escreveram sua trajetória na história do Brasil. Minas Gerais recebe o turista com muita simpatia, justamente para que sua experiência em terras mineirinhas seja mesmo inesquecível!

Tiradentes - Herói da Inconfidência Mineira

A culinária Mineira

A cozinha mineira tem destaque no cenário nacional. Seus pratos e quitutes, criados segundo circunstâncias, contam histórias que remontam à colonização do estado, influenciada por índios, escravos, portugueses, como, por exemplo, o "feijão tropeiro", que teve origem nas paradas dos tropeiros que faziam o transporte do ouro para capital: misturavam num prato os alimentos disponíveis e comiam para se fortalecer para seguir viagem. O preparo dos pratos, quase sempre em ambientes hostis, com poucos recursos, fez com que o mineiro fosse criativo, o que resultou numa cozinha típica, muito rica e bem variada, baseada nos ingredientes encontrados com fartura no meio rural, como legumes, frutos ou tubérculos nativos, o porco, a galinha, o quiabo, a couve, o fubá. Uma comida simples, variada e com sabores marcantes.

Culinária Mineira

Minaspass

Com o objetivo de oferecer comodidade e economia ao turista que visita o estado, foi criado o Minaspass, um passaporte de acesso a diversos atrativos turísticos, que garante descontos e benefícios aos usuários. As informações para compra do passaporte e a relação dos atrativos estão no site: www.minaspass.com.br .

Belo Horizonte

Carinhosamente apelidada de "Beagá" pelos moradores, a capital mineira é uma cidade grande com jeitinho de interior, o que resulta em qualidade de vida para seus habitantes. Contornada pelas montanhas da serra do Curral, Belo Horizonte foi a primeira cidade planejada do país. Projetada pelo engenheiro Aarão Reis, que inovou ao desenhar avenidas que se cruzam na diagonal, em vez do clássico xadrez das grandes cidades da época, manteve-se fiel a cidades como Paris, por exemplo, na abundância de parques e praças, com um grande parque municipal no centro. BH conta com boa infraestrutura de hotéis e restaurantes, mas se orgulha mesmo é de ser a “capital brasileira dos botecos”. Como diz o mineiro: “Beagá não tem mar, logo se vai ao bar”.

Mineirão

Belo Horizonte tem público cativo no futebol, palco principal da rivalidade entre dois dos maiores times brasileiros: Clube Atlético Mineiro (Galo) e Cruzeiro Esporte Clube (Raposa). O Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como Mineirão, reformado e modernizado para receber 57.483 torcedores, se prepara para receber seis jogos na Copa de 2014: quatro na primeira fase e dois na segunda. O Mineirão oferece visitas guiadas que levam o visitante a conhecer as dependências do estádio, incluindo os vestiários, camarotes, gramado e sala de aquecimento dos jogadores. As visitas incluem o Museu Brasileiro do Futebol, que conta aspectos do universo do esporte numa perspectiva histórico-cultural. O ideal é chegar pelo menos com uma hora de antecedência para comprar os ingressos para a visita guiada, pois ela é limitada a 40 pessoas no grupo. A esplanada do Mineirão, um parque suspenso com vista para a lagoa da Pampulha, é um espaço público de lazer e recebe a comunidade diariamente, exceto em dias de jogos e eventos. As pessoas podem usufruir do espaço para a prática de esportes, como skate, corridas e caminhadas.
Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001 – Pampulha
www.minasarena.com.br/mineirao

Mineirão

Circuito cultural da praça da Liberdade

A praça da Liberdade é um dos lugares mais bonitos de Belo Horizonte. O paisagismo inspirado no Palácio de Versalhes, a alameda de palmeiras-imperiais que conduzem ao Palácio da Liberdade, os jardins bem tratados, com flores, árvores e duas fontes luminosas, formam um conjunto harmonioso e agradável, um lugar de lazer e de prática de esportes, como caminhada e corrida. Ao redor da praça, além do palácio em estilo art déco (aberto para visitação) que por muito tempo abrigou a sede do poder mineiro, estão os prédios de diferentes estilos arquitetônicos onde funcionaram as primeiras secretarias de Estado. Esses antigos prédios públicos foram transformados em espaços culturais que formam o maior conjunto integrado de cultura do Brasil; ao todo são nove espaços e museus em funcionamento. Integrando também o circuito da praça da Liberdade, está o Edifício Niemeyer, projetado pelo arquiteto homônimo para fins residenciais, em estilo moderno, com curvas sinuosas que remetem às linhas das serras mineiras.
http://circuitoculturalliberdade.com.br/plus

Corredor de palmeiras-imperiais que conduzem ao Palácio da Liberdade
Palácio da Liberdade
Praça da Liberdade

Conjunto arquitetônico da Pampulha

O conjunto foi encomendado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer com a finalidade de valorizar o bairro da Pampulha. Inaugurado em 1943, o conjunto composto por quatro edificações – um cassino, a igreja, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube – construídas às margens da lagoa da Pampulha e adornadas com cinco jardins assinados por Burle Marx é um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. A Igreja de São Francisco de Assis, construída em linhas curvas, revestidas por azulejos pintados por Cândido Portinari na parte externa, e constituída por painéis internos que representam a via-sacra e a imagem de São Francisco de Assis, também pintados pelo artista, é a principal atração do conjunto. O antigo Cassino (também chamado de Palácio de Cristal), parte das atrações mais concorridas da noite belo-horizontina, foi transformado no atual Museu de Arte Moderna. A Casa do Baile, erguida para abrigar um restaurante, um salão com pista de dança, cozinhas e toaletes, hoje é o Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, é aberta à visitação e apresenta a história da orla e da lagoa da Pampulha e seus pontos turísticos, com foco na Casa do Baile. Como se referiu Niemeyer, o Iate Golf Clube, atual Iate Tênis Clube, tem a fachada em forma de proa de um barco “que se lança sobre as águas tranquilas da lagoa”. No entorno do conjunto da Pampulha está o Parque Ecológico da Pampulha, um espaço de lazer ao ar livre que abriga também eventos culturais. A orla da lagoa da Pampulha é sempre movimentada por moradores e turistas, especialmente nos fins de semana ensolarados.

Igreja de São Francisco de Assis
Igreja de São Francisco de Assis
Casa de Baile
Museu de Arte Moderna

Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves

A atual sede oficial do governo de Minas Gerais, planejada para reunir todas as secretarias do governo estadual, é assinada por Oscar Niemeyer. O complexo compõe-se de: o Palácio Tiradentes, considerado o maior prédio suspenso do mundo, dois prédios das secretarias de estado, os edifícios Minas e Gerais, secretarias de Estado, Centro de Convivência e Auditório Presidente Juscelino Kubitschek, além de outras unidades menores de apoio.
Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n – Serra Verde
www.cidadeadministrativa.mg.gov.br

Museus

Museu das Minas e do Metal
Praça da Liberdade, s/n
www.mmm.org.br

Museu de Artes e Ofício
Praça Rui Barbosa – Centro
www.mao.org.br

Museu de Ciências Naturais
Rua Dom José Gaspar, 290 – Campus da PUC
www.pucminas.br/museu

Museu Inimá de Paula
Rua da Bahia, 1201 – Centro
www.museuinimadepaula.org.br

Museu de Arte de Pampulha
Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585
www.belohorizonte.mg.gov.br

Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG
Rua Gustavo da Silveira, 1035 – Santa Inês
www.mhnjb.ufmg.br

Museu dos Brinquedos
Avenida Afonso Pena, 2564 – Funcionários
www.museudosbrinquedos.org.br

Museu Giramundo
Rua Varginha, 235 – Leste
www.giramundo.org

Parque das Mangabeiras

A imensa área verde nos arredores da serra do Curral, com projeto paisagístico de Burle Marx, é um dos principais parques urbanos de Belo Horizonte. O espaço conta com lago, cachoeiras, quadras esportivas, mirante que oferece vista panorâmica da cidade e do Parque das Mangabeiras e a praça do Papa, palco constante de shows e espetáculos musicais.
Avenida José do Patrocínio Pontes, 580

Parque das Mangabeiras

Mirante das Mangabeiras

O mirante fica localizado na parte mais alta da cidade. O espaço é bonito e bem cuidado, com paisagismo que inclui espécies da mata nativa. Dos dois grandes deques de madeira dá para ter uma visão panorâmica da capital mineira; em dias claros, a vista chega até o Mineirão, na Pampulha. Na hora do pôr do sol há mais movimento no mirante.
Rua Pedro José Pardo, 1000

Mirante das Mangabeiras

Rua do Amendoim

A rua Professor Otávio Coelho Magalhães, conhecida popularmente como rua do Amendoim, é famosa. Assim que você estaciona o carro e solta o breque de mão, ao invés de o veículo descer, ele sobe ladeira acima. Por uma ilusão de ótica: o que parece ser uma subida é na verdade uma descida. O movimento de veículos “largados rampa acima” é constante, especialmente nos fins de semana.

Parque Estadual do Sumidouro

O parque está localizado nos arredores de Belo Horizonte (50 km), na região de Lagoa Santa. Foi criado para preservar o patrimônio cultural e regional da região, além de promover ações de educação ambiental e o ecoturismo. O principal atrativo turístico é a visita guiada à gruta da Lapinha e ao Museu Peter Lund. O museu conta a trajetória do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund e reúne fósseis descobertos por ele na região de Lagoa Santa. A gruta da Lapinha tem 511 metros de extensão distribuídos em galerias e salões. A visita guiada passa por 12 salões da gruta iluminados por sistema artificial, o que permite aos visitantes observar as formações e a vida em seu interior. O parque conta com lanchonete que serve quitutes preparados pela comunidade local e café gourmet. Nas proximidades do parque, o Cafofo Café com Arte (rua Guilhermina Pereira de Freitas, 739) comercializa artesanato local e oferece oficinas de artes e culinária regional.
Estrada Campinho Lapinha, km 6, Lapinha – Lagoa Santa
http://pesumidouro.blogspot.com.br
www.lagoasanta.com.br/gruta

Gruta da Lapinha
Gruta da Lapinha

Gastronomia

Restaurante Xico da Carne
Com um novo conceito de churrascarias na cidade, as três casas pertencentes ao grupo tem ambiente descontraído e informal. A excelência no preparo da carne e o atendimento impecável também são atributos para conhecer o restaurante. São três endereços em BH:
Avenida Contagem, 1966 – Santa Inês
Rua Doutor Júlio Otaviano Ferreira, 772 – Cidade Nova
Rua dos Guajajaras, 1436 – Bairro Preto
www.xicodacarne.com.br

Hospedagem

Mercure Belo Horizonte Vila da Serra
Situado num local charmoso em Nova Lima, próximo a restaurantes, lojas e ao BH Shopping, o hotel é moderno, com quartos amplos e farto café da manhã.
Alameda da Serra, 405 – Vila da Serra
www.mercure.com

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.belohorizonte.mg.gov.br.

Instituto Inhotim

Idealizado pelo empresário Bernardo de Mello Paz, Inhotim é um lugar singular, único, com a maior coleção de arte contemporânea ao ar livre da América Latina. É demasiado simples dizer que Inhotim é um “museu á céu aberto”. A arte exposta causa impacto, mexe com os sentidos, inspira e interage com o visitante. Obras sonorizadas, como o Sonic Pavilion, de Doug Aitken, que traz das profundezas o som da terra; localizadas em locais inóspitos, como o Vegetation Room, de Cristina Iglesias; ou a Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica, que mistura ambientes sensoriais com projeção de slides, trilhas sonoras e elementos táteis, de tantos outros artistas como Lygia Pape e Adriana Varejão, despertam sensações e aguçam os sentidos. A arte convive em harmonia com o paisagismo inspirado por Burle Marx, com lagos e trilhas, mata nativa, reprodução de ecossistemas brasileiros e espécies raras preservadas. No Jardim Botânico, a interatividade prevalece especialmente no Jardim dos Sentidos, onde o visitante é convidado a compartilhar da diversidade dos aromas e sabores de ervas e temperos e se encantar com as cores, formas e texturas das espécies dispostas em mandalas. Inhotim é um lugar que enche os olhos, ilumina a alma e nos faz refletir – uma viagem para dentro e fora de nós mesmos, uma caminhada entre os vários mundos que nos habitam, reforçando nossa relação com a arte e a natureza.

Paisagismo inspirado por Burle Max
Cosmococa
Sonic Pavilion
Galeria de Adriana Varejão
Sonic Pavilion
Inhotim
jardim Botânico

O Instituto Inhotim oferece visitas mediadas por monitores em três versões: visita panorâmica, com informações sobre arte e botânica, que oferece ao visitante uma visão geral de Inhotim; visita temática ambiental, em que o visitante é convidado a conhecer parte da coleção botânica e refletir sobre a preservação da biodiversidade; e a visita temática de Arte, um convite às discussões e reflexões sobre os artistas e as obras de arte contemporânea que compõem o acervo.

Inhotim
Inhotim

Estrutura gastronômica em Inhotim

Restaurante Tamboril
Integrado aos jardins do Inhotim, serve pratos da culinária internacional com opção de bufê livre e serviço à la carte.

Restaurante Oiticica
Com vista para o lago, o oferece bufê a quilo.

Bar do Ganso
Aconchegante bistrô com ambientação assinada pelo designer Paulo Henrique Pessoa, conhecido como Ganso. O cardápio oferece opções à la carte e petiscos.

Café do Teatro
Ambiente ideal para degustar um café ao lado do Teatro Inhotim. No cardápio, bebidas quentes e geladas, sanduíches, pães e bolos artesanais.

Pizzaria
Com vista privilegiada para o parque, a pizzaria fica ao lado do Galpão Cardiff & Miller. Além de pizzas salgadas e doces, são servidos pratos individuais.

Cachorro-quente
Próximo à Galeria Adriana Varejão, o quiosque de cachorro-quente é ótima opção para lanches rápidos.

Lanchonetes
As lanchonetes das Galerias Fonte, Miguel Rio Branco e True Rouge oferecem opções de salgados e sanduíches. Próximo ao Palm Pavillion, são servidos água de coco natural e salgados de palmito.

Instituto Inhotim
Rua B, 20, Inhotim – Distrito de Brumadinho
Vindo de BH (60 km), acesso pela BR-381, km 490 – direção São Paulo
www.inhotim.org.br

Hospedagem

Será preciso mais de um dia para o visitante conhecer e compartilhar das interatividades de Inhotim. Nossa dica é a hospedagem em Brumadinho:

Estrada Real Palace
O hotel inaugurado recentemente, conta com ambientes bem decorados e aconchegantes, inspirado na Estrada Real. As suítes master são amplas, com hidromassagem, e oferecem uma vista maravilhosa para as serras e áreas de lazer do hotel, que tem piscina, sauna, spa e hidromassagem. Os atendentes são atenciosos e o café da manhã, farto.
Rodovia Municipal Augusto Diniz Murta, km 0
www.hotelembrumadinho.com.br

Serra do Cipó

Distrito do município de Santana do Riacho, serra do Cipó tem a beleza da natureza para seduzir turistas que vêm de todo o Brasil e do exterior para desfrutar do ecoturismo, das atividades de aventura, do charme das pousadas e da boa gastronomia. Por ser próxima à capital, a região está sempre movimentada, especialmente nos fins de semana. A riqueza da diversidade biológica e a abundância de água, que formam cachoeiras e piscinas naturais, são o grande atrativo no verão. No inverno, as temperaturas baixas convidam para as longas caminhadas e para degustar a rica culinária.

Parque Nacional da Serra do Cipó

Situado na serra do Espinhaço, que abrange outros municípios além de Santana do Riacho, o parque preserva uma área de 33.800 hectares protegendo três biomas: Campos Rupestres, Cerrado e Mata Atlântica. A reserva é considerada um importante santuário da flora brasileira, com cerca de 1.600 espécies de plantas. As flores são o destaque – há tanta diversidade que é possível encontrá-las em todas as estações do ano formando enormes jardins naturais de sempre-vivas, canelas-de-ema, orquídeas, bromélias, margaridas, cactos, ipês e quaresmeiras. Observam-se também as formações de rochas sedimentares dobradas, apontando para o céu, marca registrada da serra do Cipó.

Parque Nacional da Serra do Cipó

O parque protege animais em extinção como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada e aves como a seriema, o tucano e a maritaca, que são encontrados com facilidade. O parque é demarcado por trilhas que levam aos atrativos naturais, e todas podem ser percorridas em caminhadas ou de bicicleta (há uma estação de aluguel na portaria). Entre as cachoeiras, a mais importante é a da Farofa. Uma caminhada (9 km da portaria – só ida) basicamente plana e entre belas paisagens leva à cachoeira, formada por duas quedas com cerca de 80 metros de altura que escorrem por um paredão e deságuam num poço que convida ao banho.

Cachoeira da Farofa

A caminhada para o cânion das Bandeirinhas ou cânion dos Confins é mais longa (12 km da portaria – só ida) – moderada, atravessa o ribeirão Mascates, passa por vales e matas de cerrado. Para avistar o cânion, é preciso caminhar pelas pedras que margeiam o leito do rio, por esse motivo o ideal é contratar um guia para o passeio. Entre enormes paredões de aproximadamente 80 metros de altura, está o ribeirão Bandeirinhas, com águas cristalinas e fundo pedregoso. É possível atravessar o poço formado pelo rio e adentrar o cânion, que tem cerca de 4 km de extensão. Para ambas as caminhadas, aconselha-se usar um calçado confortável e que possa ser molhado.

Cânion das Bandeirinhas

Caso pretenda percorrer parte do caminho de bicicleta, é necessário levar cadeados para deixá-las seguras antes de entrar em partes do percurso onde não se consegue pedalar. Os mais animados podem carregar a bike nas costas para atravessar o primeiro ribeirão (na trilha para cachoeira). Vale a pena, pois a parte plana de terra batida é longa depois da outra margem. No site do parque estão todos os atrativos e as respectivas informações sobre as trilhas.
Acesso pela MG-010, km 95
www.icmbio.gov.br/portal

Estátua do Juquinha

Juquinha, andarilho que vivia na serra do Cipó, era um mineirinho simpático e carismático que colhia flores (especialmente sempre-vivas e orquídeas) e oferecia aos turistas, que lhe davam dinheiro ou um prato de comida em troca da gentileza. Com isso, acabou se tornando uma figura folclórica da serra. Após a sua morte, foi homenageado com uma estátua esculpida pela artista Virgínia Ferreira, que acabou por tornar-se um atrativo turístico. A escultura de cimento tem 3 metros de altura e está localizada na parte alta da serra do Cipó, sobre um platô de onde se tem uma panorâmica da serra, entre os municípios de Santana do Riacho e Conceição do Mato Dentro, na MG-010, km 117.

Juquinha

Cachoeira Grande

Preservada numa propriedade particular, a cachoeira é um dos cartões-postais da serra do Cipó. A caminhada tranquila leva à queda de 10 metros de altura e a uma larga ferradura (aproximadamente 60 metros) que toma toda a extensão do rio. O banho é permitido e há locais de descanso no entorno da cachoeira. Na parte alta, antes da queda, o rio forma um remanso onde se podem praticar o stand up padlle, caiaque e canoagem (oferecido pela agência Belas Geraes). Num passeio que percorre o rio entre a flora colorida e florida, com sorte é possível avistar bandos de capivaras e diversas espécies de pássaros.
Estrada para o Parque Nacional, acesso pelo km 95 da MG-010 para Lagoa Santa – 1,5 km de terra

Cachoeira Grande
Standup padlle

Fazenda do Cipó

Conjunto arquitetônico da Fazenda do Cipó (ou Cipó Velho)
A fazenda foi a primeira da região. A casa principal, datada de 1746, foi construída em estilo colonial, com paredes de taipa. No interior da casa-grande está uma capela datada de 1829, que, aberta ao público, ainda celebra missas em domingos alternados. Próxima à sede está a construção onde funcionava as senzalas; uma delas é hoje um pequeno museu com acervo de fotos, documentos, instrumentos de construção, utensílios domésticos, entre outros. Em algumas épocas do ano, a fazenda recebe eventos feitos para a comunidade, como festas juninas e apresentações musicais.

Fazenda do Cipó

Gastronomia

Os pastéis de angu, a feijoada, o escondidinho, os caldos, a canjica, a galinhada, as diversas carnes de panela, os queijos variados e os doces caseiros são os principais pratos da culinária da serra.

Restaurante do Cipó Veraneio Hotel
Serve um bufê variado de pratos típicos mineiros, preparados com muito capricho. O pernil orapronobis é um dos destaques, um grelhado no urucum cozido e coroado com as folhas de ora-pro-nóbis. Bom demais esse trem sô!
Rodovia MG-010, km 95

Agências receptivas

Belas Geraes
Além de stand up padle e caiaque no rio do Cipó, a agência oferece atividades como: caminhadas no Parque Nacional, cavalgadas ecoculturais, pernoites na serra do Cipó, com caminhadas curtas de nível fácil por várias cachoeiras, mirantes e trilhas para visitar os mais belos recantos da serra do Cipó. Para mais informações, consulte o site.
Rodovia MG-10, km 96
http://serradocipogeraes.com.br

XPtour
Shopping Aldeia Cipó, MG-010, 948, loja 1
Organiza passeios pelo Parque Nacional, Fazenda do Cipó, Lagoa Dourada, Vale dos Mascotes e passeios culturais como city tour e a Romaria de Botecos, um verdadeiro city tour noturno pela tradição mineira.
www.xptour.com.br

Hospedagem

Fazenda Monjolos Pousada
Num ambiente em meio à natureza, com quartos amplos e avarandados e boa estrutura de lazer, a simpática proprietária recebe os turistas com muita atenção e simpatia. Esses atributos se estendem também à equipe sempre disposta a atender o hóspede. A pousada conta com restaurante e à noite oferece um caldinho preparado com as especialidades regionais.
Santana do Riacho, acesso pela MG-010, km 95
www.fazendamonjolos.com.br

Cipó Veraneio Hotel
Um dos mais tradicionais da serra do Cipó, está localizado às margens do rio Cipó, oferecendo acesso privativo ao rio e ambiente sossegado.
MG-010, MG-010, km 95
www.cipoveraneiohotel.com.br

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.serradocipo.com .

CIDADES HISTÓRICAS

Minas Gerais tem um dos mais importantes acervos do Brasil colonial – 60% do patrimônio histórico encontra-se no estado. Especialmente marcadas pelo ciclo do ouro, pela Inconfidência Mineira e mestres da arte barroca, como Aleijadinho e Ataíde, as cidades históricas são um dos principais destinos turísticos de quem visita Minas Gerais. Além de exibirem toda riqueza do maior acervo barroco do Brasil, as cidades históricas estão localizadas entre montanhas exuberantes, que descortinam belas paisagens e costumam receber eventos culturais como festivais de cinema, de inverno, de gastronomia, entre outros.

Ouro Preto

Caminhar por Ouro Preto dá a noção da importância de Vila Rica, como era chamada a cidade na época do ciclo do ouro. A riqueza resultante dessa exploração estimulou a arte e as construções, dando origem ao maior conjunto da arquitetura barroca no mundo, o que lhe conferiu à cidade o título de Patrimônio Histórico da Humanidade. Nas ladeiras de Ouro Preto, destacam-se relíquias da arte e da arquitetura.

Ladeiras de Ouro Preto
Ladeiras de Ouro Preto

A Igreja de São Francisco de Assis (1766-1810), um dos mais belos exemplares do barroco brasileiro, é outra obra-prima de Aleijadinho (o projeto e grande parte das esculturas foram assinados pelo artista) com pinturas internas de Mestre Ataíde.

Igreja de São Francisco de Assis

A Matriz Nossa Senhora do Pilar (1711-1733) tem as talhas da nave ornamentadas com mais de 400 quilos de ouro e prata; a talha da capela-mor é obra de Francisco Xavier de Brito (mestre de Aleijadinho).

Matriz Nossa Senhora do Pilar

Na Matriz Nossa Senhora da Conceição (1727-1746), com projeto e obra de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, estão sepultados pai e filho; a sacristia abriga o Museu Aleijadinho (www.museualeijadinho.com.br), cujo acervo reúne peças do artista.

Matriz Nossa Senhora da Conceição

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1766-1772), em estilo rococó, é um dos últimos projetos de Manuel Francisco Lisboa, com painéis de azulejos portugueses na capela-mor e ornamentação de Aleijadinho, Mestre Ataíde, entre outros artistas de renome.
Na praça Tiradentes – assim nomeada após a inauguração do monumento central em homenagem ao mártir homônimo – estão um dos mais destacados conjuntos de casario colonial (a maior parte transformada em comércio) e os imponentes prédios da antiga Casa da Câmara e Cadeia (1855), hoje Museu da Inconfidência Mineira (www.museudainconfidencia.gov.br), que reúne mais de 4 mil peças de praticamente todas as esferas da vida sociocultural mineira dos séculos XVIII e XIX, arte sacra, documentos e mobiliário referentes à Inconfidência, incluindo as traves da forca de Tiradentes (imperdível!), e o antigo Palácio dos Governadores, atual Museu de Ciência e Técnica (www.museu.em.ufop.br), dividido em três setores: Mineralogia, Metalurgia, Mineração e História Natural. O destaque do último é o crânio do Homem da Lagoa Santa, primeiro registro humano na América do Sul. Por vários lugares da cidade encontram-se outras igrejas (são mais de 20 entre igrejas e capelas), chafarizes e museus.

Praça Tiradentes
Praça Tiradentes
Praça Tiradentes
Casa da Câmara e Cadeia

Museus

Museu do Oratório (prédio do século XIX que serviu às atividades da Terceira Ordem das Carmelitas)
Adro da Igreja do Carmo, 28 – Centro
www.oratorio.com.br

Museu Casa Guignard (residência do artista)
Rua Conde de Bobadela, 110
www.museuguignard.mg.gov.br

Museu Casa dos Contos (construída entre 1782 e 1787)
Rua São José, n 12 – Centro

Museu da Farmácia/Ufop (1839)
Rua Costa Sena, 171 – Centro (antigo prédio do Congresso Mineiro, onde foi promulgada a primeira Constituição Republicana do estado)

Museu Casa dos Inconfidentes
Rua Engenheiro Corrêa (final), s/n – Vila Aparecida

Museu das Reduções
Rua São Gonçalo, 131 – Distrito de Amarantina
www.projetoreducao.com.br

Museu do Chá – Parque Itacolomi
Instalado dentro do parque numa Casa Bandeirista (1706).
BR-356 – Trevo do Hospital de Ouro Preto

Para informações sobre todos os museus de Ouro Preto, consulte o site: www.museusouropreto.ufop.br.

Parque Natural Municipal das Andorinhas

O espaço de 675,9 hectares preservado pela APA (Área de Proteção Ambiental) da Cachoeira das Andorinhas, onde está a nascente do rio das Velhas, é a opção de lazer e ecoturismo em Ouro Preto. Moradores, em especial os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, e alguns turistas, que ficam mais tempo na cidade, frequentam o parque principalmente nos fins de semana. As caminhadas mais procuradas são as que levam à cachoeira das Andorinhas, assim chamada por encontrar-se no interior de uma formação rochosa semelhante a uma gruta e abrigar grande quantidade de andorinhas-de-coleira no verão; a pedra do Jacaré e a cachoeira Véu da Noiva, com queda de aproximadamente 40 metros de altura. O parque tem espaços reservados para piqueniques e camping.
Portaria Principal do Morro São João

Parque Natural Municipal das Andorinhas
Parque Natural Municipal das Andorinhas

Artesanato

Artistas e artesãos de Ouro Preto trabalham com pedra-sabão (panelas, imagens, vasos joias), madeira, metais e pedras preciosas. O artesanato está ligado à tradição artística e religiosa da cidade. Visitar os ateliês dos artistas locais que se espalham pelas ladeiras é um bom programa. Ouro Preto é a única produtora mundial de topázio imperial, o mais valioso entre os diversos tipos de topázio – encontram-se joias e peças com a pedra em várias lojas da cidade. A feira do largo de Coimbra é uma das principais da cidade e acontece todos os dias. A Associação dos Artesãos de Ouro Preto também comercializa o artesanato local, especialmente utensílios feitos com pedra-sabão.

Feira do Largo de Coimbra
Artista Vevém e o artesanato em pedra sabão

Gastronomia

Restaurante Casa do Ouvidor
Num ambiente chique e requintado, serve pratos da cozinha mineira com um toque sofisticado.
Rua Direita, 42 – Centro
www.casadoouvidor.com.br

Restaurante Contos de Réis
Instalado na senzala de um autêntico casarão do século XVIII, o restaurante tem um bufê servido em panelas de pedra. É farto com o que tem de melhor a tradicional comida mineira; nos tachos de cobre, deliciosos doces caseiros, acompanhados do famoso queijo-minas. Não deixe de pedir como entrada os famosos pastéis de angu. Imperdíveis!
Rua Camilo de Brito, 21
www.restaurantecontosdereis.com.br

Restaurante Café Geraes – Escadabaixo (Bistrô) – Escadacima (Cervejaria)
Ambientado num casarão colonial, o local funciona como restaurante, bistrô e cervejaria. A decoração rústica/chique com ares do estilo barroco é aconchegante e dá charme ao local. No cardápio há pratos bem elaborados inspirados na cozinha italiana e francesa com toques regionais. A cervejaria oferece um abastecido cardápio com cervejas especiais, com destaque para as produzidas em Ouro Preto, como a Ouropretana.
Rua Conde de Bobadela, 122 – Centro
www.escadabaixo.com.br

O Passo de Pizza Jazz
Situada em um casarão do século XVIII, com decoração moderna e descontraída, a casa tem pizzas como especialidade. No cardápio há também pratos de massa, saladas, carnes e peixes. Como sobremesa, o Petit Doce de Leite – petit gâteau de doce de leite com queijo-minas e sorvete de creme. Irresistível!
Rua São José, 56
www.opassopizzajazz.com

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.ouropreto.org.br.

Mariana

A bucólica Mariana, uma das mais importantes cidades históricas do Brasil, foi a primeira vila de Minas Gerais e logo se destacou como a primeira capital do estado por ser a cidade mais rica do ciclo do ouro. Seu patrimônio histórico é bem preservado, e Mariana é dona de um dos mais belos conjuntos arquitetônicos do barroco em Minas Gerais. O centro histórico, com ruas calçadas ainda em “pé de moleque” (calçamento feito com pedras irregulares), preserva a arquitetura colonial do século XVIII; a rua Direita se destaca pelo casario colorido e conservado. Na praça Minas Gerais, quatro monumentos formam um dos mais belos conjuntos arquitetônicos de Minas: lado a lado estão as igrejas de São Francisco de Assis (1763), com obras de Aleijadinho e Ataíde, e de Nossa Senhora do Carmo (1784), construída com características da terceira fase do barroco, o Pelourinho (original datado de 1750), reconstruído em 1970, e a Casa de Câmara e Cadeia (1795), um dos mais imponentes sobrados da arquitetura colonial de Minas Gerais, atualmente sede da Câmara Municipal.

Para enriquecer seu passeio com a história e colaborar para a sustentabilidade turística, antes de começar sua caminhada por Mariana, contrate um guia credenciado (Agturb – Terminal Turístico, praça Tancredo Neves, s/n). Faz toda diferença.

Igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo
Casa de Câmara e Cadeia e Pelourinho

Outras relíquias históricas são a Catedral Basílica da Sé, construída em estilo jesuítico e considerada uma das mais ricas do Brasil, com lustres de cristal da Boêmia, altares talhados por Francisco Xavier de Brito, mestre de Aleijadinho, e pinturas de Ataíde, e o órgão alemão (1701) de 1.039 tubos, com 7 metros de altura e 5 metros de largura, que funciona ainda hoje com perfeição, atraindo moradores e turistas nos concertos das manhãs de sexta-feira e domingo; e o Museu de Arte Sacra, com valioso acervo formado por obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde.

Catedral Basílica da Sé
Órgão

Passeio de trem de Mariana a Ouro Preto

A bordo de uma locomotiva a vapor datada de 1949, com interior de madeira, o passageiro é levado de volta ao século XIX nos 18 km que percorrem a história, a cultura e as belezas naturais da região. O vagão panorâmico tem ar-condicionado e grandes janelas de vidro, o que proporciona as melhores vistas. A estação fica aberta à visitação.
Praça Juscelino Kubitschek, s/n – Centro
www.tremdavale.org/pt/trem-turistico

Estação de Mariana

Mina da Passagem

Foi aberta em 1719 e desativada em 1985. Estima-se que 35 toneladas de ouro foram retiradas do local nesses dois séculos de funcionamento. Mais que um passeio histórico, a visita a essa antiga mina de ouro (uma das maiores do mundo abertas à visitação) é uma aventura. O visitante desce para as galerias subterrâneas a bordo de uma espécie de trolley aberto, que adentra os túneis e galerias até chegar a 120 metros de profundidade. Um monitor local acompanha o passeio e, enquanto caminha em meio às galerias pouco iluminadas, até o lago formado dentro da gruta, vai contando sobre a vida do minerador, as histórias e as curiosidades que conferem um ar misterioso e místico à mina.
Rua Eugênio Eduardo Rapallo, 192 – Passagem
www.minadapassagem.com.br

Mina da Passagem
Mina da Passagem
Mina da Passagem - Garimpo

Cachoeira do Brumado

O arraial de Cachoeira do Brumado está a 27 km do centro de Mariana e se destaca não só pela cachoeira, que deu nome ao distrito, como também pelo artesanato de pedra-sabão, esculturas de madeira e tapetes de pita e sisal. Na associação de artesãos que produzem as panelas de pedra-sabão, é possível conhecer o processo de fabricação e comprá-las por bons preços.
Preto Artesanato
Rua Tombadouro, 461 – na rua da cachoeira do Brumado

Cachoeira do Brumado

Gastronomia

Restaurante Rancho da Praça
Serve um excelente bufê de comida mineira; à noite, os caldinhos são o destaque.
Praça Gomes Freire, 108

Hospedagem

Pousada Gamarano
Simples e localizada num local mais distante do centro histórico, é ideal para quem procura um lugar tranquilo. Conta com estacionamento próprio.
Rua Raimundo Gamarano, 01

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse os sites:
www.mariana.org.br
http://mariana.mg.gov.br

‎Congonhas

A cidade era um importante centro de mineração, com pepitas de ouro que chegavam a ter o tamanho de batatas. Mas não foi pelo ouro que Congonhas ganhou destaque no panorama turístico brasileiro, e sim pelo que muitos consideram ser a obra-prima de Aleijadinho: o conjunto barroco da Basílica de Bom Jesus do Matosinho. A igreja surgiu da promessa do português Feliciano Mendes, doente depois de anos trabalhando em minas de ouro, jurou que, se recuperasse a saúde, mandaria erguer um templo, o garimpeiro se curou e deu início às obras em 1757, mas faleceu logo depois, sem saber que de sua promessa surgiria um dos maiores tesouros da arte barroca do país, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Os 12 profetas esculpidos em pedra-sabão por Aleijadinho foram erguidos no adro dianteiro da basílica. A perfeição das esculturas, que parecem estar prestes a ganhar vida, mostra a dedicação e a espiritualidade do artista. Alguns estudiosos e historiadores acreditam que Aleijadinho se inspirou nos inconfidentes mineiros para compor a fisionomia dos profetas, numa homenagem aos 12 conjurados, já que os profetas bíblicos são 17. A simbologia maçônica também estaria presente nas esculturas. O artista costumava imprimir em suas obras códigos e sinais, como, por exemplo, as iniciais dos nomes dos profetas que formam o nome de Aleijadinho: Abdias, Louvado (o nome é Baruc, mas seu significado é “Louvado”), Ezequiel, Isaías, Jeremias, Amós, Daniel, I Jonas e Joel (dois “j”, tem som de “i”), Naum, Habacuc, Oseias.

Basílica de Bom Jesus do Matosinho

A fachada exibe traçado inspirado nos santuários portugueses de Matosinhos e Braga; no interior, entalhes e relicários no estilo rococó e a imagem do Senhor Morto, motivação de muitas peregrinações religiosas.

Basílica de Bom Jesus do Matosinho

Além da basílica, o conjunto artístico engloba as esculturas das capelas dos Passos da Paixão, 64 imagens esculpidas em cedro por Aleijadinho, com ajuda de seus discípulos, pois já estava gravemente mutilado, e com pintura do mestre Ataíde e, acredita-se, do mestre Francisco Xavier. Fazem parte do conjunto: A Ceia, cena dramática que reflete a perplexidade dos apóstolos diante da revelação de Cristo de se entregar; O Horto, que retrata Jesus no Jardim das Oliveiras (nesta capela está uma obra-prima de Aleijadinho: O Anjo); A Prisão, que mostra o milagre da cura de Malco, soldado do pontífice máximo de Jerusalém – as expressões revelam um momento de tensão, cólera e perplexidade; A Flagelação e Coroação de Espinhos, duas cenas numa mesma capela com 14 peças; A Subida ao Calvário, um momento do caminho de Cristo para o calvário; A Crucificação, formado por 11 imagens – na parte central estão Cristo, dois carrascos crucificando-o e Madalena, de joelhos, em desespero.

Passos da Paixão
Passos da Paixão
Passos da Paixão
Passos da Paixão
O Anjo - considerada a obra prima de Aleijadinho

Descendo a ladeira Caminho da História, em meio ao casario colonial do século XVIII, alguns transformados em lojas de artesanato, estão: a Igreja São José (1817), que ostenta um rico acervo de esculturas sacras e em cujo altar-mor se encontra a imagem de São José, ladeado por Santo Antônio de Pádua e Santa Efigênia; e o Museu da Imagem e Memória, situado no antigo casarão – a visita é guiada pelos diversos salões que recriam a história da cidade em documentos e fotos, além de objetos antigos de relicário. Uma das salas é destinada à história do médium Zé Arigó, um dos personagens marcantes da história de Congonhas que atraiu turistas do mundo inteiro em busca de cura para seus males.

Igreja de São José

A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, datada da primeira metade do século XVIII, com fachada construída em estilo jesuítico do século XVIII, com frontispício de Aleijadinho e pintura dos melhores artistas mineiros da época – a nave, sem colunas de sustentação, é uma das maiores do barroco mineiro.
A "Cidade dos Profetas", como também é conhecida Congonhas, é um grande centro de peregrinação. Todos os anos o município recebe milhares de fiéis que vêm pagar promessa e pedir cura das suas aflições. A maior parte dos peregrinos visita a cidade entre 7 e 14 de setembro, período em que é comemorado o jubileu do Senhor Bom Jesus do Matozinhos. A construção original do antigo pouso para romeiros foi demolida, e no espaço foi reerguido, em 1995, o atual prédio circular da Romaria, que abriga o Museu da Mineralogia e da Arte Sacra e alguns órgãos públicos.
Alameda Cidade Matosinhos de Portugal, 153

Romaria

Sua visita vai ficar muito mais interessante se contratar um guia local, que vai contar detalhes da história da cidade, bem como outras curiosidades sobre as obras de Aleijadinho, especialmente os profetas e as esculturas da Paixão. Para contratar um guia credenciado, procure o CAT (Centro de Atendimento ao Turista), logo na entrada da cidade.
Avenida Júlia Kubistchek, 2039, antiga Itaminas

Gastronomia

Restaurante da Ladeira
Rua Dr. Paulo Mendes, 649

Hospedagem
Hotel Casa da Pedra
Praça Sete de Setembro, 73 – Centro
www.casaraodapedra.com.br

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.congonhas.org.br .

Tiradentes

Tiradentes não tem a dimensão barroca de Ouro Preto, mas seu charme é inigualável! Com ruas calçadas ainda hoje com pé de moleque (pedras irregulares colocadas como calçamento), igrejas do século XVIII, casario colonial preservado, que abriga lojinhas, cafés, restaurantes e pousadas, e o pano de fundo das montanhas da serra de São José, não tem como ser diferente. Nas ruas Direita e da Câmara, onde está a maior parte do comércio, ao anoitecer os estabelecimentos acendem lampiões nas fachadas para dar um ar romântico a esse cenário charmoso. Todo esse apelo acabou por trazer à cidade eventos como a Mostra de Cinema e o Festival de Cultura e Gastronomia.

Tiradentes

Há duas maneiras de conhecer Tiradentes: caminhando ou de charrete. As charretes saem do Largo das Forras, onde estão as capelas conhecidas como Passos da Paixão de Cristo (1729), passando pelos principais atrativos: Matriz de Santo Antônio (1732), cujos destaques são o projeto da fachada atribuído a Aleijadinho e um órgão trazido de Portugal em 1788 (nas noites de sexta, sábado e domingo, acontece um espetáculo religioso de luz e som); Museu Padre Toledo, instalado no casarão que pertenceu ao líder dos inconfidentes na região, padre Carlos Correia Toledo e Melo, e serviu de cenário para a primeira reunião dos conjurados, em 1788 – destaque para a Sala dos Espelhos, cujo piso espelhado reflete as pinturas do teto; Chafariz de São José (1749), que, com tem três fontes, é o único do estado com oratório e imagem de santo (São José de Botas); Igreja de Nossa Senhora do Rosário, considerada a mais antiga da cidade (1708); Capela de Nossa Senhora das Mercês (1793-1824), com interior em estilo rococó e um conjunto de pinturas e douramentos de rara beleza.

Largo das Forras
Matriz de Santo Antonio
Casario colonial
Casario colonial
Chafariz de São José
Capela de Nossa Senhora das Mercês

Outros atrativos são o Museu de Arte Sacra, instalado no prédio da antiga cadeia (1730), incendiada em 1829 e reconstruída em 1833; o Museu da Liturgia (www.museudaliturgia.com.br), com acervo de 420 peças ligadas à liturgia católica, confeccionadas entre os séculos XVII e XX; o Centro Cultural Yves Alves, cenário de exposições itinerantes e mostras, promove concorridos concertos e é sede da Mostra de Cinema de Tiradentes. Estação Ferroviária, de onde, às sextas, sábados, domingos e feriados, parte a maria-fumaça (uma locomotiva Baldwin) para São João del-Rei.

Artesanato

Nas lojas e ateliês de Tiradentes, a criatividade está impressa em peças confeccionadas especialmente com estanho, mas também há muitas feitas com madeira, papel machê, ferro, entre outros materiais. O distrito de Bichinho, a 6 km do centro, é famoso pela fartura de oficinas de artesanato variado.

Gastronomia

A comida mineira é servida com fartura nos restaurantes, que oferecem receitas tradicionais incrementadas com ingredientes especiais como o ora-pro-nóbis, um tipo de folha usada como tempero no preparo de alguns pratos.

Restaurante Kitanda Brasil
Comandado pela chef Tanea Romão, o restaurante tem como especialidade a cozinha artesanal, com destaque para o menu degustação, que literalmente “alimenta os desejos da alma”, como sugere a chef. Fabuloso! No centro histórico, a loja homônima comercializa temperos, conservas, chutneys, geleias especialíssimas, entre outras gostosuras – tudo feito artesanalmente.
Rua Padroeiro Santo Antônio, 240
www.kitandabrasil.com.br

Angatu Restaurante
Angatu, em tupi-guarani, significa "bem-estar, felicidade e alma boa". É assim que você vai se sentir no restaurante. Os pratos da culinária contemporânea brasileira e criativa-autoral do chef e proprietário Rodolfo Mayer são complementados em toda a sua sutileza quando servidos nos pratos de cerâmica exclusivos da artista Nícia Braga.
Rua Santíssima Trindade, 81

Hospedagem

Pousada Bem Viver
Construída com madeiras nobres de demolição e integrada à natureza, a pousada oferece conforto, tranquilidade e aconchego. Tem apartamentos arejados, amplos e charmosamente decorados.
Rua da Caixa d’Água, s/n, a 400 metros da estação da maria-fumaça – Bairro Estação
www.bemvivermg.com.br

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.tiradentesgerais.com.br.

São João del-Rei

Das cidades históricas mineiras, São João del-Rei foi a que mais se desenvolveu. É movimentada, e o seu passado hoje convive com o presente. Nas ruas e vielas centenárias do centro histórico, o casario colonial, as igrejas e os museus misturam-se ao comércio. O trânsito fica bem movimentado, por isso a melhor maneira de conhecer os monumentos históricos é caminhando. Solicite um mapa da cidade na recepção do hotel – será muito útil em sua caminhada. Os principais atrativos são: o Solar dos Neves, residência do presidente Tancredo Neves entre 1957 e 1985 que ainda pertence à família; o Museu de Arte Sacra (http://museudeartesacra.com.br), instalado no prédio onde funcionou a segunda cadeia pública – seu acervo reúne peças sacras, paramentos, imagens e prataria cedidos pelas irmandades religiosas locais; o Memorial Tancredo Neves, num casarão do século XVIII, conta a história e a trajetória política do ex-presidente por meio de fotos, documentos e recursos digitais; a Casa Colonial, onde funcionou por muitos anos o Grande Hotel de São João del-Rei; o Museu Regional de São João Del Rei, com acervo de objetos e utensílios dos séculos XVIII e XIX, com destaque para o órgão que pertenceu à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, duas figuras de presépio e uma imagem de São Sebastião atribuídas a Aleijadinho; o Pelourinho, que substituiu, no século XIX, o primeiro pelourinho de madeira que ficava no morro da Forca; o Solar da Baronesa de Itaverava, que, com arquitetura colonial típica dos casarões urbanos no início do século XIX, cede um espaço ao Centro Cultural da Funrei, que mantém uma galeria de arte e um auditório; a Casa de Câmara e Cadeia (1849), onde funciona a atual Prefeitura Municipal; o Chafariz Colonial, em ferro fundido, trazido da Europa em 1887. As principais igrejas que devem ser visitadas internamente estão no centro histórico: a Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar (1721), com interior belíssimo, com talha dourada e pinturas barrocas; a Igreja Nossa Senhora do Carmo (1734) apresenta características de várias fases do barroco, paredes brancas e poucos detalhes em ouro; a Igreja Nossa Senhora das Mercês (1853), a primeira capela da cidade; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, considerada a mais antiga.

Centro|Capela de Nossa Senhora das Mercês|Família Müller

Fora do centro histórico, a imponente construção da Igreja de São Francisco (1774), localizada numa praça com jardins floridos e palmeiras-imperiais, tem a portada esculpida em pedra-sabão e interior em estilo rococó, com destaque para o lustre de cristal Baccarat. Se possível, sua visita deve ser programada para uma manhã de domingo, quando a missa é acompanhada por música barroca. No cemitério da igreja está o túmulo do presidente Tancredo Neves.

Capela de Nossa Senhora das Mercês

São João del-Rei é conhecida também pelas tradicionais festas religiosas, como a Semana Santa, quando as ruas se transformam em tapetes coloridos com imagens feitas de areia, serragem, pétalas, entre outros materiais. A cidade ganhou o título de “Terra onde os sinos falam”, por causa das badaladas que têm uma linguagem própria, uma tradição cultural secular que se tornou uma forma de comunicação com a comunidade: anunciam missas, mortes, batizados, novenas e marcam as horas. As Batalhas dos Sinos, outra atração do município, tem tradição de mais de cinco décadas e acontece uma vez por ano, atraindo turistas e religiosos.

O Teatro Municipal de São João del-Rei (1893), de arquitetura eclética, oferece uma visita guiada em que o turista o percorre da fachada aos bastidores, terminando numa apresentação teatral com cenas musicadas. As reservas podem ser feitas na recepção de seu hotel/pousada. São João del-Rei é uma cidade com intensa atividade musical, com orquestras centenárias e um Conservatório de Música. Para saber o calendário de apresentações durante a sua estada, informe-se na recepção do seu hotel/pousada.

O Museu Ferroviário, instalado nas dependências da estação ferroviária da Estrada de Ferro Oeste-Minas, construção típica do século XIX, reúne no acervo equipamentos, peças mecânicas, painéis didáticos e fotografias que contam a história da ferrovia na região. Um dos destaques é a coleção de 11 locomotivas a vapor Baldwin. É dessa estação que parte o passeio de Maria-fumaça até a cidade de Tiradentes.
Avenida Hermílio Alves, 366

Estação Ferroviária

Ecoturismo

Os passeios na natureza acontecem na serra do Lenheiro, uma área de proteção com belíssimas paisagens. As agências locais oferecem caminhadas, escalada, off-road, mountain bike e rapel, entre outras atividades.

Artesanato e compras

No artesanato destacam-se os bordados, as rendas de abrolhos e os trabalhos de crochê. Há também produção artesanal de móveis rústicos e objetos de estanho inspirados em modelos medievais. São João del-Rei possui mais de três fábricas de objetos de estanho de qualidade internacional. Nas lojas do centro especialmente, são encontradas peças de utilização doméstica e decoração a bons preços. Vale a pena conhecer as peças da loja John Somers (avenida Leite de Castro, 1150), a mais antiga fábrica da cidade especializada em estanho. Anexo, está o Museu do Estanho John Somers, que reúne em exposição objetos utilitários em estanho do Brasil e de países europeus.

Para mais informações sobre hospedagem, restaurantes, agências receptivas e passeios, acesse o site: www.saojoaodelreisite.com.br.

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A SABER MAIS

Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira foi um movimento audacioso da luta dos brasileiros pela independência, pela liberdade e contra o governo português cada vez mais abusivo, autoritário e ganancioso no período colonial. O importante movimento social ocorreu em pleno ciclo do ouro, em 1789. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, 20%, de todo ouro encontrado para os portugueses, que haviam decretado sansões comerciais e industriais no Brasil, como, por exemplo, uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro. Toda essa opressão gerou grande insatisfação no povo brasileiro, que queria pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas, influenciados pelas ideias de liberdade do Iluminismo europeu, começaram a se reunir e traçar um plano para buscar uma solução definitiva para a conquista da independência do Brasil e a implantação do sistema de governo republicano. O grupo, denominado “Inconfidentes”, foi delatado às autoridades por um dos participantes, Joaquim Silvério dos Reis, em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. Todos os inconfidentes foram presos, enviados para a capital (Rio de Janeiro) e acusados de infidelidade ao rei. Alguns foram punidos com o exílio para a África; outros, com prisão. Após assumir a liderança do movimento, Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), foi condenado à forca e teve o corpo esquartejado: os membros foram espalhados pelo caminho que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais, e a cabeça, exposta em praça pública, em Vila Rica (Ouro Preto). Tiradentes é considerado o primeiro mártir da Independência do Brasil, e a data de seu enforcamento, 21 de abril, é feriado nacional.

O barroco mineiro

O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu na Europa primeiro nas artes plásticas e depois na literatura, no teatro e na música. No Brasil, o barroco foi uma das formas de expressão artísticas mais significativas entre o século XVII e o final do XIX, mas, mesmo com a influência do barroco europeu, especialmente do português, a arte barroca no Brasil assumiu características próprias, desenvolvendo-se sobretudo em torno da arquitetura e ornamentos das Igrejas e confrarias. Minas Gerais se destacou na arte graças ao enriquecimento trazido pelo ciclo do ouro e a religiosidade do povo. A distância do litoral e a as dificuldades de importação de materiais fizeram com que os artistas mineiros trabalhassem nas condições e com os recursos materiais da região, o que conferiu ao barroco mineiro um caráter peculiar. Nesse contexto, Aleijadinho substituiu o mármore pela pedra-sabão e pela madeira em suas esculturas, e Ataíde criou pinturas similares aos azulejos portugueses. Alguns estudiosos defendem que o estilo predominante em Minas teria sido o rococó, que se desenvolveu na Europa no século XVIII, buscando a sutileza em contraposição aos excessos e suntuosidades do barroco. No Brasil, o rococó, à diferença do que ocorreu da Europa, influenciou os temas religiosos, principalmente na arquitetura. Ambos os estilos (barroco e rococó) convivem nas obras e estão presentes em todo o patrimônio das cidades históricas.
Box - Aleijadinho e Mestre Ataíde
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. É considerado um dos mais importantes e representativos artistas do barroco e do rococó brasileiro. O mineiro, filho de uma escrava e um mestre de obras português, iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho do pai, também entalhador. Por volta dos 40 anos, Aleijadinho começou a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações, perdendo os movimentos dos pés e mãos, mas, mesmo com as limitações causadas pela doença, continuava a esculpir e a entalhar na construção de igrejas e altares, amarrando as ferramentas nos punhos. O valor do conjunto de sua obra foi reconhecido apenas muitos anos depois de sua morte. Manuel da Costa Ataíde, Mestre Ataíde, que nasceu em Mariana e foi contemporâneo e parceiro de Aleijadinho, trabalhou como pintor de painéis, dourador, pintor de imagens (muitas de Aleijadinho), talhador, desenhista e ilustrador. É considerado o maior representante da pintura do Brasil colonial, escrevendo seu nome na história da pintura brasileira. Suas obras, classificadas como barrocas, destacam-se pelas combinações das cores, associadas à exuberante natureza brasileira, e pelos anjos, madonas e santos pintados com traços mestiços, o que o tornou um dos precursores de uma arte genuinamente brasileira e um importante artista do barroco-rococó mineiro. Mestre Ataíde exerceu grande influência sobre os artistas de sua região e teve numerosos alunos e seguidores.


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