Blogs > Família Muller Aventura > Viagens Nacionais >Pelo meio do Paraná IChegar ao Paraná é muito fácil, pois as estradas são pedagiadas, mas estão em ótimo estado e com direito a um belo visual que aos poucos vai se mostrando.13 de Junho de 2005. Publicado por Família Muller Aventura Aventura, ecoturismo e cultura![]() Vista dos Campso Gerais Numa visita à Vila Velha, fomos convidados pelo Cleber e o Jason da agência Terras Altas, a conhecer um outro lado do Paraná: os Campos Gerais. A agência é sediada em Ponta Grossa, e tem parceiros por toda a região, que nos atenderam com a maior dedicação e simpatia. ![]() O visual das estradas dos Campos Gerais Chegar ao Paraná é muito fácil, pois as estradas são pedagiadas, mas estão em ótimo estado e com direito a um belo visual que aos poucos vai se mostrando. Assim, no feriado da Páscoa, aceitamos o convite e partimos nós três (eu, o Ronny e o Matheus, nosso filho de nove anos) para o Paraná... Buraco do Padre![]() Trilha que leva ao Buraco do Padre Na primeira parte da viagem, hospedamo-nos em Ponta Grossa, no Village Hotel, que nos recebeu de maneira muito atenciosa. Logo cedo na manhã seguinte à nossa chegada, o Jason (guia da Terras Altas) veio nos buscar para darmos início à programação proposta pela agência receptiva. ![]() entrada da Furna do Buraco do Padre Começamos por visitar o Buraco do Padre que fica a aproximadamente 26 km do centro de Ponta Grossa, no município de Itaiacoca. Este nome foi dado ao lugar pelos tropeiros e caboclos da região, por ser um refúgio de jesuítas. Paramos o carro no estacionamento e caminhamos por uma trilha de mais ou menos 1 km até a entrada. ![]() Matheus e a Cachoeira do Buraco do Padre Conforme nos aproximávamos, íamos adentrando um cenário misterioso e inesquecível. A beleza do lugar nos envolveu de tal forma, que ficamos os três ali boquiabertos sem falar nem se mexer, admirando aquele visual que parecia ser “do outro mundo”. O Matheus foi o primeiro a “acordar” e correr em direção à cachoeira. ![]() Buraco do Padre Nós ficamos ali curtindo o local formado pela imensa furna, a imponente cascata no seu interior que cai numa piscina natural, e acima de nós o tal “Buraco do Padre”. Sem dúvida um dos mais belos lugares que viemos a conhecer. Seguindo uma outra trilha, subimos para ver o Buraco do Padre por cima, e conhecer o curso que o rio Quebra Perna faz até cair dentro do Buraco do Padre. Com o sol a pino, estávamos ansiosos por conhecer mais cachoeiras e a mais próxima era a da Mariquinha... Cachoeira da Mariquinha![]() Plantações de milho na areia Do Buraco do Padre, fomos direto, à Cachoeira da Mariquinha, que fica ali pertinho. No caminho, pudemos observar as plantações de milho que brotam de um solo arenoso, coisa muito comum em ponta Grossa. Ao chegar, seguimos por uma pequena trilha ladeada por formações de arenito e capões de mata nativa que logo na chegada torna-se estreita e quando se abre novamente, já estamos na cachoeira. ![]() Matheus fazendo castelo de areia na Mariquinha Foi um tanto inesperado encontrar uma “praia de areias brancas” rodeando a bela cachoeira com uma queda de 30 m formando uma piscina natural maravilhosa para banho. Um fato interessante, é que o guia nos falou que o visual do local é alterado constantemente, pois como o chão é de areia, muda conforme as chuvas e o movimento das águas e do vento. ![]() Cachoeira da Mariquinha Depois de um bom tempo curtindo a cachoeira, fomos conhecê-la de outro ângulo. Pegamos uma trilha média e partimos para um morro defronte a ela. ![]() Pinturas Rupestres O Jason, guia da Terras Altas, levou-nos para conhecer também no local, as pinturas rupestres que foram feitas em “cavernas” formadas por rochas, ele é expert no assunto e nos deu uma pequena “aula” sobre as pinturas da região. Para o Matheus foi ótimo, pois o tema fará parte de seus estudos este ano. Infelizmente, as pessoas da região, não sabiam a importância das pinturas rupestres e acendiam fogueiras dentro destas “cavernas”, o que danificou muitas das pinturas existentes. Agora já há informação suficiente para que o local seja preservado.Acabamos o dia, com um bom churrasco que nos foi oferecido pela Churrascaria Lugano. No dia seguinte, lá estava o Jason nos esperando para novas descobertas... Rapel no Cânion do Rio São Jorge![]() Curso do Rio São Jorge No dia seguinte, fomos levados ao Cânion do Rio São Jorge, que fica a 17 km do centro de Ponta Grossa, seguindo por estrada asfaltada em direção ao sul. A cachoeira fica na propriedade de Lourenço Zapotosny. O rio se mostra num límpido curso d´água deslizando por rochas descobertas, formando cachoeiras que escondem segredos e lendas. ![]() Conhecendo as lendas do Rio Nosso filho adorou as histórias que o guia contou, entre elas, a que diz que por ali há um tesouro escondido pelos Jesuítas que habitavam a região. ![]() Rio São Jorge Descemos por uma trilha de média dificuldade até a base do cânion, de onde se avista um paredão de quase 40 metros e ao fundo a maior das cachoeiras . ![]() Paredão e cachoeira do Cânion do Rio São Jorge Neste paredão fizemos um rapel muito especial! Começando pelo instrutor que é um escalador de primeira, o Willian Lacerda, que faz nome por todo o Brasil e em locais como a Patagônia e Aconcágua, entre outros. Em pouquíssimo tempo fez a ancoragem com máxima segurança e então nos deu a notícia: nosso filho desceria sozinho! Num primeiro momento, devo confessar que a idéia nos parecia absurda, no entanto, após as explicações, demonstrações de segurança, muita conversa e insistência do Matheus, decidimos que eu desceria primeiro seguida por ele e depois o Ronny. O rapel desce na frente da cachoeira começando com um positivo por mais ou menos 20 m., seguidos de mais uns 20m negativos. ![]() Willian ancorando o rapel Depois que eu desci, fiquei um tanto apreensiva com relação ao Matheus. Aí lá veio ele com toda a pose de um exímio “rapeleiro”. ![]() Matheus descendo o paredão de 40m Logo vi que nossos medos eram infundados. Ele desceu bem, superando todas as expectativas. Na passagem para o negativo deu uma pequena “morcegada” e veio soltando o resto da corda dando uns solavancos, divertindo-se bastante. Vê-lo ali, pendurado sozinho naquelas cordas, deu um grande “frio na barriga” mas, como superar desafios é importante tanto para pais como para filhos, nos permitimos viver essa experiência. Depois de toda esta adrenalina, fomos convidados pelo dono do camping São Jorge, a almoçar uma bela costela na brasa que é um dos pratos preferidos dos habitantes locais. Depois do almoço, fomos relaxar conhecendo um pouco da cultura da região... Museu dos campos Gerais e Mosteiro da Ressurreição![]() Museu dos Campos Gerais À tarde, num passeio cultural fomos conhecer o Museu dos Campos Gerais, que fica no centro de Ponta Grossa na rua Engenheiro Schamber, 654, onde aprendemos sobre a história local, descobrindo que depois da era glacial, Ponta Grossa tornou-se oceano e com o tempo a água foi recuando dando espaço à terra que foi cobrindo tudo e deixando fósseis por todo lado. Em qualquer “escavadinha” por toda Ponta Grossa são encontrados fósseis. Muitos deles estão no Museu, assim como boa parte da história da região e dos animais que habitam os Campos Gerais. ![]() Maior entroncamento de trens do Brasil Também pudemos observar uma curiosidade sobre a cidade; ela foi totalmente construída na parte alta do vale, o que não é nada comum. Por este motivo, por toda a Ponta Grossa, sente-se um vento danado! Fomos ainda visitar o maior entrocamento de trens do Brasil que acontece em Ponta Grossa. ![]() Mosteiro da Ressurreição Já no final da tarde, fomos conhecer o Mosteiro da Ressurreição, que é uma comunidade de monges beneditinos localizada na área rural de Ponta Grossa. ![]() Oração em canto Gregoriano Para chegar lá, se pega a Av. Souza Naves entrando no km 9, seguindo por uma estrada de terra de mais ou menos 5 km., nesta altura já avista-se o Mosteiro.As orações são efetuadas em cantos gregorianos. Vale a pena assistir a uma delas. Existem várias opções de horários que são abertas ao público durante o dia. Nós fomos à oração das 17:00 hs., pois o local é muito bonito ao Pôr-do-sol, no entanto é interessante ir mais cedo para poder comprar o artesanato dos monges que vai desde o famoso licor, às velas artesanais e a lojinha só fica aberta até às 16:00 hs. No dia seguinte, partimos em direção à Castro... Castro e Castrolanda![]() Igreja Matriz Na segunda parte de nossa viagem, hospedamo-nos em Castro no Hotel Buganville, que nos recebeu com muita cortesia. Castro é a principal cidade histórica dos Campos Gerais, um lugar pacato de gente muito simpática. Andar por lá é como voltar ao passado. Cortada pelo rio Iapó, passou a ser pouso de tropeiros que traziam o gado do Rio Grande para vender em Sorocaba. A abundância de pastagens e a característica do rio tornar-se alagado obrigavam tropeiros em trânsito a acampar e esperar, dando origem à cidade. No centro histórico, encontramos a igreja Matriz. ![]() Museu do Tropeiro O Museu do Tropeiro nos relata toda a saga do tropeirismo com riqueza de detalhes e a Casa da Sinhara, que mostra os costumes e o mobiliário de uma casa de família antiga. ![]() Casario da Época Também é possível apreciar o casario da época agregado à influência dos vários imigrantes que povoaram a cidade. Já na praça central, está localizado o monumento em homenagem ao Tropeiro. ![]() Monumento ao Tropeiro Nos arredores, na estrada Castro – Capão Alto, localiza-se a Fazenda Capão Alto, com sua sede datada de 1870, preserva ainda as pinturas originais e tem grande valor histórico, já que foi significante na formação da sociedade de Castro e do Paraná. A arquitetura reflete o estilo dos casarões coloniais, típicos das fazendas de café de São Paulo. ![]() Araucária Gigante Atrás da sede, tem uma araucária centenária gigante que foi derrubada por um raio e está protegida por uma cobertura de sapé. Devido ao largo diâmetro de seu tronco, é possível adentrá-lo. ![]() Moinho “De Immigrant” Castrolanda é uma típica vila européia, com uma organização impecável e boa estrutura de informação turística. É representado pelo grande moinho “De Immigrant”. No seu interior existe um memorial onde vemos um retrato da imigração holandesa que com seu conhecimento e infra-estrutura para a lida com o gado leiteiro, foi a colônia que mais se estabeleceu em Castro. ![]() Memorial da Imigração Holandesa A cidade pode ser considerada hoje em dia como um dos centros agropecuários mais importantes do país, com três cooperativas. O ecoturismo, também é um apelo ao turista. Castro possui um rico complexo natural formado por belas cachoeiras, rios, matas e montanhas. O passeio por lá, além de ter sido super agradável, nos proporcionou um “banho de cultura”. Já na manhã seguinte, nossa programação seria diferente... Rafting e Cascading em Tibagí![]() Rafting no rio Tibagí Partimos então para um rafting no rio Tibagí onde acontecem os campeonatos de slalon (prova de caiaque com balizas em corredeiras) paranaense, brasileiro e internacional. O rio apresenta classes II e III, podendo ser praticado por crianças a partir de 4 ou 5 anos com tranqüilidade. Apesar do pouco tempo de duração (uma hora), a descida é muito legal, as corredeiras não são íngremes, mas empurram o bote com velocidade, levantando muita água. ![]() Rafting no rio Tibagí O rafting é um dos esportes de aventura mais divertidos na nossa opinião. O Matheus adora este contato com o rio e ser conduzido pelas águas é uma experiência bem gostosa. ![]() Cachoeira Puxa Nervos Ainda em Tibagí, estava no programa um cascading na cachoeira Puxa Nervos, uma queda de 50 m. verticais. A cachoeira fica em uma fazenda particular a mais ou menos 18 km. da cidade seguindo por estrada de terra, no entanto, é preciso seguir acompanhado de um dos guias da agência para poder chegar sem se perder. ![]() Nós três “pequeninihos” no Cascading Com o cascading previamente ancorado, subimos por uma trilha íngreme e difícil, chegando ao topo da cachoeira que parecia bem maior vista lá de cima. O Matheus assustou-se e decidiu não ir. Neste momento, foi importante a participação do guia que nos passou uma grande confiança no item segurança, mostrando com detalhes a ancoragem e os pontos de apoio. Mesmo assim o Matheus continuava em dúvida, até que o instrutor anunciou que desceríamos os três ao mesmo tempo, pois havia segurança e equipamento para isto. Iríamos eu e o Ronny pelo lado da queda e o Matheus juntamente com o guia no paredão mais seco. ![]() Ronny “jogado” no meio da queda Conseguindo vencer seu medo, lá foi nosso filho confiando que estaríamos por perto. Esta experiência foi única, pela primeira vez descemos os três juntos! A água desce muito forte e gelada, mas o dia estava lindo, com um sol de rachar e foi ótimo quando o pessoal da segurança de baixo balançou as cordas nos jogando no meio da queda. O Matheus preferiu ficar no seco, mesmo assim, saiu de lá ensopado tamanha a força das águas da cachoeira! ![]() Salto Santa Rosa Indicamos esta aventura para “pimpolhos” a partir de 7 anos, que tenham algum preparo físico e nenhum medo de altura. Continuando nossa visita a Tibagí, fomos até o Salto Santa Rosa, que com uma queda de 60 m. forma uma bela piscina natural, boa para banho. ![]() Museu Histórico Dês. Edmundo Mercer Jr No final da tarde, apreciar a pequena cidade foi ótimo. O sol já estava mais baixo e pudemos percorrer as ruelas do centro, apreciando prédios históricos e o Museu “Desembargador Edmundo Mercer Junior”, que retrata o ciclo do diamante, muito importante para a cidade, além de toda a história do município. ![]() Praça Central de Tibagí Passamos também pela Casa do Artesão onde tivemos a oportunidade de observar o tratamento dado à lã de carneiro desde a tosa, passando pela roca até o produto final que são malhas, tapetes e outros. ![]() Rocando a lã na Casa do Artesão Na volta, para “fechar com chave de ouro”, fomos presenteados com um pôr-do-sol na estrada. Para nós o feriado foi de muitas descobertas, principalmente pelo misto de sensações despertadas pela beleza e visuais inesperados dos Campos Gerais, passando pela cultura e o ecoturismo, finalizando com as aventuras que completam nossas viagens! Dicas dos autores![]() Pica Pau na Cachoeira puxa Nervos -Fique atento aos horários de funcionamento dos museus. Logo que chegar às cidades, passe pelas informações turísticas, pegue os folhetos e monte seu roteiro cultural. -Não deixe de sentar num café no centro de Castro e apreciar o movimento da cidade. -A fauna e a flora de região são muito ricas, observe a natureza. Aqui estão algumas fotos de pássaros que encontramos pelos Campos Gerais. ![]() Gavião na estrada Castro – Tibagí -Entre Castro e Tibagí, fica o Cânion do Guartelá, um lugar incrível que tivemos a oportunidade de conhecer e que fará parte de outra de nossas matérias. Vale a pena ir visitar! -Para esta viagem, são recomendados no mínimo quatro dias. -Na mochila: repelente, boné, kit de primeiros socorros, um bom lanche, uma toalha e vá com trajes de banho por baixo. -Este roteiro dá para ser feito o ano inteiro, mas no verão e começo do outono, (nós fomos na Páscoa) dá para curtir as cachoeiras. -Ao aventurar-se com crianças, só “bem acompanhado”, não arrisque, contrate sempre uma agência local de confiança.
![]() Pássaro desconhecido na trilha da Mariquinha Agência local: TERRA ALTA ECOTURISMO - Ponta Grossa (42) 9101 5542 (42) 3027 3417 - terraalta@hotmail.com - Jason e Clebert Parceiros: Willian Lacerda euescalo@pop.com.br TIBAGÍ AVENTURAS – (42) 3275 1103 - Tibagí www.tibagiaventuras.com.br ACQUATIBA ADVENTURE - Tibagí acquatiba@visaonet.com.br Onde ficar: VILLAGE HOTEL - Ponta Grossa (42) 3225 2521 – www.villagehotel.com.br
BUNGANVILLE PALACE HOTEL - Castro (42) 3232 4000 - www.buganville.com.br
Onde comer: CHURRASCARIA LUGANO - Ponta Grossa Visconde de Mauá, 1180
COPACAPANA PIZZA - BAR - Ponta Grossa (42) 3028 0808
O TROPEIRO RESTAURANTE - Tibagí (42) 3275 1238
CASANTIGA - Castro (42) 3232 2675 ServiçosTerra Alta Ecoturismo Casantiga Restaurante Village Hotel Buganville Palace Hotel Churrascaria Lugano Tropeiro Restaurante e Churrascaria |
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