Pelo meio do Paraná II

O Paraná é um estado que reúne natureza, história, progresso,e diversidade cultural. Viajar por lá sempre nos trás surpresas agradáveis. Desta vez, optamos começar por Curitiba e visitar também o novo Parque de Vila Velha.

  
  

Apresentação

Jardim Botânico em Curitiba

O Paraná é um estado que reúne natureza, história, progresso,e diversidade cultural. Viajar por lá sempre nos trás surpresas agradáveis. Desta vez, optamos começar por Curitiba e visitar também o novo Parque de Vila Velha, que após a reestruturação ficou ainda melhor.

Taça no Parque Estadual de Vila Velha

Curitiba sempre foi uma cidade que muito nos atraiu, não só pela boa e calma vida que levam os curitibanos, mas também pelos parques que “incrustados” na cidade dão grande oportunidade à adultos e crianças de conhecerem e preservarem a natureza. Sua origem remonta o séc. XVII, quando faiscadores de ouro, índios, tropeiros e jesuítas deram origem a antiga Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, transformada hoje na bela Curitiba, uma metrópole preocupada com a qualidade de vida de seus habitantes.

Como não podia deixar de ser, eu, o Ronny e o Matheus (nosso filho de 9 anos), começamos nossa visita pelo cartão postal da cidade: O Jardim Botânico...

Curitiba 1º dia

Estufa de vidro

Como estávamos de carro, antes de seguirmos para o passeio, pegamos no hotel um mapa da cidade que é bem útil e fácil de se localizar.

O Jardim Botânico possui uma área de 278.000 m². Sua atração mais importante é a estufa inspirada no Palácio de Cristal em Londres. Lá ficam expostas permanentemente plantas vindas de todo o Brasil além de uma fonte de água.

Jardim visto de cima da estufa

Na parte superior da estufa, pode-se apreciar o harmonioso jardim em estilo francês que fica bem na entrada.

– trilha no Jardim Botânico

Ainda dentro do parque, escolhemos uma das trilhas de fácil acesso para completar nosso passeio.

Placas

As trilhas são bem sinalizadas e com o nome de várias espécies de plantas identificadas ao longo do percurso. Depois de aprendermos um pouco sobre a fauna e a flora da região, que são informadas por placas durante as trilhas, paramos na lanchonete do parque, que tem ao seu lado uma lojinha de artesanato de Curitiba, onde não pudemos resistir a comprar uma das caixinhas de chá feitas com palha de milho.

Caixa de chá feita com palha de milho

Do Jardim Botânico, fomos direto ao Shopping Estação na Av. Sete de Setembro, 2775, onde fomos convidados pela Fundação O Boticário, a conhecer a Estação Natureza, uma exposição interativa das belezas naturais do Brasil.

Estação Natureza

“Neste espaço diferenciado, que encanta pela riqueza de detalhes, o visitante tem a sensação de estar participando de uma verdadeira excursão pelos ambientes naturais dos grandes Biomas Brasileiros: Floresta Amazônica, Floresta Atlântica, Caatinga, Cerrado, Costa, Pantanal, Floresta com Araucárias e Campos.” (Estação Natureza).

Estação Natureza

Esta é uma visita imperdível para quem vai à Curitiba, principalmente se estiver acompanhado de crianças. A interatividade que oferece o local, permite que os visitantes conheçam melhor os biomas brasileiros e como preservá-los. Na saída, as crianças podem testar seus conhecimentos com jogos interativos no computador e na sala de atividades lúdicas, por meio de brincadeiras, teatros e jogos. Tanto o Matheus como nós, curtimos muito o passeio. A Estação Natureza funciona de terça a sexta das 13h às 18h e sábados e domingos das 15 hàs 19h. Os ingressos custam R$ 3,00 (para crianças de até 6 anos e maiores de 61 a entrada é gratuita), Telefone para informações : (41) 3232 8091. site: www.fundacaoboticario.org.br e-mail estacaonatureza@fundacaoboticario.com.br.

Matheus na sala lúdica

Ainda no Shopping Estação, fomos visitar o Museu Ferroviário de Curitiba, que apresenta a evolução da ferrovia no Brasil, mostrando como funcionavam as estações ferroviárias por meio de réplicas das bilheterias, da administração e de uma plataforma, localizada bem na entrada com a “chegada” de uma Maria Fumaça.

No dia seguinte, fomos conhecer a famosa Opera de Arame ...

Curitiba 2º dia

Ópera de Arame

A Ópera de Arame faz parte do Parque das Pedreiras. A construção é toda em ferro tubular, revestida com tela aramada coberta de vidro.É usada como casa de espetáculos, com capacidade para 10.000 pessoas sentadas. Circundada por um lago cheio de carpas e tartarugas, é uma jóia arquitetônica encravada no meio da natureza. Para as crianças, o mais interessante, é andar pela ponte toda vazada que dá acesso ao prédio, pois abaixo de seus pés, é possível observar as carpas e tartarugas rondando o lago.

Unilivre

Continuando nossa visita, fomos à Universidade Livre do Meio Ambiente. Localizada no Bosque Zaninelli, a Unilivre, como é chamada pelos seus freqüentadores, tem o intuito de transmitir práticas, conhecimentos e experiências relacionadas ao meio ambiente e a ecologia. Foi planejada, com o objetivo de formar nas pessoas uma consciência ambiental como fator de sobrevivência. O local é muito agradável e transmite uma paz gostosa. Também vale a pena subir na construção em eucalipto que permite uma vista geral do espaço da universidade.

Trilha do Bosque do Alemão

Da Unilivre ao Bosque do Alemão, “é um pulinho”. Adentramos o parque na parte superior, pelo mirante, uma construção em madeira de onde se avista boa parte do bosque. Quem está com crianças não pode perder esta visita. A trilha que sai da base do bosque, além de fácil e muito bem sinalizada, possui murais em azulejo contando a história de João e Maria.

Casa encantada da Bruxa

Fomos lendo os murais e representando a história junto com o Matheus até chegarmos na Casa Encantada da Bruxa,onde “bruxas boas”, ao invés de “comer criancinhas”, contam histórias todos os sábados, domingos e feriados às 11:00hs. e às 16 :00 hs..

Hora do Conto

É muito legal chegar em tempo de participar desta “Hora do Conto”. Na saída, um lindo jardim com um monumento que homenageia a imigração Alemã.

Monumento à imigração Alemã

Já no Memorial Ucraniano, encontramos uma réplica do conjunto da Igreja de São Miguel Arcanjo, construído no final do século passado, considerado um dos monumentos ucranianos mais antigos do Brasil.

Conjunto da Igreja de São Miguel Arcanjo

O local não tem funções religiosas, sendo apenas para mostrar as tradições ucranianas, tais como os ícones (pinturas religiosas) e as pêssankas (ovos pintados à mão) que eram oferecidos à parentes e amigos na Páscoa como símbolo do renascimento da terra.

Igreja de São Miguel Arcanjo

Em nossa última noite em Curitiba, fomos comer uma bela massa em Santa Felicidade. O bairro foi o principal refúgio da imigração Italiana que “hospedou-se” por lá trazendo consigo as mais variadas cantinas,com diferentes apelos e preços variados. Vão desde as enormes, com seu rodízio de massas, até as que oferecem shows ao vivo de música Italiana.

Ícone

Alguns produtores de vinho também estabeleceram-se por lá e permitem a degustação de todos os tipos de vinho e sucos de uva de suas adegas.

Depois de comer, o legal é passear pelo bairro, e se encantar com o artesanato das lojinhas espalhadas pela rua principal.

Pêssankas

Como em todas as nossas viagens, o lado cultural é parte fundamental. Aproveitamos para conhecer um pouco dos costumes e tradição dos povos que imigraram e colonizaram Curitiba, tornando a cidade um local tipicamente miscigenado manifestando suas influências na arquitetura, no artesanato e na culinária entre outros.

Logo de manhã, começamos a outra parte de nossa viagem, partindo em direção a Ponta Grossa para visitar “A nova Vila Velha”....

Parque Estadual de Vila Velha

Sede do Parque Estadual de Vila Velha

Saindo de Curitiba pela BR 277 em direção à Ponta Grossa, existem placas direcionando para a entrada do parque.

Os horários para visitação são de quartas à segundas-feiras, das 8:00 hs. Às 16:00 hs. . O ingresso custa R$ 12,00 para o passeio completo (furnas, Lagoa Dourada e Arenitos)

A Vila Velha, esteve fechada por um longo período e reabriu em “grande estilo”.

Como o parque ainda não tem boa estrutura para almoço (apenas uma lanchonete com salgadinhos, refrigerantes, água e sorvetes), na mochila levamos um lanche reforçado, três garrafas de água (uma para cada um de nós), biscoitos , bonés e repelente, que nos foi bem útil nas trilhas.

Lagoa Dourada

Logo na chegada, fomos convidados a assistir um áudio-visual, na sede principal, que remonta: a criação de Vila Velha, as atividades desenvolvidas para melhoria e preservação do parque e orienta os visitantes para a visita, que é totalmente monitorada.

Saindo da projeção, fomos direcionados à um ônibus que nos levaria à Lagoa Dourada e às Furnas, primeira parte de nossa visita que ocuparia a manhã.

Deixamos o ônibus, e levados pelo monitor por uma trilha fácil e sombreada chegamos à Lagoa Dourada,que tem este nome por conta do reflexo do sol que a “tinge” de dourado em determinado horário do dia.

Observando os peixes da Lagoa Dourada

A Lagoa é um aquário natural abrigando peixes como traíras, tubaranas, bagres e outros, que utilizam a área para reprodução. Podem ser facilmente observados tal a transparência da água da lagoa, fato que fez com que o Matheus (nosso filho de 9 anos), ficasse por ali um bom tempo observando o movimento dos peixes.

Voltamos ao ônibus que levou-nos às furnas, mais conhecidas por “Caldeirões do Inferno” devido a sua profundidade (aprox. 100 m. verticais) e diâmetro, apresentando grande volume de água em seu interior.

Furnas

Explicou-nos o monitor, que são crateras areníticas circulares formadas por desabamentos e têm sua origem na estrutura falhada e fraturada do arenito. Havia na Furna 1 ( a maior delas) um elevador que descia 54 m., dando acesso a uma plataforma flutuante logo acima do espelho d´água. Infelizmente teve que ser fechado pois com o movimento estava causando dano ao arenito.

Retornamos à sede e fomos almoçar nosso lanche.

Na primeira chamada, pegamos o ônibus que nos levaria aos arenitos, a maior atração do parque.

Furnas

Na chegada, a primeira visão forma um cenário de impressionante beleza.

O monitor contou-nos que: “ Há 400 milhões de anos a região foi coberta por um oceano e durante os 200 milhões de anos seguintes passou por grandes alterações com explosões vulcânicas formando montanhas. Vieram as glaciações e tudo foi coberto por um imenso mar de gelo. Passados outros tantos milhões de anos as geleiras começaram a derreter arrastando pedaços de rochas e os depósitos de areia deixados pelo extinto oceano. O trabalho dos ventos e da chuva, continuam então a esculpir essa fascinante relíquia da natureza.”

Primeira visão dos arenitos

Durante todo o percurso da trilha, que é bem leve e possível a qualquer idade, pudemos observar as formações que sugerem as mais variadas figuras como camelo, garrafas, (que formam as taças) rostos e o que mais deixar a imaginação.

a monitoria remontando a história

O Matheus conseguiu imaginar “quinhentas mil coisas”, por várias vezes ele mostrou ao monitor, as suas “descobertas”. É muito gratificante para nós, ver nosso filho desfrutar momentos como este.

Deixando fluir a imaginação!

Antes da reestruturação do parque, não havia visitas monitoradas, nem trilhas. Os arenitos ficavam “abandonados” à mercê de seus visitantes. Como não havia informação suficiente, os visitantes acabavam por subir nos arenitos para tirarem fotos, ou simplesmente por prazer, causando vários danos. Agora, o parque além de monitorado, informa aos visitantes através de placas o que acontece com os arenitos com a presença de turismo irresponsável.

Matheus e a formação “ Camelo”

Ao final da trilha, chega-se à famosa “Taça”, que é o símbolo do parque. Parada obrigatória para “aquela foto”.

Para quem quiser, depois da “Taça”, pode-se continuar a trilha por um bosque, sem monitoria, até o próximo “ponto de ônibus”. É apenas mais um complemento do passeio, (mais ou menos 1 km.) e que sem dúvida (para quem ainda tem disposição) é muito bonito. A trilha é bem demarcada e toda na sombra, bem fresquinha. Pelo caminho é possível observar mais formações areníticas, a fauna e a flora do parque.

Nós três na “Taça”

A “nova” Vila Velha foi mais uma surpresa que apresentou-nos o Paraná. A visita vale mesmo para quem já conheceu o parque antes da reforma, pois agora com as trilhas bem demarcadas e com a monitoria do parque, que é muito bem informada sobre a história, Tudo ficou mais interessante.

Pegamos o ônibus e ao retornarmos à sede, recebemos alguns folhetos com mais informações sobre o parque, inclusive contendo a “Lenda de Vila Velha”...

A Lenda da Vila Velha

A Taça

“ Itacueretaba, antigo nome do local onde hoje conhecemos Vila Velha, significa - cidade extinta de pedras. Este recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser Abaretama, “Terra dos Homens” onde esconderiam o Tesouro Itanhareru.

Tendo a proteção de Tupã, o tesouro era cuidadosamente vigiado pelos Apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos.

Os Apiabas desfrutavam de todas as regalias, porém era lhes vedado o contato com as mulheres. A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo de Abaretama, o revelariam aos quatros ventos e chegando a notícia aos ouvidos dos inimigos, estes tomariam o tesouro para si. Se o tesouro fosse perdido, Tupã deixaria de resguardar o seu povo e lançaria sobre eles as maiores desgraças.

Dhuí (Luis), fora escolhido chefe supremo dos Apiabas, entretanto, não desejava seguir esse destino, pois tratava-se de um Chunharapixara (mulherengo).

As tribos rivais ao terem conhecimento do fato, escolherem a bela Aracê Poranga (Aurora da Manhã) para tentar seduzir o jovem guerreiro e tomar–lhe o segredo do tesouro. A escolhida logo conquistou o coração de Dhuí. Numa tarde primaveril Aracê veio ao encontro de Dhuí trazendo uma taça de Urucuri (licor de butiás) para embebedá-lo, no entanto, o amor já havia tomado conta de seu coração não conseguindo assim completar a traição.

Decidiu então tomar a bebida junto com seu amado, e os dois se amaram a sombra de um Ipê.

Tupã descobriu a traição de seu guerreiro e furioso provocou um terremoto sobre toda a região.

A antiga planície fora transformada em um conjunto de suaves colinas, Abaretama transformou-se em pedra. O solo rasgou-se em alguns pontos dando origem as Furnas.

O precioso tesouro fora derretido formando a Lagoa Dourada. Os dois amantes ficaram petrificados; entre os dois a taça ficou como símbolo de traição.

Diz a lenda que as pessoas mais sensíveis à natureza e ao amor, quando ali passam, ouvem a última frase de Aracê: Xe poce o quê (dormirei contugo).”

Dicas dos autores

Autores

- As informações turísticas em Curitiba, podem fornecer detalhes de todos os passeios indicados, o número é: 0 (XX) 41 3352-8000.

- Se possível, procure hospedar-se no bairro do Batel, é bem central e pode-se sair andando para conhecer o centro da cidade.

- Para quem estiver sem carro em Curitiba, existe uma linha de ônibus especial a “Linha Turismo” que passa por todos os pontos turísticos a bordo do ônibus -jardineira. Também existem agências receptivas que fazem um passeio até o Parque Estadual de Vila Velha.

-Com mais tempo, vale a pena conhecer os outros parques da cidade: Tanguá, Barigui, Tinguí, Bosque João Paulo II, entre outros.

- Um outro passeio imperdível para quem pode ficar mais um dia é o passeio de litorina até Morretes, comendo um belo barreado e voltando de van pela Serra da Graciosa. Para informações ligue para Serra Verde Express: 0 (XX) 41 3323 4007.

- Aos domingos, das 9:00 às 14:00 acontece uma feira de artesanato na Pça. Garibaldi, no setor histórico. Além de ótimas compras, o passeio é muito agradável. Saindo da feira dar uma parada para um café na “Boca Maldita” também é uma boa opção.

- Vale a pena almoçar em um dos enormes restaurantes, que servem rodízios de massa em Santa Felicidade, e num outro dia, voltar para jantar numa cantina com música italiana ao vivo.

- Pernoitar em Ponta Grossa depois da visita à Vila Velha é uma boa opção para quem pode continuar a viagem, pois a região oferece passeios incríveis. A agência receptiva de lá é a Terras Altas Ecoturismo - (42) 9101 5542 (42) 3027 3417 - terraalta@hotmail.com com Jason ou Clebert. Quem se interessar poderá acessar nossa matéria : Castro, Ponta Grossa e Tibagí – Pelo meio do Paraná, para ver as opções.

- Para esta viagem, são recomendados no mínimo três dias.

- Este roteiro poderá ser feito o ano inteiro, mas no inverno tem aquele “friozinho” de Curitiba e é mais agradável fazer as trilhas em Vila Velha.

Ao aventurar-se com crianças, só “bem acompanhado”, não arrisque, contrate sempre uma agência local de confiança.

  • Consulte sempre um site de previsão do tempo antes de programar sua aventura.
  
  

Publicado por em

Chayane

Chayane

06/12/2010 09:07:06
Esse lugar é d+,é muito lindo.Parabéns VILA VELHA!!!!!

Família Muller Aventura

Família Muller Aventura

Olá Chayane, Obrigado pelo comentário! Vila Velha vale MESMO a visita! Grande abraço, Família Müller
Jessica bianca bexiga

Jessica bianca bexiga

17/11/2008 20:51:05
ha é interesante

Família Muller Aventura

Família Muller Aventura

Olá Jessica, Obrigado por seu comentário, conheça também outros destinos de ecoturismo e aventura visitando nosso site: www.familiamulleraventura.com.br Grande abraço, Família Muller