Blogs > John Muir Trail > Boletins >Em VVRÀs 7h30 da manha do dia 23, estou no refeitório do VVR, em meio aquela fauna que agente esta acostumado a ver nos filmes “made in Hollywood”. Sentado junto à janela enquanto saboreio um café divino (tudo é divino depois de uma semana de granol23 de Agosto de 2002. Publicado por Equipe EcoViagem Às 7h30 da manha do dia 23, estou no refeitório do VVR, em meio aquela fauna que agente esta acostumado a ver nos filmes “made in Hollywood”. Sentado junto à janela enquanto saboreio um café divino (tudo é divino depois de uma semana de granola toda a manha, alimentado a bombadas no fogareiro de benzina com temperatura em torno dos 5 graus) com torradas e panquecas, olho os pinheiros que cercam o resort, os mesmos que me acompanharam por um bom trecho ao longo da trila. Foram exatas 91,9 milhas ou 9 dias caminhando através de um dos lugares mais fantásticos que já vi. O granito predomina absoluto, fazendo com que a JMT fosse literalmente aberta a dinamite e marretadas em muitos pontos, por absoluta ausência de solo. Depois de uma semana de um interminável sobe e desce em zig-zag, que faz a subida a Pedra dos Sino (Serra dos Órgãos/RJ) parece um passeio no parque,fui passando por vales profundos, lagos alpinos com águas cristalinas, centenas de montanhas fraturadas que davam a impressão de que vão desmoronar a cada instante e pinheiros, muitos pinheiros nascendo diretamente das fissuras e fendas do onipresente granito. Em meio a tantas paisagens, dois momentos se destacam. O primeiro aconteceu ainda no Yosemite quando, acampado no Cathedral Lake, um Urso (assim mesmo, com letra maiúscula) passou a dez metros da barraca. Eram 8h30 da noite e só foi possível ver o seu vulto. O suficiente para sentir toda a sua majestade, como a nos lembrar que Ele e o rei daquele território. E a nós, só restando baixar a cabeça e reverencia-lo. O segundo momento foi a travessia do Silver Pass em noite de lua cheia, sem uso de lanterna. Em meio ao granito refletindo a luz prata da lua, foi como se estivéssemos caminhando na própria. Fora isso, existem as pessoas com quem se vai cruzando pelo caminho. A lista é enorme, e por isso, deixarei para quando retornar. Chegamos ao VVR ontem (22), e depois de um belo banho quente, um farto jantar e uma noite numa cama de verdade, estamos à espera da hora do ferry para retornarmos a trilha. Uma subida de uns 2.000 pés (sem tempo para converter para metros: x 0,3048) nos espera com uma mochila cheia de comida. Alem da subida, também tenho pela frente, 121 milhas, 7 passos e o Monte Whitney. |
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