Em tempos de recordes

Meus amigos! O texto abaixo foi escrito por um amigo de meu avô. Este foi um presente que me deixou muito emocionado e, por isso, quis dividí-lo com vocês. Espero que gostem!!! Resolvi não colocar fotos dessa vez por causa da sensibilidade do texto.

  
  

Meus amigos!

O texto abaixo foi escrito por um amigo de meu avô. Este foi um presente que me deixou muito emocionado e, por isso, quis dividí-lo com vocês. Espero que gostem!!!

Resolvi não colocar fotos dessa vez por causa da sensibilidade do texto.

Vale resaltar que minha terra natal, São José do Rio Preto, através do empenho de minha avó, está contribuindo muito com o projeto. Não tenho patrocínio, mas diversas pessoas me auxiliaram financeiramente. Em breve vocês saberão quem são esses anjos, enviados por Santiago, sem dúvida.

Obrigado Rio Preto!!! Obrigado Diário da Região pela matéria publicada no dia 01 de maio!!!

No mais, o mesmo...

Até o próximo boletim!!!

EM TEMPO DE RECORDES

Não são muitos os brasileiros que freqüentaram as páginas do famoso `Guiness`, o livro dos recordes. Nem disponho de dados para apontar os heróis patrícios que já conquistaram o destaque da superação de seus próprios limites, ou da imaginação, para conquistar o registro honroso.

Este ano, entretanto, parece que os ventos estão soprando a favor, se não ainda com registros de `primeiro` ou de `maior`, com notícia de medalhas de ouro e de prata, de surpreendentes conquistas de primeiro lugar em modalidades que nunca foram o forte do esporte brasileiro.

Outro dia a televisão nos mostrou um fato inédito. Duas medalhas em uma importante olimpíada, para dois irmãos, da família Hypólito, exemplos do esforço, da abnegação, da vontade indômita de vencer, valeram a eles o direito de oferecer tamanha glória como presente de aniversário à mãe, no dia mesmo dos seus anos.

A história se repete. Agora um jovem riopretense pretende oferecer à avó, não uma medalha de ouro, porque o seu esporte ainda não é olímpico, mas um registro no livro `Guiness` que é muito mais significativo e difícil, porque o apontará como único do mundo a conquistar tal feito.

Um jovem de Rio Preto, Rodrigo Racy, neto de Maricy Barbosa e do saudoso Vicente de Paulo Barbosa, inicia, no dia 14 de maio, isto é, no dia do aniversário da avó, uma estranha aventura. Vai percorrer de monociclo o famoso Caminho de Santiago de Compostela, o percurso que peregrinos do mundo inteiro percorrem a pé, para alcançar o famoso santuário espanhol.

Nunca tinha pensado no monociclo como um instrumento que servisse para conduzir pessoas de um lugar para outro. Para mim, aquela roda solitária, sem guidão, equipada com um selim, só tinha sentido para os malabarismos do circo, mesmo assim ficávamos admirados com o equilíbrio dos monociclistas.

Pois é nesse estranho veículo, se é que se pode dar nome de veículo a uma roda, que o atleta riopretense vai fazer a aventura, aparentemente maluca, de percorrer 800 quilômetros, obedecendo a todas as regras, para obter o registro de único do mundo a conquistar o Caminho de Santiago de Compostela equilibrando-se sobre uma roda.

A travessia vai ser documentada por fiscais que a acompanharão, fotografando e filmando, para registrar todos os lances da até então jamais tentada experiência, as subidas de morro, as descidas íngremes, o permanente balancear dos braços para manter o equilíbrio difícil nas longas horas de pedaladas naquele estranho instrumento.

Depois, a glória de alcançar a porta da famosa Igreja, como Ayrton Senna nas suas memoráveis vitórias, balançando uma pequena bandeira brasileira, conquistando para o nosso país um título fantasticamente honroso, porque até então julgado impossível a qualquer outro cidadão do mundo.

Um pouco diferente dos medalhistas da família Hypólito, que deram de presente à mãe as medalhas que conquistaram, Rodrigo oferecerá à avó, inspiradora do seu sonho, no dia mesmo do seu aniversário, o presente ainda mais significativo, a intrépida coragem de iniciar a aventura inédita e a necessária fortaleza de espírito da certeza da vitória.

Rio Preto viajará com ele, estimulando-o em cada curva do caminho, ajudando a diminuir-lhe o cansaço nas subidas, a manter-se equilibrado nas oscilações do terreno, estimulando-o com preces e esperança, não havendo de faltar nem aqueles que queiram contribuir como patrocinadores do evento, com a certeza da vantagem que obterão com a intensa publicidade que dele se fará nos cantos da Terra.

Depois, vamos recebê-lo aqui, com direito a desfile em carro de Bombeiros, agitação de bandeirolas, nome de rua, porque terá se tornado um dos nossos heróis e terá levado o nome da nossa Cidade para o mundo, testemunhando do que é capaz a vontade indômita de um brasileiro.

Na mesma caminha de Santiago de Compostela usa-se uma expressão de estímulo aos cansados peregrinos, pela qual as energias dos caminhantes se recompõem e ganham novo ânimo de vencer os momentos de cansaço: `Ultra Aya` - força, um pouco mais adiante.
A expressão foi abrasileirada para `Ultréia` e com ela a avó de Rodrigo está muito familiarizada no seu esforço de ajudar cristãos a vencerem o cansaço na caminhada espiritual.

ULTRÉIA, RODRIGO.

João Batista Queiroz

  
  

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