No meio do caminho

Oi Amigos, No meio do caminho Foto: Valentine Moreno Hoje é dia 26 de maio, chegamos a Burgos, a maior cidade que passamos até agora... A visão da Catedral foi algo que me arrepiou, suas torres imensas são extraordinárias. É o mais significante m

  
  

Oi Amigos,

No meio do caminho

No meio do caminho
Foto: Valentine Moreno

Hoje é dia 26 de maio, chegamos a Burgos, a maior cidade que passamos até agora... A visão da Catedral foi algo que me arrepiou, suas torres imensas são extraordinárias. É o mais significante monumento que vi até agora...Não existem palavras para descrever.

Nos campos de trigo

Nos campos de trigo
Foto: Valentine Moreno

Aproveitamos a cidade grande com uma boa infra-estrutura para dar um trato nas bikes do Renato e da Val. O Rocinante, por enquanto, está firme, nada de errado aconteceu com ele. Neste momento em que estou escrevendo, estamos esperando as bikes ficarem prontas. Depois, vamos comer algo e procurar o albergue de peregrinos.

Lavando o Rocinante

Lavando o Rocinante
Foto: Valentine Moreno

Ontem, dia 25, nosso destino era Atapuerca, mas o albergue de lá estava lotado e não pudemos ficar. O céu e os trovões anunciavam uma chuva que dava certo receio. Olmos de Atapuerca foi nosso destino final ontem. Chegamos às 2 horas. Às 5h35 me comecei a escrever. Saímos às 7 horas, o horário mais cedo, até agora, que começamos a pedalar...

Um sosia!

Um sosia!
Foto: Valentine Moreno

O meu objetivo aqui é pedalar o mono, o Rocinante, e buscar meu reencontro. Estou aqui para achar meu caminho...A cada dia encontro um pouco...

Catedral de Burgos

Catedral de Burgos
Foto: Valentine Moreno

Lugares mágicos

Passei ontem por lugares mágicos. A neblina em meio à vegetação seca formou uma paisagem estonteante. Teve um trecho, com vegetação a meia altura, digo, vegetação com 50 cm de altura, aproximadamente, repleta de teias de aranha. O verde e o branco misturados com as árvores secas e a neblina me fizeram sentir como se estivesse levitando, mesmo pedalando duro em terreno completamente enlameado. Em uma das subidas foi impossível pedalar. Era muito inclinada e cheia de pedras. Então,
caminhei ao lado de uma canadense. Trocamos meia dúzia de palavras, misturando inglês, espanhol e mímica.

Voltei a pedalar e cheguei a San Juan Ortega quando os sinos da Igreja começaram a badalar. A mesma coisa aconteceu aqui em Burgos, hoje. Isso me provocou uma sensação ímpar...

No meio da travessia recebi palmas, pediram fotos, exclamaram palavras como espetacular, inacreditável, um artista...Esse é o ncentivo que recebo de meus companheiros de jornada. Tudo de bom!!!

Em San Juan peguei mais duas assinaturas para o witness book, o livro de testemunhas para o guiness. Estamos na 11ª etapa de nossa expedição e já tenho 80 assinaturas, não há mínimo, mas quanto mais, melhor. Fiz um lanche enquanto esperava o Renato e a Val. Chegaram uns 30 minutos depois. Eles sempre estão um pouco atrás de mim, porque nas subidas pedalo como uma bala e os dois acabam ficando para trás. Fiz uma passagem de vídeo com o Renato (Sancho Pança), conversamos um pouco sobre o funcionamento da expedição, tiramos algumas fotos com a Val e seguimos
nossa trip.

O minúsculo povoado

Olmos de Atapuerca é um minúsculo povoado com umas setenta casas, uma igreja maior que qualquer casa, três ruas e seis dúzias de
vielas. No albergue não havia ninguém quando chegamos. Alguns minutos depois começaram a chegar outros. O hospitaleiro ficou bravo com os ciclistas, que tinham colocado suas bikes no quintal. Ele também ficou bravo comigo, porque tinha deixado o mono em um canto, que em nada atrapalhava, e com o Renato e a Val, que deixaram suas bikes na rua. Vai entender esse povo... Fiz minhas tarefas rotineiras e me coloquei a escrever um pouco do que estão
lendo agora.

Para finalizar, resumidamente, repito as palavras de Francesco Frorio, um italiano que cruzei pelo caminho e no albergue tive a oportunidade de entrevistar para o vídeo:

`Eu estava muito cansado, sentia muito frio e, de repente, no meio da neblina surge um vulto. Quando percebi que era um homem em um monociclo pedalando naquela estrada enlameada
fiquei muito surpreso, o que me motivou a seguir meus passos...Se ele pode fazer isso, posso caminhar, o que é bem mais fácil...`

Sinto saudades da minha terra!!! Um beijo a todos!!!

No mais, o mesmo

Rodrigo Racy

  
  

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