Escalada do Vulcão Misti (5.823m)

11º. Dia da Expedição Sul Peru. Mundo Andino Estimados Amigos! Mundo Andino Entramos definitivamente em uma verdadeira maratona pelas montanhas, depois do sobe e desce de Arequipa (2.350m) / Vulcão Ubinas (5.672m) em apenas dois dias, agor

  
  

11º. Dia da Expedição Sul Peru.

Mundo Andino

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Estimados Amigos!

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Entramos definitivamente em uma verdadeira maratona pelas montanhas, depois do sobe e desce de Arequipa (2.350m) / Vulcão Ubinas (5.672m) em apenas dois dias, agora foi a vez do Misti, o mais famoso vulcão da Cordilheira Vulcânica.

Mundo Andino

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Ontem pela manhã deixamos Arequipa e fomos em direção a uma central hidroelétrica chamada Aguada Blanca, chegamos até lá enfrentando uma estrada de terra cheia de curvas, superando os 4.300m de altitude, logo uma duna de cinza vulcânica ameaçadora, para então estacionar o Andino a 4.010m, aos pés do Vulcão Misti.

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Fizemos um lanche rápido e às 13 horas começamos a nossa caminhada para chegar até o acampamento avançado do Misti. O Iguaçu preferiu ficar no Andino e não se arriscar enfrentando elevadas altitudes, comigo estava o Alexandre e o Carlos. Fomos atravessando um terreno diferente, pontilhado pelas moitas do capim ichu. O capim acabou desaparecendo logo e surgiram dunas de pura cinza vulcânica, difíceis de serem atravessadas, pois ali nos afundávamos com facilidade. No final da tarde chegamos aos 4.800m, um lugar de acampamento que recebe o nome de Mont Blanc (em alusão a maior montanha da Europa ocidental que tem 4.807m).

Bem, dormimos ali no Mont Blanc e as 4 da madrugada iniciamos a subida do Misti. Como em todo vulcão, o formado cônico não oferece grandes dificuldades técnicas, assim a escalada do Misti foi na verdade uma caminhada pesada, sendo o maior problema o terreno instável formado pelas cinzas vulcânicas, ou seja, para cada passo dado para cima, se escorregava uns dois para baixo.

Às 9:30hs já estávamos no alto dos seus 5.823m de altitude, onde me surpreendi com uma cruz de ferro com 7 metros de altura e toda a cidade de Arequipa lá em baixo. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a cratera do Misti, ela tem aproximadamente 300m de diâmetro e cerca de 350m de profundidade, lá de dentro saía uma grande quantidade de gases e um cheiro forte de enxofre, nas suas bordas existiam vários focos de fumarolas, ou seja, o Misti está bem ativo.

Tiramos algumas fotos e começamos a descer fugindo de um vento gelado que estava trazendo nuvens pesadas, fomos escorregando nas cinzas das encostas e em uma hora e meia descemos dos 5.823m do cume até os 4.010m onde estava o confortável Andino. Na chegada um banho quente e um bom almoço que o Iguaçu havia preparado e pé na estrada outra vez.

Rodamos cerca de 150Km (4 horas) até Chivay, uma cidade encravada no vale do rio Colca, de onde estou mandando está mensagem agora, 23:09hs. Nesta viagem o Andino quebrou o seu recorde de altitude chegando a 4.900m!!!

Nas fotos você vê o Andino rodeado de “ichus” com o belo vulcão Misti ao fundo, numa delas apareço no cume com a nossa querida bandeira, na outra o Alexandre e o Carlos subindo pela encosta instável, e na última a cratera do Misti.

Um forte abraço,

Waldemar Niclevicz

  
  

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