Brasil - Minas Gerais, Rio de Janeiro 2, São Paulo, Paraná e Santa Catarina

Chegamos em casa!

  
  

Aproximadamente às 15:00h do dia 23 de dezembro de 2009, após 1.033 dias na estrada e a bordo de nosso querido Lobo da Estrada (Land Rover Defender 130)...

Reencontro com familiares e amigos

... chegamos novamente em casa, em São Bento do Sul – SC. Essa viagem, que foi medida apenas nos 160.733 quilômetros que dirigimos por terra (sem contar os kms por mar ou ar), nos rendeu uma gama incontável de fotos, filmagens, histórias, emoção, experiências, culturas, aventuras e amigos de nada menos que 60 países desse mundão afora, países que compreendem os 5 continentes: Oceania, Ásia, África, Europa e América.

Lembramos ainda com detalhes, que quando botamos o pé na estrada (25/02/07) a ficha demorava a cair e era difícil de nos dar conta da magnitude que esse nosso projeto buscava. Quando completamos os 100 primeiros dias de viagem, o que já parecia ter sido uma eternidade, era duro de acreditar que representava menos que 10% do todo, ou seja, aquela imensidão de 100 dias, que jamais tínhamos experimentado em uma só viagem até aquela data, seria vivenciada em mais 9 vezes, continuamente.

Agora, ao fim da Expedição Mundo por Terra, felizes, podemos dizer que os maiores objetivos traçados foram completamente alcançados e que as experiências vividas, essas sim, superaram as expectativas.

Arquitetuta colonial

Voltando algumas semanas no tempo, queremos dar continuidade ao nosso último diário de bordo, o qual terminou na borda entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e de lá, todo o caminho que nos levou a calorosa recepção de nossos familiares e amigos em São Bento do Sul.

Parece que a cada km ao sul que dirigíamos, mais úmido e chuvoso o clima ficava. E a chuva nos acompanhou por boa parte do caminho, tanto fora como dentro. Na parte traseira de nosso carro (motor-home) uma única goteira vezes molhava nosso colchão, mas estava difícil de descobrir por onde entrava, pois a mesma, antes de vazar, percorria por dentro dos tubos metálicos da estrutura do carro. Na parte da frente (cabine), não tinha mais jeito. A água entrava em uma pequena cachoeira e quando fazíamos uma curva um pouco acentuada, ela nos dava um banho, quase que usual quando se trata de um Land Rover.

Ouro Preto

Em Minas Gerais visitamos primeiramente a linda e formosa Ouro Preto, cidade que no passado já foi chamada de Vila Rica; recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro I quando fora a capital de Minas Gerais; passou a se chamar Imperial Cidade de Ouro Preto e atualmente apenas Ouro Preto. O nome Ouro Preto deve-se ao fato de que seu ouro foi explorado pelos negros, pois se fosse pelos preconceituosos brancos, a cidade seria chamada Ouro Branco.

Santuário do Bom Jesus de matosinhos

A arquitetura e a importância histórica foi o que nos atraiu para lá, mas além disso, a sua disposição por entre a região montanhosa, faz da cidade um belo dum cartão postal. Conhecemos a cidade percorrendo suas antigas e íngremes ladeiras, visitando igrejas e museus, tendo como destaque a Igreja de São Francisco de Assis, obra de Aleijadinho.

Pra quem não conhece a história deste incrível artista, Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho (1730 – 1814), foi filho de arquiteto português com mãe escrava africana e mesmo com sua deficiência pela perda do uso de mãos e pés aos 30 anos, seguiu com a arte da escultura com um martelo e formão amarrados em seus braços. Além de escultor, Aleijadinho foi entalhador, desenhista e arquiteto na época do Brasil Colonial, tendo seu estilo relacionado ao Barroco e especialmente ao Rococó.

De suas incontáveis obras, as que merecem mais destaques são as que contemplamos no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, com suas 66 estátuas em madeira representando a Via Sacra e os 12 Profetas, esculpidos em pedra sabão. Magnífico!!!

Além das igrejas de Ouro Preto e Congonhas, visitamos também algumas em Tiradentes, e apesar de não podermos mostrar em fotos seus interiores com tamanha beleza e detalhes, ficamos cheios de orgulho em saber que a riqueza histórica do Brasil está a altura de outras obras de destaque mundial.

Rumo ao Rio de Janeiro

Por entre estas três cidades e em alguns outros trechos de nossa viagem por Minas, dirigimos pela Estrada Real, nome dado a qualquer via terrestre que na época colonial fazia parte do processo de povoamento e exploração econômica. A designação de Estrada Real (caminho oficial) se dava pelo fato de que esse era o único caminho autorizado para circulação de pessoas e mercadorias, sendo a principal via de transporte de nosso ouro para as terras internacionais. A abertura ou utilização de outras vias constituía o crime de lesa-majestade, provindo daí, a origem da palavra “descaminho”, com o significado de “contrabando”.

Em sentido ao estado do Rio de Janeiro novamente, relembramos ainda mais de nossa terra natal, ao cruzar por montanhas cheias de neblina e chuva, repletas das majestosas araucárias, até chegarmos em Visconde de Mauá, onde passamos 4 dias em férias totais, fazendo quase nada.

Chuva e Barro no interior de Minas

No dia 18/12, rumamos ao Rio de Janeiro para o primeiro feliz encontro com parte dos familiares, para que dia 19/12, pudéssemos ir ao casamento do primo Pablo com Ana Paula. Ainda na sexta-feira, do aeroporto internacional Galeão, seguimos em uma caravana para Várzea Grande, pois o cunhado Hans havia organizado uma visita ao Haras Bandeirantes com seus lindos e impressionantes cavalos!

Reencontramos alguns familiares

No Rio, tudo foi show, com nossa sede em Copacabana e um belo e tradicional casamento carioca na Sociedade Hípica. Em meio a festa, quem apareceu pra alegrar ainda mais foi o Bloco Cordão do Bola Preta, um dos mais conhecidos blocos de carnaval do Rio.

No domingo após o casório, um fato bem engraçado: levamos Pablo e Ana Paula ao aeroporto com seu próprio carro todo enfeitado, escrito no vidro traseiro “recém casados” e na volta, chamando mais atenção do que com o próprio Lobo da Estrada, de repente, um cidadão abre a janela de seu carro, tira suas duas mãos e nos faz aquele tradicional sinal de “se ferrou”, pra não representar em palavra pior. Hahaha, não podíamos mais parar de rir, é claro, pois não éramos as reais vítimas!!!

Vista do hotel em Copacabana

Do Rio, pegamos o caminho mais curto pra São Paulo, pela rodovia Presidente Dutra. De São Paulo, rumamos direto à Curitiba, fazendo uma parada em Aparecida para uma visita e um agradecimento à Nossa Senhora Aparecida. Em São Paulo, revimos um grande amigo de trabalho, o Léo, com seu filho Vitor. Em Curitiba, revimos outros grandes amigos, só que de aventura: Iguaçu e Silvia, Brick e Elaine com seus filhos, Avi (amigo israelense que nos ajudou com informações antes da viagem), Fer e Xande, Junior (fornecedor do Guincho Ekron de nosso carro), Mauro e toda turma. O dia terminou com uma grande festa. E aqui cabe um comentário importante: foi na casa do Iguaçu que ouvimos a primeira vez falar-se de “volta ao mundo de carro” e foi ali que a idéia surgiu, para mais tarde, também em Curitiba, se transformar em uma decisão.

Nossa Senhora Aparecida

Dia 23 de dezembro de 2009 chegou. Um dia tão esperado, aquele que fez nossas perninhas tremerem, pois seria o dia em que nossas vidas mudariam novamente. Ao meio dia em ponto, nossos olhos brilharam e o coração bateu forte ao vermos nossos familiares e amigos, todos vestidos com a camiseta Mundo por Terra, no trevo de Pirabeiraba, 60km antes de SBS. Foram beijos e abraços em pessoas que não havíamos visto desde o casamento, no Rio; ou desde o último natal, na África do Sul; ou desde nossa partida, 25/02/07, há 1.033 dias atrás, em São Bento do Sul.

Reencontrando amigos em Curitiba

Na pastelaria Rio da Prata, comemos “O” pastel de palmito, para então subirmos a linda Serra Dona Francisca; cruzamos Campo Alegre e finalmente chegamos em nossa terra natal. Acompanhados por todos que nos receberam em Pirabeiraba, fizemos uma passeata no centro da cidade, com muitos comprimentos de amigos para então, terminamos numa festa na Associação Recreativa Leopoldo Rudnick, com muita música e chopp até as 8 horas da noite. Dali, a festa seguiu para o Gim com Bells e foi terminar somente na manhã do dia 26, quando tomamos o tradicional café da manhã na Padaria Fendrich...

AGRADECIMENTO

Nesta oportunidade, nós, Roy e Michelle, gostaríamos de agradecer imensamente a todos que ajudaram a fazer esta viagem uma realidade. Agradecemos a nossos familiares, apoiadores, amigos, companheiros de viagem, hospedeiros, amigos deste site que nem ao menos conhecemos pessoalmente, etc..., enfim, todos que de alguma forma nos mantiveram motivados e focados para terminar o que começamos. Nossa contrapartida a todo esse apoio, foi de fotografar, filmar, relatar e publicar tudo isso nesse site, para que vocês todos pudessem viajar conosco. OBRIGADO POR SUA COMPANHIA NESTA VIAGEM!!!

  
  

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