Laos x Vietnã - Vietnã x Laos

Do Laos para o Caos!!!

  
  
25km em uma moto-taxi

Nossa experiência no Vietnã começou após termos convencido as autoridades aduaneiras do Laos a deixarmos nosso carro em um o acreditar que os ônibus chegavam, em algumas entradas e saídas de pontes, a rampar e tirar as 4 rodas do chão ao mesmo tempo!!! Impressionante mesmo!!! Depois da primeira hora por lá, agradecemos imensamente por não termos ido com o nosso carro.

Mausoleu Ho Chi Minh - Hanoi

Mas o massacre durou pouco, somente 11 horas e naquele mesmo dia, quando já era noite, chegamos em Hanói. Lá, seja para estrangeiros ou mesmo locais, os motoristas de taxis, tuk-tuks, moto taxis, entre outros meios de locomoção, te atacam em no mínimo 10... pra tentar te vender a corrida. Mas conseguimos nos desviar de todos e pegamos o ônibus local até a região central... e nesses ônibus, vezes, conversávamos cada um com uns dois ou três vietnamitas, que te enchem de perguntas como: quem somos, de onde viemos, pra onde vamospelo corredor e entre os bancos, inclusive nos nossos lugares. Tumulto, tumulto e mais tumulto.

Na estrada, nem se fala. Sério, acreditamos que curso de direção defensiva por aqui deve ser algo parecido com um curso de karatê ou chute-box, onde as manobras pra evitar acidentes mais parecem as voadeiras do Chuck Norris. E se vocês não acreditam até aqui, não vale nem a pena continuar lendo, pois também não vão acreditar que os ônibus chegavam, em algumas entradas e saídas de pontes, a rampar e tirar as 4 rodas do chão ao mesmo tempo!!! Impressionante mesmo!!! Depois da primeira hora por lá, agradecemos imensamente por não termos ido com o nosso carro.

Mausoleu Ho Chi Minh - Hanoi

Mas o massacre durou pouco, somente 11 horas e naquele mesmo dia, quando já era noite, chegamos em Hanói. Lá, seja para estrangeiros ou mesmo locais, os motoristas de taxis, tuk-tuks, moto taxis, entre outros meios de locomoção, te atacam em no mínimo 10... pra tentar te vender a corrida. Mas conseguimos nos desviar de todos e pegamos o ônibus local até a região central... e nesses ônibus, vezes, conversávamos cada um com uns dois ou três vietnamitas, que te enchem de perguntas como: quem somos, de onde viemos, pra onde vamos, quantos anos, o que fazemos, o que achamos do tempo, etc... com o intúito de praticarem seu inglês!!! É mesmo uma experiência interessante esse Vietnã.

Hanoi nunca para. Tumulto ate tarde da noite

Falando um pouco do país, o Vietnã, como todo mundo lembra, cediou um dos mais sangrentos campos de batalha de toda a história entre os anos 1958 e 1975. Mas passado esse tempo, o país retornou com força na reconstrução e conservação de seus tesouros nacionais. Seu povo é oriundo de uma mescla de grupos religiosos e étnicos que convivem em um ambiente místico e alegre... e tumultuado. Quanto a sua natureza, possui uma costa com belas praias que contrastam com as altas montanhas, ricas selvas, rios e lagos por todo lado.

Sapa, norte do Vietna

Perambulamos em Hanói por dois dias, onde conhecemos alguns de seus marcos históricos, como o Mausoléu do Ho Chi Minh (líder comunista da época da gerra) e apreciamos a elegante arquitetura francesa. Em uma das noites, nos estufamos de tanto comer, junto ao povo vietnamita, o típico prato Lau, que é servido em uma panela de sopa fervente, onde nós mesmos acrescentávamos os ingredientes, como: camarão, frango, peixe, tofu, carne de gado, cogumelos, moluscos, folhas verdes, tomate, e vários tipos de macarrão. Era de lamber os beiços de tão gostoso. Fora isso, nossos vizinhos de mesa ainda nos convidaram para brindar várias vezes, com uma cachaça de arroz, que chamamos de Happy Water, a qual passarinho definitivamente não bebe.

Mi e uma das integrantes da tribo Mong

No Vietnã tudo é barato, então, como não teríamos muito tempo pela região e ainda estávamos sem nosso carro, resolvemos dar uma de turistão comprando dois pacotes turísticos que nos levaríam a dois lugares lindos e bem distintos do norte do país. Primeiro foi Sapa, cidade das montanhas situada às margens da borda com a China e depois Halong Bay, onde curtimos as praias de sonhos rodeadas por mais de 3.000 ilhas, que brotam no meio do mar tornando aquilo tudo um lugar de cinema.

As 3.000 ilhas de Halong Bay

Viajamos uma noite toda de trem sentido a Sapa, porém de uma forma bem confortável, em cabines com 4 camas. Lá, além de conhecer toda a cidade, fizemos uma super caminhada por entre os terraços de arroz e vilas locais. Foram 21km percorridos em três dias, e na segunda noite, ficamos em uma pequena pousada dentro de uma destas vilas. Tudo muito espetacular: as pessoas super amigáveis, a natureza explêndida, os terraços de arroz que são de tirar o fôlego e para fechar com chave de ouro, uma jogatina de cartas entre as pessoas de nosso grupo. Dá-lhe Happy Water pra quem perdia!!! Já não enchergávamos mais nada, hua, hua...

Em Halong Bay, que foram os próximos 3 dias, parte ficamos em um barco no meio daquelas impressionantes ilhas onde os vietnamitas construíram suas vilas flutuantes e parte ficamos na maior e mais desenvolvida ilha, chamada Cat Ba Island. O lugar todo é magnífico, mas o serviço da agência que contratamos, decepcionou.

Caverna super turistica em uma das ilhas

Dez dias se passaram e era hora de encarar aqueles famosos ônibus até o Laos, onde nosso carro nos aguardava... e aí teve novamente história pra contar: Pegamos o ônibus pelas 16:00h e dentro deste, novamente vimos de tudo! Tava um aperto lá dentro que não precisa nem falar... e meia hora de viagem se passou, quando a polícia nos parou, e adivinhem!!! O motorista do ônibus não tinha carteira de motorista, então, óbvio, tivemos que desembarcar no meio da rodovia. E quase, mais quase que o motorista e o cobrador fugiram com o dinheiro de todos os passageiros. Mas conseguimos segurá-lo e o mesmo devolveu todo o dinheiro para todos. Nessa brincadeira perdemos quase 3 horas, e já se passava das 19:00h quando paramos um outro ônibus que seguia para o mesmo destino. Meia noite trocamos de ônibus e pegamos a maior lata véia do mercado! E neste todo mundo fumava, discutia, falava com o Hugo toda hora... até que nosso vizinho de banco não aguentou e despejou um jato em nossos sapatos e em cima da nossa mochila. O piazão, coitado, até levou uns cascudos do cobrador do ônibus.

De volta para o sossego do Laos. UFA!

Mas pra nós também sobrou, pois aquela mochila vomitada teve que ir pras nossas costas, pois teríamos que pegar novamente aquelas moto-taxis pra chegar novamente na borda com o Laos, onde a paz prospera. Sem brincadeira, o que ficou inesquecível para nós, foi quando cruzavamos novamente pelas inóspitas e magníficas estradas do pacato Laos escutando Vivaldi... Parecia o final da gerra, hehehe, show de bola.

O Laos parece que tem uma magia. Todo mundo que o cruza, se apaixona... e sabem pelo que? Pela simplicidade nas pessoas. Eles podem ter muito pouco, mas os sorrisos, com certeza, são os maiores do mundo. Quando descíamos para o sul, desta vez pegando estradas ainda mais inóspitas, de chão e com muito pó, cruzávamos com aquelas vilas a beira da estrada, com suas casas todas em palha, crianças por todos os lados com seus olhos arregalados sem saber o que fazer quando nos viam dentro daquele carro estranho, e nós, ainda mais sem reação.

Si Phan Don, 4.000 ilhas no rio Mekong

Si Phan Don é o lugar pra quem tem uma semaninha de férias e quer mesmo relaxar. É uma região, dentro do Mekong River, que possui em torno de 4.000 ilhas. Imaginem todas essas ilhas dentro de um rio! E em algumas das ilhas, existem vários bangalôs que podem ser alugados por preços muito baixos, assim como restaurantes, etc. Passamos somente um dia na ilha Don Det e voltamos para as margens pois iríamos adiantar um pouco da nossa viagem cruzando a borda do Laos com o Camboja.

Viagem em vão, pois tivemos novamente problemas na borda. O porquê, não sabemos bem ao certo, pois a única coisa que o oficial da aduana fazia era apontar para nosso carro pra dizer: NO, NO, NO. Nos mostrou também um documento que deveríamos conseguir primeiramente em Phnom Penh para aí sim, cruzarmos aquela borda. Essa não, pensamos, justo no Natal!!! Mas o jeito foi voltar em torno de 150km, até a cidade de Pakse, para então migrarmos para Tailândia e tentarmos entrar no Camboja por uma outra borda, já que essa parecia ser uma borda não oficial.

Um dia na ilha Don Det

Nosso Natal também teve história, e das mais curiosas... Havíamos comprado um frango, batata, ovos, etc, pois era dia de galinha recheada com maionese de batata!!! Além disso, não faltou pinheirinho de Natal, ou seja, galho de Natal totalmente enfeitado e recheado de presentes (algumas lembranças) que havíamos comprado ao longo da viagem. Mas voltando para nosso banquete, o frango mais parecia ser um sabiazão depenado, pois pra achar carne por ali, não foi fácil... e pra fazer a maionese, hua, hua, cozinhamos alguns ovos e quando o abrimos, surpresa, eram aqueles embriões de frango que os asiáticos comem bastante... o ovo já em um processo bem avançado chegando a ter dentro da casca um filhotão quase totalmente formado e parecendo a logomarca do Clube dos Encalhados. Mas tudo bem, sorte que ainda tínhamos alguns ovos que eram normais, hehehe.

Mi, Roy e o Pinheirinho

Próximos dois dias foram de deslocamento dentro da Tailândia, somente com aquele intúito que descrevemos acima, tentar mais uma vez entrar no Camboja, mas por uma outra aduana. E estas informações ficarão para nosso próximo diário, até lá!!!

Aproveitamos também para desejar a todos exatamente o que pedimos para nosso 2008(inspirados pelo povo do Laos): Mais risadas que 2007, ou seja, muita felicidade para todos!!!

  
  

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