Pico Paraná PR

Os Deuses Estavam do Nosso lado!

  
  
Amigos na parada pra água, lanche e apreciação no primeiro mirante, Pico Paraná

Por Rose Naiana Bregolato Bossle

Para chegar à base de acesso ao
Pico Paraná, saímos de Curitiba bem cedinho as 7 hs, pegamos a BR 116 sentido São Paulo na altura de Quatro Barras pegamos à direita, um pouco antes da represa do Capivari. Tem que prestar atenção, pois essa entradinha é escondida e para retornar fica complicado. Fui com um grupo de estudantes de Turismo da UFPR e nosso Guia foi o Vina do Centro Acadêmico.

Dalí chegamos na
Fazenda Pico Paraná , onde é possível ter informações, camping, banheiros, estacionamento, receptividade, cachoeira e serviços diversos. A propriedade é particular e o proprietário é um verdadeiro guardião da montanha. Aguardamos um pouco até chegar a outra metade do grupo que foi de bicicleta de Curitiba à fazenda. Só a juventude mesmo para fazer essas loucuras: duas horas de pedalada antes de encarar o Pico mais alto do sul do Brasil com 1.900 metros de altitude, sendo 6 horas de caminhada para chegar e mais 4 para voltar!

Avistando o Pico Paraná
Trilha longa pela frente, Pico Paraná
Parceira Aliny na Impreitada, Pico Paraná
Sol se pondo
Antes do sol nascer
O astro rei chegando

As mochilas foram bem pesadas com barraca, água, bastante alimento. No início do caminho tem duas bicas, dalí pra frente tem que levar bastante reservatório de água, pois a trilha é longa e necessita de boa idratação, e água pesa, sem contar o saco de dormir, isolante de piso, lanterna, protetor solar, boné, e muita blusa, touca, luva e demais acessórios de frio, pois fomos no inverno de 2007. O frio nessa época é de rachar, mas é a estação mais propícia, pois no verão há risco de insolação.

Dizem até hoje que é proibido dormir no pico mesmo pela incidência de aranhas, frio intenso, vento e chuva forte que sai levando barraca e tudo, por isso há 2 bases de acampamento: A1 e A2. Geralmente ficam lotadas nos feriadões, os montanhistas chegam, arrumam suas barracas, vão até o pico pra curtir um pouco e voltam ao acampamento para pernoitar. Há ainda os mais bem preparados que nem dormem por lá, vão e voltam no mesmo dia. Nós fomos organizados para dormir lá.

Mesmo sendo uma correta cidadã, meu sonho era ver o show do pôr e do nascer do sol lá de cima do Pico mesmo, mas para essa empreitada, seria necessário dormir no pico, pois o trecho entre o A2 e o pico é bem íncreme, irregular e qualquer vacilo, você vai parar rolando lá em
Paranaguá hehehehehhehe e pelo horário, após o pôr-do-sol já seria escuro e inviável de encarar esse trecinho sem luz do dia. Sendo assim, avaliei as condições climáticas: sol, nada de vendo, nem sinal de núvens, nada de chuva, frio forte mas suportável, ou seja com os Deuses do nosso lado, nem esitei em pernoitar no Pico.

A galera não achou muito seguro, eu fui mesmo assim e nem parei no A3, até que um casal de amigos resolveram me acompanhar e lá fomos de mala, cuia e o saco de dormir decididos a dormir no cume. Lá chegando encontramos um pessoal acampado com fogareiro, a maior infra e tudo e ainda jogando golfe, sem mentira! Bem, não fotografei o golfe e nem o céu estrelado, inacreditável, parecendo estar com as constelações ao alcance das mãos.

Estão aí as provas do crime: paisagens sem igual, presentes divinos que recebemos. Eu particularmente acredito que os locais da natureza têm um espírito, guardiões e seres elementais. Sendo assim, antes de adentrar na mata, mar, rio, cachueira ou qualquer paisagem, peço mentalmente e humildemente a permissão e proteção daquele local. Parece que as forças da natureza escutram, autorizaram e protegeram!
Obrigada!

Chegando no A3

Serviços

Fazenda Pico Paraná
Celular: (41) 9906-5574
www.FazendaPicoParana.AltaMontanha.com

  
  

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Jeferson

Jeferson

23/03/2012 10:25:15
Estive lá em 18/12/2011 (depois de vários anos) pra fazer um bate e volta, mas torci o joelho na chegada ao A1 (os anos já começam a pesar nas costas e na barriga...) Consegui chegar ao A2 mas vi que iria comprometer a diversão dos demais e parei. Decisão difícil de tomar. A trilha tá muito, muito ruim! Quando eu comecei a subir as montanhas daquela área, lá em 1990, a trilha não era tão escavada e tinha muito menos árvores deitadas no caminho. Já dormi lá em cima várias vezes e a vista é linda mesmo, você tem razão. Realmente não há A3, o comentário anterior está correto. Boa sorte aos montanhistas que desejarem conhecer a região!

Naiana Natureza

Naiana Natureza

Valeu Jeferson, Vou corrigir a informaçãi, valeu a orientação! Poxa, que coisa contundir no meu da trilha! Por isso é sempre bom fazer alongamento e aquecimento, antes, durante e depois das trilhas, especialmente em trechos longos e reforçados! Na próxima o joelho há de ajudar! Valew! Naiana.
FaBapFAFk

FaBapFAFk

23/11/2011 15:12:19
Full of salient points. Don't stop bielvenig or writing!

Naiana Natureza

Naiana Natureza

Hi Fab Thank You! Naiana.
Helton

Helton

17/11/2011 18:23:54
A3? Onde fica? Pensei que haviam aberto um novo espaço, o que seria terível, mas vi que seu post é de 2007. Já voltei lá depois desse ano e nao sei de A3. Tem o A1, que é o primeiro acampamento apos o ultima chance, e depois da crista, o A2 (onde fica a casa de pedra e a bica pequena)... Depois disso é só trilha até o cume... Tem alguma foto desse A3? Abs

Naiana Natureza

Naiana Natureza

Olá Helton Fui lá somente 1 vez com um grupo de amigos que conheciam bem o trecho. O pessoal do grupo que chamou a casa de pedras de A3 ... Deve ser apenas uma confusão de nomes! O importante é que o local estava preservado, limpo e maravilhoso! Abraó, Naiana.