Início da Trilha Salkantay

De Mollepata para Soraypampa

  
  
Nós, antes da Trilha

O pessoal da agência veio nos buscar às 5:30 hs, com o Fredi para apresentar o guia Osgel http://www.akllaymachupicchu.com/index.php e o chef Roberto. O Fredi saltaria logo nos deixando na van que seguiu para Mollepata, a 90 km de Cusco, numa estradinha sinuosa que para variar a Júlia teve que dar uma paradinha antes do desastre iminente...
Chegamos por volta das 8:30~9:00 hs em Mollepata por causa da paradinha e tomamos o desayuno no Restaurante Turístico La Casona de Mechita, (o único no local, me pareceu e que todos vão tomar o café da manhã). Estava cheio de turistas tomando o desayuno e fomos de café continental, S/ 10,00, pão, manteiga, geléia, café, chá de coca e suco de laranja, básico.

Um raro momento de descanso

O Osgel perguntou se gostaríamos que o carro seguisse com nossas mochilas e sugeriu que só um ficasse com algumas coisas básicas, como água e alguns snacks, se fosse o caso, o que acatamos de imediato e a partir daí, o Osgel apelidou o João de “serviço delivery”.
A caminhada começou tranquila, um clima agradável, até um calorzinho gostoso e fomos cortando o caminho pela longa estrada. (Depois no final é que descobri que esta estrada levava praticamente até o nosso destino final, pertinho do chiquetê Montain Lodge http://www.mountainlodgesofperu.com/2010/index.html

Os guias falaram que a mesma trilha que fazemos em 4 dias é feita em 6 dias, parando em todos os Lodges http://www.mountainlodgesofperu.com/2010/pdf/2012_mlp_fixed_departure_brochure.pdf, isso se você quiser gastar a bagatela de US$ 2.500~US$ 3.000,00, dependendo da temporada.

Subindo em direção ao primeiro acampamento

Almoçamos aos arredores de Cruzpata, já estávamos famintos e foi aí que percebemos o nível que teríamos nas refeições: primeiro, um suco, depois de entrada uma sopa de maiz-milho, depois arroz, coxa de peru, salada (alface, tomate, cebola) e papas-batatas cozidas (para nós, acostumados a não almoçar e dar uma paradinha para comer sementes, barrinhas de cereais, chocolates, bolachas, enfim, porcarias, foi um banquete).
A fome era tanta que ninguém lembrou de tirar uma foto...
Para finalizar, chá de muña, um arbusto que vimos no caminho, e o Osgel nos mostrou, mascamos um pouquinho e parece muito com menta, uma delícia, além de ser digestivo, segundo eles.

nosso primeiro acampamento-Soraypampa

Não deu para descansar muito, pois como éramos muito lerdos, deu tempo só de comer e prosseguir. Na nossa lerdeza, chegamos já anoitecendo no acampamento, em Soraypampa, tendo vencido portanto 1.000 metros de altitude e 19 km de trilha. Como bem o Osgel disse para nós, logo no começo da caminhada após o almoço, mostrando nosso destino final do dia “-parece estar cerca (perto), pero no es...”.

Nosso arriero, Alex arrumando a barraca

Eu já cheguei quase me arrastando, sem ar, o ar ficando cada vez mais gelado, pois além da altitude, o ar que soprava era generosamente resfriado pelos picos nevados ao redor...o João bem cansado também. A única que conseguiu prosseguir sem tanto atraso foi a Júlia.
O acampamento é dividido em vários locais, como tendas rústicas, cada grupo fica no seu cantinho, e no nosso caso, havia uma casinha que era banheiro, e outra estrutura também que era a cozinha e o refeitório, bem rústico, mas qualquer coisa é melhor do que ficar ao ar livre, naquele frio!!!
Uma alegria ver a barraca já montada, dentro de uma cobertura e o chão todo coberto de feno, então a nossa quase certeza que iríamos passar bastante frio já ficou para trás. Banho de lencinho, claro, e depois fomos para o refeitório para o que o Fredi chamou de “happy hour”. Nos matamos eu e a Júlia, com as galletas- bolachinhas, café, té- chá, e até palomitas-pipocas!!! quem diria!

O abrigo onde ficamos

O João estava cansado demais e nem quis participar do happy hour e já quis logo a cena-jantar. Nem bem saímos da mesa e voltamos, com sopa de entrada, arroz, frango e salada, mas como nos empanturramos antes, infelizmente aproveitamos pouco.
Dali, gostaríamos muito de ter ficado olhando as estrelas, naquele tempo gelado, e sem luz elétrica nenhuma, para atrapalhar a visão. Foi o céu mais bonito que já vimos, tentamos bestamente tirar fotos e só apareceu um borrão preto, vai ter que ficar na memória de quem visualizou este céu. A idéia romântica que o João teve de levar uma mantinha que estava na mochila dele, para vermos o céu estrelado a noite, se dissolveu completamente ante o frio e o cansaço do dia e fomos nos recolher no aconchego da barraca...

  
  

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