Vale Sagrado dos Incas

Um passeio típico no Peru, programa bem turista mas obrigatório para quem está passando pelas imediações

  
  

Vale Sagrado dos Incas

Vale Sagrado dos Incas

O Vale é uma bela área a noroeste de Cusco, e depois de Machu Picchu e os Sítios Arqueológicos de Cusco, também é área de destaque para quem está visitando a região. Está situado a 300 m mais baixo que Cusco, conforme os guias, e realmente, sentimos menos os efeitos da altitude nesta região, além de ser menos frio.

O bus nos pegou por volta das 09:00 hs no Hotel, e fomos para mais um passeio. Sem dúvida que podem existir outras formas de conhecer as ruínas, mas pelo tempo que nos restava, preferimos fazer o passeio de modo tradicional, excursão com outros turistas.

Através do Vale corre o Rio Urubamba (Willcamayu para os incas), e estes acreditavam que o fluxo do rio estava ligado às constelações e aos picos das montanhas e que o rio seria o contraponto terrestre da Via Láctea.

No mercado de artesanias

Nossa primeira parada foi em um mercado de artesania local, com artesanatos encontrados em todas as feirinhas que passamos antes. O único “atrativo” diferente foi um cercadinho de lhamas, onde as crianças (e adultos) brincavam com os animais bem de pertinho.

Depois, seguimos para Pisac e suas ruínas, distante 36 km de Cusco.
Chegamos às ruínas de bus, pois do vilarejo até as ruínas, dá um percurso grande, e chegando lá na entrada, um estacionamento de ônibus já nos mostrava qual seria a tônica do passeio...
Ainda não se sabe o real propósito deste lugar. Estudiosos acreditam que possa ter sido parte cidade, parte centro cerimonial e parte complexo militar, bem como pode ter sido uma propriedade real do imperador Inca (Pachacútec), e sabe-se certamente que foi um templo religioso.

Pisac

Impressiona aqui os grandes terraços, ainda remanescentes até hoje, que funcionavam para fins de agricultura.
No outro lado do desfiladeiro, oposto aos terraços, é possível ver uma série de buracos escavados onde ladrões de tumbas pilharam um cemitério (Tankana Marka) que era o maior cemitério inca.
Infelizmente, ao contrário do Osgel e da Angelica, nosso guia (que eu simplesmente deletei o nome) nos largou no começo das ruínas e a única coisa que nos falou foi onde deveríamos estar dentro de ... minutos. O que restou para nós e o grupo foi subir e descer as ruínas, se perdendo por entre elas e no final, um ajudando o outro a conseguir sair do labirinto...
Descemos para a cidade com o bus, e haviam bloqueado a entrada por causa de uma celebração local. Partimos à pé mesmo, mas era bem pertinho. Nas ruas estreitas, casinhas de artesania local, exatamente iguais às tantas outras. Depois, uma visita à uma loja que vendia artigos de prata, lindas por sinal, com explicações sobre a fabricação e claro, compre o que quiser, com um belo descontinho de cortesia...

A festividade em Pisac

Andamos pelas ruelas e fomos procurar o que pensamos que seria um grande atrativo, a famosa feirinha de Pisaq. Andamos uma parte apenas da feira, mas os preços, variedade e qualidade, iguais a todas as outras feirinhas...
Corremos, corremos para visitar as ruínas, as lojinhas e a feira e no final acabamos presos por causa da celebração e ficamos nós e todos os outros turistas dos inúmeros ônibus assistindo o desfile, até acabar e liberarem a rua.

O excelente Tunupa restaurante

Daí, nova correria para a região de Urubamba, (78 km de Cusco) o caminho é bem bonito, para o almoço. Como estávamos atrasados com o roteiro pela parada inesperada, o guia fez uma maratona para deixar cada turista de cada agência no seu respectivo restaurante. Então, cada grupo de turista tinha 1 hora a partir do horário que foi deixado pelo ônibus até o guia voltar para busca-los.
Uma pena, porque, vocês sabem da nossa rotina lanche de trilha (quando é possível) ou na maioria das vezes, encaramos as sementes de sempre e as barrinhas de cereal andando e comendo mesmo, para não perder tempo.
O que a Machu Picchu Brasil nos reservou foi o Tunupa, km 77 Carretera Pisaq- Ollantaytamabo 084-963-0206, uma enorme hacienda, com longos corredores, com ambientes diversos, um mais lindo que o outro, todos com vista para o Rio Urubamba. O sistema é todo bufê.
E o bufê era um escândalo: parte de sushi, uma diversidade, inclusive com o famoso ceviche, que claro, experimentamos, depois a parte de frios, com uma variedade de saladas que não dá nem para descrever, a parte quente, onde o destaque foi a carne de alpaca, bem molinha e suculenta, diferente da primeira vez que experimentamos e depois a parte de sobremesas. Viu porque eu falei que era pouco? Além do lugar ser muito bonito, um programa para passar a tarde, se deleitar com a comida vagarosamente e depois ficar admirando o Rio Urubamba, mas, fazer o que...prejuízos de excursão...

Ollantaytambo

Logo nosso guia estava nos chamando e seguimos para Ollantaytambo, a 97 km de Cusco.
Chegamos já no comecinho da tarde, e chama a atenção, o belo cenário onde está encravada a cidade, num lindo vale e suas ruínas imensas, construídas pelo Inca Pachacútec, numa fortaleza-templo, além da horda de turistas subindo os 200 degraus até alcançar a seção superior. A parte mais impressionante é o Templo do Sol, onde podemos distinguir restos de marcações simbólicas em relevo, e aqui o guia nos mostrou um esboço num papel, do que poderia ter sido grafado e depois saqueado e destruído pelos espanhóis.
A arquitetura inca de construção dos seus sistemas de irrigação ainda permanece perfeita, levando água corrente por seus canais.

A demonstração em Chinchero

Na volta para Cusco, uma parada rápida em Chinchero há 28 km de Cusco.
Já estava escuro, e a grande diferença que percebemos foi o frio, pois a cidade está situada a 3.800 m de altitude.
Visitamos um local onde as artesãs já nos esperavam, para uma demonstração da sua produção artesanal, desde a tosquia, lavagem da lã, com cinza, o tingimento da lã com produtos típicos locais, como a cochonilha, que quando esmagada se torna de um vermelho intenso, ou folhas de coca, ou plantas nativas, de diferentes colorações, a arte da tecelagem e... claro, a venda dos produtos acabados...

Neste passeio, ficou a vontade de passar devagarzinho por cada cidadezinha, descobrir cada esquina, sentar nas Plazas para ver o tempo passar junto com os locais. Senti que apesar do grande fluxo de turistas, ainda é um lugar menos explorado que Cusco.

Chegamos no começo da noite em Cusco e fomos descansar no Hotel.

No dia seguinte tivemos um dia livre em Cusco, últimas comprinhas, nos despedir e agradecer o pessoal da agência e rumo ao Brasil de volta, bem de manhãzinha no dia seguinte, com a Magaly vindo nos buscar no Hotel e levando até o Aeroporto.

  
  

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