A chegada ao Peru

O reconhecimento e a aclimatação

  
  
Chegando em Cusco

Pegamos o vôo SP-Lima às 19:40 hs, chegamos em Lima depois de cerca de 4 horas de vôo e já havíamos nos preparado psicologicamente e fisicamente em passar a noite no Aeroporto, pois o vôo para Cusco estava marcado para as 05:50 somente, um tempo que não era suficiente para pernoitar em um Hotel. Para completar a espera, 2 horas de fuso horário, fazer o que...
Por que será que acabamos repetindo sempre a mesma rotina...

A surpresa foi ver um monte de gente dormindo pelos corredores do Aeroporto. O pessoal simplesmente esticava confortavelmente seu isolante e seu sleeping bag, se acomodava e pronto, a melhor cama do mundo...
Pena que já havíamos feito check in e despachado nossas bagagens...
O jeito foi pegar um pedaço de chão mesmo e esperar, pois na área antes do embarque, as cadeiras são muito escassas. Depois que entramos na área do embarque (deveríamos ter pensado nisso antes), haviam cadeiras de sobra e todos acabamos tirando um cochilo lá mesmo, do jeito que deu... (minha mãe e minha sogra que não saibam disso,coitada da Júlia... hehehe)

nós e o Ricardo, da Machu Picchu Brasil

Chegamos às 7:10 hs em Cusco e preciso dizer que sentimos duas coisas logo de cara: o frio, pois a temperatura em Lima é praticamente como São Paulo, e não fez tanta diferença, e a falta de ar, que seria nossa companheira constante, a partir daí.
A Magaly, da nossa agência escolhida, Machu Picchu Brasil http://www.machupicchubrasil.com.br/, (recomendamos fortemente, pelo profissionalismo e atenção) já nos esperava para o translado (privado) ao Hotel Dom Bosco http://www.donboscohotel.com/.

Hotel Dom Bosco

A diária ficou em R$ 180,00 para nós três, com desayuno incluído. O Hotel fica na Calle Suécia, teoricamente a 200 m da Plaza de Armas, mas a subidinha... no mais, é um hotel bem agradável, tem água quente a toda hora (isso parece besteira aqui no Brasil, mas creia-me, no frio de Cusco faz toda a diferença), os funcionários são extremamente atenciosos e também recomendamos.

A Magaly fez conosco uma breve reuniãozinha, nos servindo das garrafas térmicas sempre cheias no Hotel, de chá de coca, nos deu um mapa da agência com os pontos principais de visitação no centro da cidade,como os museus, restaurantes, com indicações do que fazer e visitar e alteramos o briefing anteriormente marcado para o dia seguinte para este mesmo dia às 15:00 hs.

Hotel Dom Bosco

Tomamos o desayuno (muito bom, por sinal), sempre três tipos de pães, geleias, queijo branco, presunto, frutas, manteiga, sempre dois tipos de pratos quentes, como ovos, ou salsichas, ou uma casquinha de pastel, às vezes guacamole (uma delícia), iogurte, dois tipos de sucos, cereais, leite e café.
Chegamos, subimos com a bagagem e pela noite “muito bem descansada”, desabamos os três na cama até por volta das 13:00 hs.
Tomamos um banho bem demorado cada um e saímos para bater perna, de leve, lembrando do compromisso às 15:00 hs.

Com o mapa na mão, mais a leitura do guia Frommer’s que eu “comi”, descemos em direção á Plaza de Armas e fomos andando e descobrindo em cada Calle, lojinhas inúmeras, fervilham todos os tipos de serviços: agências de turismo oferecendo passeios, lojas vendendo artesania local, roupas em lã, alpaca, prata, lojas de artigos para trekking para comprar e aluguel de equipamentos, ATMs, casas de câmbio (um monte), restaurantes, cafés, hotéis, hostels, boticas, gente oferecendo massagem, gente com roupa típica oferecendo-se para tirar uma foto, uma loucura! Além disso, todas as línguas e tipos de gente que você pode imaginar (sendo os trilheiros a esmagadora maioria). Imagina, mal de altitude ou soroche que nada! O chamado das lojas e desta diversidade, foi maior para nós do que tudo isso!
Engraçado que o assédio aqui, acabou não me incomodando como me incomoda normalmente. Sei lá, como já sabia, acabei achando normal. (Além da diversidade de gente transitando ser um atrativo a parte).
Rapidinho chegou o horário do nosso encontro, e fomos para a agência, na Calle Garcilaso, 265. Conhecemos o Fredi e o Ricardo, o dono da agência. O Fredi nos explicou quase que quilômetro por quilômetro o percurso e como seria a trilha, detalhadamente e tiramos todas as dúvidas que ainda tínhamos e nos esclarecendo, nos deu uma segurança muito grande, pois apesar de sabermos o que encontraríamos pela frente, ainda restava em mim um resquício de medo... o fato de termos uma equipe (o guia, o cozinheiro e o arriero-o moço que cuida dos cavalos) exclusivamente para nós, ou seja, não teria a preocupação de ter que seguir o ritmo de jovens (ainda mais europeus, que andam numa velocidade impossível para mim) um cavalo extra disponível, caso eu ou a Júlia precisássemos de auxílio na trilha, nos momentos mais complicados, me deixou bastante tranquila.

couvert do El mesón de Don Tomás

Nos despedimos e como havíamos pulado o almoço, justamente para evitar o enjôo, típico do soroche, fomos jantar no El mesón de Don Tomás, fica no centro, em frente ao Convento de Santa Catalina, Santa Catalina Angosta # 169, fone: (51) (084) 241-757.
Pedimos o nosso básico de sempre, quando ainda estamos nos aclimatando em qualquer lugar: frango grelhado com papas fritas, S/ 30,00. Credo, vai num lugar assim e não entra de sola no cuy¿- o famoso porquinho da índia. Não, no primeiro dia, nem pensar...
O legal é a entrada, (grátis), com pisco sour, chica morada, (a bebida feita do milho, que nós adoramos e lembra muito suco de uva) milho típico cozido, com aqueles grãos grandes, pãozinho quente, manteiga, vinagrete e o molhinho picante que nos acompanhou em toda a estadia, acho que se chama molho rocoto (ou alguns dos inúmeros ajis- pimentas) que eles usam muito.
Demos mais umas voltas pelos arredores da Plaza e iniciamos nossa lenta subida para o Hotel para descansar.

  
  

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Família Müller

Família Müller

29/07/2012 22:12:58
Que saudades desta terra boa! perú com crianças e adolescentes é MUITO BOM, eles absorvem a história e ficam fascinados por ela. Para o Matheus ajudou muito com a disciplina de história, com certeza para a Julia deve ter sido uma viagem e tanto! Abçs Amigos

Os Caminhantes

Os Caminhantes

Olá amigos!!! Adoramos também o Peru. A Júlia já adora história, e adoramos os dois lados: a paisagem ,o visual e a trilha e parte histórica, cultural nos surpreendeu muito! Também nos surpreendeu o nível de informação que todo o pessoal em geral têm. Um sentimento forte de estar envolvido na história e se sentir parte viva e integrante dela, com um grande orgulho foi bonito de se ver e um exemplo a ser seguido por nós. Grande abraço a vocês também!!! Marcia, João e Júlia Os caminhantes