Dia 2 – Fortaleza – Jericoacoara

A noite foi assim, mosquito que não acabava mais, e o mais impressionante é que elas são imunes a repelente

  
  

Como dizem os cearenses, “ei macho, diabo é isso” de tanta muriçoca? A noite foi assim, mosquito que não acabava mais, e o mais impressionante é que elas são imunes a repelente o que tornou a noite ainda mais difícil no restaurante de beira de estrada, fato também é que vez e outra passava alguns caminhões fazendo tudo tremer, ou seja, dormir pra que? Nem queria mesmo, as 5:00h já estava de pé, as 5:30 fiz o café da manhã no próprio restaurante, pão com ovos e tapioca! Nhami!

Pedais pelo Mundo
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Hora de partir, agradeci ao pessoal e “vamo que vamo”, pedalei de leve e mais a frente fiz uma parada para um alongamento mais completo, péssima mania que tenho de não me alongar, não repitam isso que eu faço crianças, se alonguem bastante. Feito, segue o pedal, por um trecho muito entediante, a paisagem constante do cerrado, baixa densidade demográfica, pedalei muito tempo sozinho, literalmente.

As 10:00AM, depois de 4 horas de pedal, pensava em procurar um lugar para comer, foi quando encontrei atividade humana na estrada, era um rapaz chamado “Galan” ou “Índio” foi como ele se apresentou, perguntei pra ele onde tinha um lugar para almoçar e ele me mostrou o povoado que morava, até lá fomos conversando, esclarecendo as curiosidades dele sobre uma viagem de bicicleta, após um tempo ele me ofereceu sua casa para descansar, foi perfeito, tinha uma rede lá e eu dormi que nem uma criança, acordei próximo do meio dia e fui almoçar com Galan a bela comida caseira com um garrafão de suco de Dona Lili.

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Voltamos para casa e fiquei brincando com o sobrinho de Galan, muleke figura, criança é uma onda, gosto muito. Me faz lembrar minha sobrinha que está em Aracaju, Iris, que esse ano completa seus 4 anos. As 2:00PM era a hora de partida, o show não estava nada agradável, mas eu tinha que seguir, tomei um banho de roupa e tudo, fizemos uma foto de recordação e “simbora”.

Se eu achava a estrada antes já estava deserta, não imaginava o que tinha pela frente, uma completamente recente, construída para facilitar o acesso a Jericoacoara, ai sim foi total solidão e ainda por cima um pedal que não chegava nunca, após 1:30 de pedal sem parar, encontrei 2 casas de taipa e uma árvore com sombra que permitia sentar e fazer um lanche. Quando cheguei percebi que havia pessoas morando ali, foi então que apareceram na porta para ver quem parava por ali, aposto que nunca devia ter acontecido isso. Um senhor de lá seus 70 anos apareceu para conversar comigo, eu falei que estava indo para Itarema, e ele retrucou que nunca tinha ido pra lá e sempre teve vontade de conhecer, na hora eu refleti sobre a quantidade de pessoas que vivem nas mesmas condições, somente com suas famílias.

Me despedi e fui embora, pedalava, pedalava e não chegava, já somavam 100km no dia, já estava escuro, a noite tinha adentrado no Ceará, quando completei os 125km foi ai que vi sinal de civilização, um bar/restaurante, entrei correndo doido para tomar alguma coisa gelada. No bar tinha 3 rapazes bebendo, e curiosos puxaram conversa comigo, ri horrores com os figuras, fizemos uma foto de recordação e então parti para Itarema, foram mais 5km, passei na escolinha municipal para tentar dormir lá, mas não tive sucesso, como já era tarde, estava cansado, fui pra uma pousada que me custou R$ 13,00 com café da manhã, perfeito. Até amanhã.

  
  

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