Jeri Majestic

Caramba, nesse momento eu me pego na surpresa de falar desse lugar

  
  

Caramba, nesse momento eu me pego na surpresa de falar desse lugar, foi no dia 18 de dezembro que cheguei lá, porém, ao subir na jardineira, de certa forma foi meio, decepcionante, acho que essa seria a palavra mais correta, as pessoas estavam muito desanimadas, ou talvez, eu é que estava muito animado por chegar lá, afinal desde Aracaju eu ouvia falar desse lugar, que era mágico, que era lindo, aquelas ruas de areia entre outros adjetivos, foram muitos quilômetros pedalados até alcançá-la e então finalmente eu havia chegado, sozinho e pedalando, as exatas 6:00PM eu pisei nas areias de Jeri e confesso que foi ótimo, após 3 dias de pedaladas desde fortaleza, em um percurso que na maior parte foi chato e monótono, sem mp3 ou qualquer fonte que produzia som musical e distração, chegar em Jericoacoara foi mágico e isso foi só o começo.

Ao chegar, havia uma pessoa que poderia me hospedar, seu nome é Flávia ou carinhosamente, Flavinha, ligava para seu celular mas ninguém atendia, foi somente na quinta tentativa, em horários diferentes, que consegui falar com ela, e então fui ao seu encontro, conversamos horrores, nossas personalidades se bateram na hora, acho que pelo fato de sermos aquarianos, pensamos iguais, em viajar, liberdade e todas essas coisas que só nós sabemos, após isso, fui pegar minha bicicleta e deixar em sua casa, afinal eu tinha acabado de chegar e queria conhecer a noite de Jeri.


album: Jeri em Dezembro

Ao pegar a bicicleta conheci o George Washington, quem poderia imaginar que iria conhecer um cara com esse nome, só poderia ser em Jericoacoara mesmo, e isso foi só o começo, em Jeri você conhece muita gente só pelo “olhar para o lado”, Lá/aqui as pessoas vem muito abertas para todas as outras pessoas, e todas as oportunidades de troca de experiências, e eu era o cara da bicicleta, o maluco que viaja de bicicleta e sempre despertava a curiosidade e tinha história para contar. Da até para criar uma analogia com o andar de bicicleta na cidade, ela também proporciona isso, por que ao invés de se esconder medrosamente dentro uma lata de metal, você se permite o contato com todos ao seu redor, essa é a magia do andar de bicicleta.

Mas foi por Flavinha que eu conheci minha família Jericoacoara, foram as pessoas que me abraçaram de forma que não poderia ser melhor, dentre elas, Ricardinho Matos e família (Rose, Eriston e Vinicius), Zecadélico, Nadia Polimeni, Wagner, Celso, Corvo e família. Foram com eles que passei o meu primeiro natal longe de casa, e foi muito bom, eu me senti em casa naquele dia, acolhido, em seu verdadeiro significado, acredito que o natal seja isso, e a historia estava só no começo.


album: Jeri em Janeiro

Com sede de surfar, já fazia tempo que não tinha a oportunidade, comecei a dar aulas de surf, fui conhecendo muita gente de todos os lugares, desde brasileiros a estrangeiros, mas o mais “figura” foi o Zinho, o cara que aluga as pranchas em Jeri, me acabava de rir com ele todos os dias com suas histórias, um cara batalhador e que hoje tem uma qualidade de vida e felicidade de sobra que muitos ricaços não tem, são essas pessoas que me fazem refletir no verdadeiro sentido da vida, e assim eu vou absorvendo e seguindo, adaptando sempre ao meu ponto de vista.

Foi em dezembro também que conheci dois caras lá do Maranhão, Fernando e Bruno, e também Vivi de Campinas, coração gigante, todos os três, por isso que repito, Jeri é mágico por causa disso. Eles foram meus amigos por muito tempo, eles estavam a passeio, e Vivi mora em Jeri. Foi através deles, que conheci minha segunda família, a família ZCHOPP, é até engraçado, a família do bar, rs, mas o Marcão, foi um cara que também me abraçou, sem me conhecer bem, fazendo pronunciamentos ao vivo com o microfone na mão, com ele vieram a Vilminha (sua esposa), Gabriel (sobrinho), Bruno (amigo de Gabriel), Rafinha, Adriana e Jonas. O ZCHOPP era a parada obrigatória de cada dia, para jogar conversa fora, falar besteira e rir um bocado.

Foi em Jericoacoara também, que eu vi uma oportunidade de trabalhar, juntar um dinheiro e comprar os equipamentos que me faltavam, afinal, logo que cheguei em Jeri, já estava praticamente empregado, porém decidi esperar mais um pouco para começar a trabalhar. Foi no hotel chili beach que eu consegui o tal emprego, lá eu tive a minha terceira família, Fernanda, Chicão, Daniel, Vânia, Marlene, Rose, Cláudia, Zé Luis, Paulo, César, David…., foi muito bom trabalhar lá, me divertia bastante.


album: Jeri em Fevereiro

Através de Fernanda, conheci Carla, sua amiga de longas datas, elas duas eram como se fossem primas minhas, me deram muita ajuda também como muitas dicas do que eu poderia fazer, além disso, as duas são pessoas muito viajadas, foram para diversos países quando trabalhavam em navios, isso me dava muito mais sede em viajar cada vez mais! Rs.

Já em seu final, eu conheci duas pessoas pra lá de especiais, Alana e Fernanda, amigas de Flavinha, parecia que já conhecia a muito tempo, foram e serão amigas que nunca vou esquecer. Ah, teve também, o Marco Túlio, “figuraça” que faz pirografia, trabalha muito bem por sinal. Tudo isso foi no mês de Fevereiro, em um mês bastante especial por conta que eu completei 24 anos, no dia 19, acompanhado de meus queridos pais que haviam saído de Aracaju até Jeri para me encontrar, foram momentos muito bons e felizes da minha vida, em homenagem a isso tudo, eu fiz o vídeo acima, mostrando o cotidiano de Jeri, toda sua movimentação e magia que só as pessoas que conhecem sabem falar, espero que vocês gostem e comentem, pois é com muita dedicação que eu faço tudo isso, ver os comentários de vocês é um grande presente. Só tenho a agradecer a todos, e se esqueci o nome de alguém peço mil desculpas.

  
  

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