Saindo de Fortaleza para Jericoacoara

Dia para sair de Fortaleza, o despertador toca as 6:00, mas só levanto as 7:00, no dia anterior fui dormir consideravelmente tarde

  
  

Dia para sair de Fortaleza, o despertador toca as 6:00, mas só levanto as 7:00, no dia anterior fui dormir consideravelmente tarde, ainda acordo com uma sensação de dúvida sobre a viagem, na verdade eu estava com medo, afinal nunca tinha viajado sozinho, mas ao ir arrumando as coisas comecei a pensar coisas boas e a ansiedade foi aumentando e criei coragem. As 8:00 estava com tudo pronto, era chegado o grande momento, comprei um garrafão de 5L de água enchi todas minhas garrafas, fui sacar dinheiro e dá-lhe pedal. Era só eu e Carmélia (minha bici) agora.

No caminho da saída de Fortaleza um ônibus com crianças enlouquecidas acenaram pra mim e interagimos bastante, ficamos um bom tempo lado a lado por conta dos constantes semáforos, isso me animou bastante, era como se eu fosse um super herói para eles, com aquela bicicleta toda entupida de sacolas e uma roupa pra lá de diferente e um capacete. Além do ônibus conversei com um senhor que também estava de bicicleta carregando seu filho na garupa de sua bici, esses são os verdadeiros ciclistas brasileiros.

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Saio de Fortaleza e entro em Caucaia, mais a frente encontro uns guias que vendem os passeios para lagoas que ali existem, fico batendo papo com eles por um tempo, mas decidi seguir para lagoa do banana pois era caminho, já estava meio atrasado. É engraçado você conversar com as pessoas, dizer de onde você vem e depois falar que vai ficar 6 anos viajando, são variadas as expressões, é bem marcante. Depois de pegar algumas informações com os guias agradeci e mais pedal.

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É interessante o espírito das pessoas que moram longe de cidades grandes, ao pedir informação a um senhor sobre a lagoa do banana ele me falou que se acontecesse alguma coisa, procurasse ele em sua casa, fiquei muito feliz, me fez perceber que eu nunca estou sozinho, agradeci e segui para a lagoa. Foi o momento para refrescar, tomar um refrigerante gelado, você não tem idéia como qualquer coisa gelada é um prêmio, principalmente tomar um banho de lagoa. As 11:00 parti e logo depois encontrei um restaurante de beira de estrada para comer, o PF sem carne custava R$ 4,00 foi esse mesmo que pedi, “com bastante feijão, por favor”. Após o almoço, “time to relax”, fui deitar nas famosas redes furadas que havia lido no livro de Rafael Limaverde, “Pelos Caminhos de Nuestra América”.

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As 2:00 pm sai de lá, a intenção era chegar na Praia de Lagoinha, porém quando cheguei nos 95km, na cidade de Paraipaba, decidi ficar por lá, se fosse pra Lagoinha, o percurso seria por praia e estava receoso em ir dessa forma, então decidi seguir pela estrada, se desse problema, seria mais fácil conseguir carona. Em Paraipaba parei para tomar uma água de coco e perguntei para a moça um lugar para dormir, ela me ofereceu ficar ali mesmo, a noite tem vigia e ela poderia me emprestar uma rede, já que eu não tinha.

As 7:00 pm eu pude tomar banho e fui deitar um pouco. As 9:00 pm as meninas que trabalhavam no restaurante, precisavam pegar suas bicicletas para irem para casa, foi a parte mais engraçada do dia, todos os funcionários ficarem em volta de mim para ouvir minha história, parecia mais uma conferencia sobre cicloturismo e Felippe César, foi muito engraçado, me diverti bastante, após isso, fui fazer um lanche e bater um papo com o vigia e assim pude ir dormir!

  
  

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