A chegada em Nicarágua

... Na fronteira da Nicarágua, o processo é bem mais burocrático, inclusive por onde vamos sair do país, temos que mencionar, pois vai no documento de importação temporária.

  
  

... Na fronteira da Nicarágua, o processo é bem mais burocrático, inclusive por onde vamos sair do país, temos que mencionar, pois vai no documento de importação temporária. Mais uma vez todos os documentos, passaportes, documento do carro, habilitação, originais e cópias para fazer a imigração, seguro do carro e importação temporária. Com a ajuda de um rapaz fizemos todos os trâmites, já que o processo é absurdamente burocrático, os funcionários não se encontram nos seus respectivos departamentos e não há informação do passo seguinte. Primeiro país que temos que pagar para entrar, 7 dólares por pessoa, mais a taxa do seguro 12 dólares, a fumigação 3 dólares e, na saída, mais um dólar por pessoa, imposto do município... isto cansa! Ah! E mais 2 dólares de gorjeta pro ajudante (tramitador)... quando voltamos ao carro o termômetro externo marcava 42ºC, estava realmente muito calor, a umidade elevada nos levava a uma sensação térmica ainda maior... conforme íamos andando o termômetro baixava, chegou aos 30ºC.

Arquitetura Colonial de Granada Nicarágua

Seguimos para dormirmos em Granada, no caminho avistamos o grande lago Nicarágua, onde está localizada a ilha Ometepe e seus belos vulcões, visita somente no regresso, snif... A estrada tinha um bom pavimento, mas continuava sem acostamento, e no trecho em que sai da rodovia principal até a cidade de Granada, estava totalmente esburacada...

Chegamos à Granada por volta das 18h, saímos a procura de um hotel barato... Dormimos no Hotel Casa del Alto, bom lugar e bom preço. O que não foi bom foi o nosso jantar, mas faz parte... É uma cidadezinha colonial, bem charmosa, nos surpreendendo com a quantidade de turistas americanos, inclusive o recepcionista do hotel nos disse que poderíamos ligar gratuitamente para os EUA, rapidamente perguntei: e para o Brasil também?" Infelizmente, a resposta foi não...

Jardim interno Granada Nicarágua

Tivemos uma ótima noite de descanso... desde a Costa Rica faz muito calor, o ar do carro sempre ligado... fomos ao centro tirar algumas fotos, o carro ficou rodeado de crianças pedindo coisas... sentimos que é um país com sérios problemas sociais...
Já na estrada, nossa primeira parada por policiais... O mesmo nos pediu: passaporte, documento do veículo, carteira de motorista, importação temporária, triângulos, extintor de incêndio e revisão do carro, falando tudo rapidamente, enquanto o Cláudio pegava uma coisa, ele já ia pedindo por outra... e o Cláudio disse: "uma coisa de cada vez!" E o danado, na maior cara de pau, após ter olhado todos os documentos, falou que teria que revisar o carro, ele teria 24 horas para fazer isto, mas como não havia tempo de nossa parte, alegou ele..., nos pediu um dinheirinho para o refresco, é muita cara de pau!... e rapidamente, o Cláudio disse: "meu senhor o meu trabalho não permite que eu faça isto, não dou propina" bem firme! Ele pediu desculpas e nos mandou seguir...

Praça Central

De volta à estrada, mais uma vez fomos parados por policiais, demorou alguns intermináveis minutos para anotar os dados do carro, passaportes, fez várias perguntas, muito estranho... interessante que os carros que passavam por nós estavam em alta velocidade, na frente da polícia... no fim, ele nos pediu desculpas por nos atrasar a viagem e nos mandou seguir...
Fizemos uma parada para abastecer... o diesel está em torno de R$ 1,60 o litro, diferentemente dos outros países que passamos desde o Peru, aqui se vende por litro e não por galão. Seguimos para fronteira com Honduras... num determinado lugar da estrada, vimos muitos carros parados e, logo, pensamos, deve ser uma partida de futebol... quando nos aproximamos, para nossa surpresa, era um time, bem organizado, de beisebol... aqui notamos a presença da influência dos EUA...

Estávamos lendo alguns relatos de como era a fronteira de Honduras... não eram bons, inclusive um dizia: "a fronteira de Honduras é de enlouquecer!" Também lemos que o banco não abria aos domingos... então, nos perguntamos: "será que vamos conseguir atravessar hoje?"

Bandeira da Nicarágua

...Resolvemos averiguar... chegamos à fronteira e estava uma calmaria de assustar, pois estávamos esperando algo tumultuado... não havia fila de caminhões, somente alguns... fizemos todos os trâmites calmamente, sem filas ou qualquer transtorno... além dos documentos de sempre nos pediram a carteira de vacinação contra febre amarela... ainda bem que tínhamos... a taxa que é paga no banco, também não foi problema, pois podia-se pagar ali mesmo...
O que achamos muito interessante, é que as imigrações são vizinhas, uma coladinha na outra, inclusive, eles trabalham juntos no mesmo espaço, havendo uma boa relação, estavam até dançando ao som de uma música típica...rsrsrsrsrs

Para sair do país precisa pagar uma taxa de 3 dólares por pessoa e para entrar em Honduras, 2 dólares por pessoa, mais 40 dólares de permissão para conduzir.

Existe um Sistema de Integração Centro Americana (SICA) entre os países Honduras, Nicarágua, Guatemala e El Salvador, por isso há um só carimbo de entrada no passaporte e uma só fumigação. Todo o processo restante é igual.

  
  

Publicado por em