Acampando na Costa Rica

Paramos o nosso carro e começamos a nos preparar... o lugar era perfeito, estávamos rodeados de coqueiros, de frente ao mar e namorando uma bela meia lua que iluminava parte do mar, altas fotos... pela primeira vez, vimos a lua se deitar no Pacífico.

  
  

A saída do Panamá foi bem tranqüila, já na entrada para Costa Rica, "perdemos" 3 horas - quando chegamos já vinham pessoas querendo nos "ajudar", fizemos tudo sozinhos... o processo mais demorado foi a Aduana, pois estavam com um sistema novo e toda hora a rede caía, e nós, pacientemente, tínhamos que aguardar, estava um calor... quanto aos documentos, os de sempre, passaportes, documentos do carro, saída do país, mas em nenhum momento nos pediram a tal da permissão de saída do Panamá que obtemos na PTJ, nosso amigo Carnaval estava com a razão... Pagamos 28 reais de seguro do carro e 9 reais de fumigação na Costa Rica.

Entramos com Sol na estrada para cruzar a Costa Rica, não era muito boa, estreita, sem acostamento, um pouco perigosa neste sentido, mas toda aquela natureza compensava, verde, tanto verde... chegava a brilhar, como agora é um período de chuvas, nos parece que está mais verde ainda, inclusive as palmeiras parecem artificiais... tamanho é o seu brilho.

Aconselhamos a qualquer viajante que antes de entrar num país consiga um mapa, como não temos GPS, é horrível não saber para onde estamos indo realmente, afinal as estradas não são bem sinalizadas...

Paramos para almoçar em Palmar do Norte, justamente onde teríamos que decidir se iríamos pelo litoral ou pela serra. A comida estava maravilhosa, há quanto tempo não sabemos o que é um almoço de verdade... aproveitamos para comprar um mapa das estradas do país.

Nossa casa!

Decidimos ir pelo litoral, pois era o caminho mais curto, apesar de haver uma parte da estrada que não está asfaltada. Nos informaram que pela serra a estrada é bem perigosa e há muitas "mulas" no caminho, é "mulas", vocês devem estar perguntando, será que tem tantos animais assim neste país? É que aqui e no Panamá eles chamam os caminhões de mulas... rsrsrsrs
Mesmo sabendo que no nosso retorno iremos conhecer este país charmoso, dá uma agonia sabermos que estamos passando por lugares lindos e especiais e não podermos parar, pois temos que chegar ao Alasca o quanto antes para não corrermos o risco de não conseguimos conhecer o Mar Ártico. O consolo é que na volta vamos curtir tudo isto e, ainda, com mais sol...

Seguimos viajando, que beleza! A estrada melhora um pouco, mas, ainda sem acostamento e estreita. Nosso destino era a cidade de Quepos e, ali decidir onde dormir ou seguir adiante... Pegamos um trecho terrível, 45 km de estrada de terra, pedras, buracos, obras, mas com uma natureza belíssima que compensava o balanço do nosso Thor... simplesmente, fizemos este trajeto em duas horas e meia...

Paisagem da Costa Rica

A paisagem da Costa Rica parece uma imensa obra arte... sempre olhávamos ao redor e havia muito natureza, plantas nativas e, também, uma grande plantação de palmeiras que dá um fruto parecido com mamona, só que é vermelho, ainda não provamos, e não sabemos exatamente o que é, vamos descobrir...

Na cidade de Quepos já havia asfalto, nos surpreendeu, muito bonita, feita para turista ver, inúmeros hotéis, restaurantes bem transados, cassinos e muita gente... Estávamos doídos para acampar, não agüentávamos mais dormir em hotel, queríamos nossa doce barraquinha... acampar é liberdade total - é fantástico!
Estávamos cansados, os trâmites fronteiriços cansam bastante, então resolvemos dormir por ali mesmo, mas onde? Já estava caindo a noite, começamos a procurar um guia (livro) para que pudéssemos encontrar um camping, afinal aquela cidade tinha cara de ter um camping... assim achávamos... Conseguimos encontrar um guia numa farmácia, aliás as farmácias por aqui vendem de tudo... para nossa infelicidade, não havia camping no guia... o que fazer?

Parque Nacional Manuel Antonio

Fomos tomar um café e aproveitamos para fazer uma boa higiene no banheiro do restaurante. Com o guia em mãos, resolvemos pegar uma estradinha, próxima dali, que ligava a cidade ao Parque Nacional Manuel Antônio, mais ou menos uns 3 km, uma mini serrinha, que nos assustou um pouco, pois a cada 100 m um hotel, restaurantes luxuosos, requinte total... mas não perdíamos a esperança, vamos ver onde vai dar isto... a estrada terminou numa bela e pacata praia, não se via muita coisa, pois estava bem escuro... foi aí que me veio a idéia, "amor, vamos estacionar na praia, abrir nossa barraca e dormir aqui?" O Cláudio estava meio inseguro, pois era um lugar bastante movimentado... mas, como sempre, insisti... fomos perguntar em dois restaurantes a respeito da segurança e se podíamos fazer isto, pois era uma área de parque... um dos rapazes, disse que sim e, que inclusive, havia guarda noturno, já o outro, também disse que sim, mas não havia vigilância...

Paramos o nosso carro e começamos a nos preparar... o lugar era perfeito, estávamos rodeados de coqueiros, de frente ao mar e namorando uma bela meia lua que iluminava parte do mar, altas fotos... pela primeira vez, vimos a lua se deitar no Pacífico...
...Havia um rapaz fazendo limpeza na praia... o Cláudio estava incomodado com aquilo, mas depois que o rapaz veio nos perguntar se iríamos dormir ali, e dizer que era o guarda-parque e que estávamos seguros, e que teríamos que pagar 1.000 colones ( US 2,00). Ufa! Relaxamos!

Também havia algumas pessoas fazendo lual na praia e, inclusive, uma das meninas estava fazendo malabarismo com duas latinhas de fogo, foi muito interessante, também fotografamos.
Totalmente harmonizados ao meio, pegamos a nossa esteira, colocamos sobre a areia e, ali ficamos admirando o belo céu estrelado e ao longe, luzes dando sinal de tempestade...
Era a primeira vez que iríamos dormir, com aquele calor, na nossa barraca, afastamos as cobertas e só com um lençolzinho e tudo aberto pudemos relaxar... Que delícia dormir admirando as estrelas!...

Acordamos às 5 h da manhã, já havia gente andando pela praia... saltamos da barraca, organizamos tudo e fomos caminhar antes de partirmos. Muito linda, a praia era cercada de verde, canto dos pássaros, esquilinho a procura de comida, pelicanos dando rasante nas pequenas ondas, pegadas estranhas na areia e, já àquela hora, um casal, meia idade, estava tomando banho de mar, mas também pudera, a água era maravilhosamente quentinha, deliciosa, pena não haver tempo para ficarmos ali... Ao lado da praia havia um belo mangue e uma placa dizendo que ali havia jacarés, não vimos... conversei com um simples e simpático nativo e o mesmo disse que ali tinha tatus, iguanas, jacarés, e muitos outros bichos.

O morador do parque

Tomamos o nosso café da manhã num restaurante de frente para o mar, acompanhados por vespas.... Cris, isto te lembra algo?
Começamos a viajar às 7:20h, no caminho, dentre as belíssimas praias, paramos para apreciar uma delas. Um senhor argentino que mora na Flórida, EUA, estava passeando na Costa Rica com sua esposa, parou só para perguntar sobre nossa viagem, muito simpático nos deu o seu cartão pessoal e nos disse para chamá-lo quando chegássemos à Flórida, ficou alguns bons minutos conversando com o Cláudio. Enquanto isso, eu admirava as enormes araras vermelhas (guacamayo) que povoavam uma bela árvore...
Agora entendo porque chamam a Costa Rica de Pura Vida, por onde passamos, há muito verde, flora, fauna riquíssimas, há uma grandeza de parques nacionais, reservas biológicas e áreas protegidas... é realmente Pura Vida...

Vista do litoral

Paramos para um lanche, na estrada, nós o fizemos e segui eu dirigindo, pois o Cláudio estava com muita dor de cabeça... ainda está se recuperando da enfermidade...

Não fomos, em nenhum momento, parados por policiais na Costa Rica.
Chegamos à fronteira Costa Rica - Nicarágua às 14h, a saída da Costa Rica foi rápida, mas havia bastante gente, enquanto o Cláudio foi a Aduana, eu fiquei na fila da imigração...

  
  

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