As ruínas de Chan Chan

Fomos conhecer as ruínas de Chan Chan, considerada a maior cidade de adobe da América pré-colombiana.

  
  
As ruínas de Chan Chan

Trujillo possui 850 mil habitantes, cidade litorânea, bem mais tranqüila que Arequipa, fica a 560 km de Lima e é muito bonita para se visitar, há muitas construções do período colonial e muitos pontos turísticos para visitar.

A minha dor de cabeça passou. O Cláudio acordou passando muito mal, enjôos e desarranjo, achamos que foi o cebiche... eu, também estava enjoada, mas não deu em nada, já o Mô passou o dia meio estranho. Mesmo assim, fomos conhecer as ruínas de Chan Chan, considerada a maior cidade de adobe da América pré-colombiana era capital da cultura Chimú que viveu entre 1200 e 1400 D.C.

É muito interessante o que vem nos acontecendo... perdemos totalmente a noção dos dias e tempo... temos que, várias vezes, verificar que dia é da semana, a data, enfim, tudo que envolve o tempo...

Voltamos para o hotel e resolvemos trabalhar no site, pois não estávamos nos sentindo bem. Ah! Shriley, nossa querida amiga, tivemos que utilizar o soro antes do que imaginávamos...

Aproveitamos que iríamos ficar dois dias aqui para colocarmos roupa para lavar...

Museu 'José Cassinelli Mazzei'

Dois dias depois estávamos certos de que iríamos seguir viagem, mas o pneu do carro estava esvaziando, fomos consertá-lo e aproveitamos para conhecer o museu Arqueológico Privado "José Cassinelli Mazzei", é um acervo particular impressionante de peças feitas em cerâmica do Peru antigo, são mais de 6.000 pertencentes as principais culturas pré-colombianas. O guia do museu, muito simpático, nos explicou sobre cada civilização referente às peças visitadas, o mais incrível foi a múmia de um feto (mais ou menos 8 meses de idade) de um Moche (100 D.C. a 800 D.C.). Pedimos um lugar para almoçar e nos convidou para almoçar com ele e mais um funcionário do museu, uma aventura, aceitamos... Seguimos por aquelas ruas cheias de vendedores ambulantes e táxis para todo lado buzinando e paramos num restaurante simples, com comida comercial... olhamos um para outro e os nossos olhares diziam: e agora o que fazer? Começamos a conversar sobre o Peru e eles mesmos, no fim, relaxamos, pedimos uma massinha e para nossa surpresa... estava uma delícia... ufa, deu tudo certo!

Almoço com os funcionários do museu

Depois fomos caminhando até o centro histórico, realmente muito belo, com seus casarios com janelas de madeira que se destacam, a cidade é considerada a capital cultural do Peru, é riquíssima quando se trata de civilizações antigas. Voltamos ao estacionamento do museu, onde deixamos o nosso carro, o pegamos e fomos conhecer Huaca del Sol e Huaca de la Luna eram utilizados como templos cerimoniais e religiosos que faziam referências ao sol e à lua. Aberto a visitação somente a "Huaca de la Luna"; é um precioso templo com pinturas coloridas (em restauração), do povo Moche, caminhamos sobre as ruínas e nos sentimos naquele tempo antigo, há séculos atrás... como deveria ser tudo isto?

No fim da tarde, o sol resolveu aparecer e fomos à praia ver o belíssimo pôr-do-sol, realmente constatamos como Huanchaco é bonita e charmosa, sua praia extensa boa para surf, recebe turistas de toda parte, ainda se pode dar uma voltinha num barco feito de Totora, um tipo de palha, que os nativos usam até para surfar. Fomos muito bem recebidos no Hostal em que ficamos, o povo peruano é muito querido...

Conhecemos, no jantar, uma senhora francesa muito simpática, o Cláudio adorou, conseguiu colocar em prática o seu francês, era tão bonito vê-los conversando, às vezes conseguia entender alguma coisa, mas, no geral, fiquei "boiando"... olha aí a importância da língua!!!! Ela é guia turístico no Peru, disse que se ganha mais aqui do que na França, como guia... conhece todo o mundo, é um poço infinito de informação... nos deu muitas dicas importantes sobre Galápagos, no Equador, nos mostrou um DVD, fotos, mapas, lugar onde ficar, agência para o passeio, tudo o que necessitávamos, e como foram importantes suas informações...

Uma dica importante que nos deu foi que numa viagem como a nossa precisamos dedicar alguns dias para descanso, já constatamos isto e na hora oportuna o faremos...

  
  

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