Aventura em San Blás

San Blás jamais será esquecida!

  
  
O valente Thor a caminho de San Blás

5 horas da madrugada, estávamos nós e o Thor prontinhos para a grande aventura!!!! O senhor, sua esposa, uma criança e mais um rapaz chegaram na hora marcada, mas sem carro, queriam ir conosco, mas era impossível, o Thor não tem lugar nem para uma formiga. Então eles ligaram para um rapaz que veio buscá-los, era uma toyota velha, caindo aos pedaços... Com um certo atraso saímos nós atrás da toyota...Ele parou em alguns hotéis para pegar alguns turistas, havia ali, italianos, franceses e uma espanhola, ou seja, dentro daquele carro estavam 11 pessoas, como, não sabíamos, mas estavam...

De barco até San Blás

Paramos para tomar um café e depois de 2 horas entre paradas e estrada, entramos na estrada de terra... a princípio estava ótima, "nossa será que vai ser sempre assim? Melhoraram mesmo a estrada!!!" Quando chegou no km 6, vimos porque e para onde o Thor foi feito, ele estava se sentindo em casa, ao contrário de nós, uma ribanceira cheia de buracos gigantes e escorregadio, assustador!!!!! Começamos a nos preocupar com o retorno... dali em diante, foram aparecendo esses momentos difíceis, mas o Thor se comportou maravilhosamente bem e o Cláudio foi um ótimo motorista... Ufa, mais um etapa vencida, ou quase, pois ainda tem a volta!!!!!

Maria, a espanhola

Chegamos à beira do rio e, dali, num simples e grande barco de madeira fomos para a ilha de Kuna Ayala. No barco conhecemos a Maria, uma espanhola encantadora e divertida. Quando chegamos, nos surpreendemos, uma pequenina ilha lotada de casas de palha, um restrito espaço para caminhar, no minúsculo espaço vivem 400 índios e, ainda, tem uma ilha ao lado, também pequena, super populosa, vivem ali 2000 índios, nesta ao lado, tem posto de saúde e escola. Tudo o que necessitam vem da Cidade do Panamá.

'Habitación'

Ficamos tristes ao ver que na ilha ao lado havia muitas antenas de TV, nem precisamos dizer o que isto causa!!!! Fomos muito bem recebidos pelo Arón que nos levou para conhecer nossas acomodações, ficamos numa cabana de palha, chão de areia, uma rede e uma cama, estávamos à beira do mar, no teto da cabana muitas latinhas de refrigerante e as paredes feitas de bambu com grandes entradas de ar... Perguntamos onde estava o banheiro? O banheiro coletivo é uma tampa de vaso sanitário em cima de um tablado de madeira, você abre e dá de cara com o mar, este espaço é feito de bambu, também com grandes entradas de ar... e o banho? Água doce que eles acumulam em latões vindas do rio... com um balde, então, tomamos o nosso banho. Após conhecermos nossas acomodações, fomos almoçar, cardápio: salada e arroz com atum, estava bem saboroso!!!!!

Simples e saboroso

Logo já seguimos para um passeio de barco, são inúmeras ilhas, inúmeros passeios, mas como só vamos ficar por aqui um dia, apenas um passeio. Paramos numa ilha linda para um banho de mar nas águas claras do caribe, dali enfrentamos o oceano, mar aberto e violento, num barco proporcionalmente pequeno para ele, cheio de turistas e, que, às vezes, dava a sensação de que iria virar - que aventura!!!!!! Fomos para ilha do "barco hondido" - um barco que naufragou entre duas lindas ilhas. Foi um mergulho fantástico, muita vida, cores e a primeira experiência em naufrágio - espetacular!!!!!! Amamos!!!!! Valeu a pena!!!! Agora vamos voltar para o "oceano"!!!!!

Belas ilhas

Regressamos acompanhados pelas ondas, só que agora elas vinham por trás ajudando no nosso trajeto, empurravam o nosso barquinho nos causando alguns pequenos e leves sustos, mas tudo sob controle!!!! De volta à ilha, tomamos o nosso banho de balde, um ajudando o outro e nos preparamos para o jantar. Aqui, além de nós, estava a Maria uma espanhola muito querida, um canadense, um inglês, uma francesa casada com um colombiano e 2 filhos pequeninos lindíssimos e um casal suíço. Comemos um peixe frito com arroz e salada, estava simples e gostoso!!!! Mesa cheia, conversamos bastante até a hora da dança típica dos Kunas. Bela dança, com vários significados!!!

Dança típica

Foi uma experiência excepcional, apesar de percebemos que já estão enraizados na nossa cultura. Vivem com simplicidade, em um lugar relativamente distante, mas não tão distante que não possam trazer da cidade o lixo do lixo e estão contaminando o próprio e pequenino lugar onde vivem, pacotes de biscoito, latas, garrafas pet, tubos de ketchup entre muitos outros fazem parte da ilha... Também enfrentam problemas com drogas pesadas, que chegam de barco da Colômbia, pois os colombianos compram seus cocos, assim fica mais fácil!!!!!

Hora do café, todos juntos tomamos um gostoso café da manhã com ovos e pão quentinho feito por eles. Enquanto aguardávamos o nosso barco para voltar à Cidade do Panamá, percorremos em 5 minutos a reserva e tiramos muitas fotos.

Na verdade, estávamos preocupados com o retorno, para quem conhece a trilha de Castelhanos em Ilha Bela (SP-Brasil), podemos dizer que esta aqui é muito similar, trechos melhores e trechos bem piores. Passamos um medinho, mas agora estávamos com o nosso Thor, este fez a diferença. Pegamos a trilha de volta acompanhados de outros carros. Uma grande aventura... no meio do caminho começou a chover e, no último pedaço difícil estava escorregadio, tremendamente ruim de subir... mas com uma ajudinha do motorista do carro companheiro, o Thor quase voou, nesse momento eu sai do carro e subi a pé, também escorregando. San Blás jamais será esquecida!

Chegamos no hotel e fomos descansar...

  
  

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