Bem Vindos ao México!

Saímos às 10h para seguir rumo a Acapulco, o balneário mais famoso do país. Nos informaram que levaríamos, mais de 15 horas de estrada...

  
  

Primeira cidade do México, mais um novo país para nós... e mais uma moeda, agora "Pesos Mexicanos" (US$ 1,00 = 10,50 pesos). O México também possui diferença no seu fuso horário, são 3 horas a menos em relação a Brasília, mas, agora, todo país está com horário de verão, então, são 2 horas a menos de diferença. Entramos num calor terrível... não imaginávamos que seria tanto...

Saímos às 10h para seguir rumo a Acapulco, o balneário mais famoso do país. Nos informaram que levaríamos, mais de 15 horas de estrada... No caminho, paramos na Aduana para fazer a importação temporária do Thor, pagamos exatamente o que nos lograram a pouco... quase U$30,00. Enquanto o Cláudio foi resolver o trâmite, fiquei escrevendo... Não demorou muito, logo pegamos a estrada novamente...

Depois de uma das milhares de barreiras

Surpresa! Fomos parados numa barreira estranha, pois as pessoas usavam trajes normais... com um pouco de receio, paramos! Perguntaram para onde estávamos indo e de onde éramos e nos mandou seguir, ufa! Afinal, estamos numa região famosa por atos de guerrilha (onde foi, há tempos atrás, a base do Movimento Zapatista)... Notamos que vários carros mexicanos estavam sendo parados e vistoriados...

Logo em seguida, fomos parados numa outra barreira, agora militar, revistaram todo o carro, respeitosamente, dizem que é para nossa segurança, procuram por armas e drogas. Chegamos a uma cidadezinha chamada Salina Cruz, não é turística, com aproximadamente 90 mil habitantes, era o lugar que poderíamos descansar para, no dia seguinte bem cedo, seguir viagem, pois queremos chegar a Acapulco o quanto antes... E, combinamos de não pegar noite nas estradas do México, aliás em nenhuma, mas aqui principalmente... Nos hospedamos no hotel "Maria del Carmem", demos uma volta na simples cidade portuária, compramos um mapa das estradas do México, jantamos e fomos descansar....

Para Viajantes: o diesel no México é vendido por litro, custando R$ 1,20. Os postos são sempre identificados por Pemex, que é a Petrobrás mexicana. As estradas, no geral, são boas, porém, especialmente a MX-200, que beira o Pacífico, possui muitos "topes" (quebra-molas) principalmente no trecho Salina Cruz a Acapulco. Há também, as excelentes rodovias pedagiadas, cobrando um preço bastante alto. Importante estar atento às paradas feitas por militares, são verdadeiras trincheiras nas estradas, o conselho é ter paciência, deixá-los à vontade, sempre observando-os, pois sempre se portaram de forma correta. Quanto à polícia rodoviária, não tivemos problemas, não fomos parados ainda, porém é bom ficar de olho.

Em busca do nosso café da manhã

Levantamos bem cedo, às 5h da manhã e seguimos às 6h, ainda escuro, para viajarmos 650 km rumo a Acapulco. Nossa, esta viagem está cheia de surpresas... esta foi demais! Estrada escura, mal sinalizada, na descida de uma serrinha havia um tope (lembram do dá-lhe topes), ou seja, um quebra-molas, sem sinalização com um cone em cima e no meio dele, resultado, não vimos... o Thor com toda sua força passou por cima do cone, demos um vôo rasante no tope e acordamos alguns militares... pois aquele cone e muitos outros estavam sinalizando uma barreira militar... adivinhem!

Conseguimos parar no último tope dos quatro com um militar a nossa frente fazendo sinal para pararmos, olhamos no retrovisor e mais dezenas de militares atrás de nós... Aí começa a novela.... nos sentíamos criminosos, revistaram todo carro, não acreditaram que éramos brasileiros, pedindo o passaporte... ficamos retidos por mais de meia hora, queriam que pagássemos o cone velho e sujo que havíamos quebrado, alegamos que não tínhamos dinheiro e que não estava bem sinalizado, pois se estivesse teríamos visto com certeza! Não achávamos justo, já que não havia uma boa indicação e o militar retrucou dizendo que ele teria que entregar o cone como foi colocado, como antes, e agora?

O Cláudio perguntou quanto custava o tal do cone, o rapaz supôs uns 400 pesos, o Cláudio disse você está supondo, falando em português, o rapaz ficou irritado e perguntou o que é "supondo", está me chamando de louco, rapidamente o Cláudio explicou que era "suponiendo"...

Mandaram chamar o oficial... mais uns 10 minutos até a chegada do mesmo... nesse meio tempo, o soldado deixou escapar que o fogo da sinalização havia se apagado, era o que precisávamos saber... esperávamos um senhor... era um rapaz jovem e muito educado, explicamos a situação, ele conferiu com os outros militares, e, ainda, o dissemos que escrevíamos para jornais do Brasil, o que não é mentira, para que pudesse notar que não estamos somente a passeio... O oficial foi bem sensato e nos mandou seguir... um detalhe importante, em nenhum momento sentimos desonestidade ou falta de respeito, eles estavam apenas cumprindo o seu dever...

Que coisa... fizeram-nos perder mais tempo... pois o caminho era longo... Voltamos à estrada às 7:20h... mais uma parada por uma barreira militar... e tudo de novo... revista total do carro, o Cláudio disse já fomos revistados hoje, e o militar olhou para ele e disse, pois bem vamos revistar de novo... toda vez tínhamos que descer do carro...

O típico café da manhã mexicano

Demos uma parada em Huatulco, a exemplo do sucesso de Cancún, o governo mexicano tentou criar um balneário equivalente na costa do Pacífico. O lugar é bastante bonito e muito rico, porém o mar não se compara ao mar do Caribe... mas tem tudo para se tornar um badalado destino turístico... ainda não tínhamos tomado o nosso café da manhã, fomos a procura de um lugar bom e barato... será que vamos encontrar?

Encontramos um lugar muito bonitinho que dizia "desayuno económico", ou seja, café da manhã econômico, lá fomos nós... olhamos outras pessoas tomando café e ficamos surpresos, será que era aquele o café da manhã? Feijão, ovos, pimenta, uma panqueca de milho, e muito mais.... ficamos apavorados... chamamos a menina e pedimos somente café, pão e ovos, pois a fome era grande... e dissemos: só isto... quando, de repente, começa a chegar à nossa mesa... primeiramente, frutas, que delícia, depois, pão doce, pedimos para trocar por salgado, ela trocou, em seguida, café e leite e muitas "tortillas" (a tal da massa de panqueca de milho) e, assustadoramente, os ovos com feijão... demos risadas, o jeito foi comer, estava maravilhoso.... nunca imaginaria comendo feijão de manhã... mas o cheiro era demais e estava purinho, sem nenhuma carne... o Cláudio não quis, comeu só os ovos, é um fresco! rsrsrsrsrs, ainda disse: "feijão só no almoço!"

É gostoso sim!

Continuamos a nossa viagem, queremos chegar hoje... nos informaram que levaria mais umas 8 horas... encaramos! A estrada era boa, mas havia muitas curvas e as paradas nas barreiras militares eram constantes, nos sentíamos coadjuvantes em pleno filme de guerra, pois haviam trincheiras em plena estrada... Isto atrasou e muito a nossa viagem (foram 5)! E, nada de Acapulco... parecia que não saímos do lugar, mas o ator principal desta história foi o tal do "tope", são os quebra-molas sem aviso prévio, estes estavam nos levando a loucura... tanto é, que começamos a contá-lo nas últimas 2 horas de viagem, pois não acreditávamos! Daí, tiramos uma média, vocês não irão acreditar, simplesmente em 650 km de estrada passamos por mais de 700 topes - façam as contas e pasmem! Isso mesmo, mais de 1 tope a cada km - resultado, fizemos de Salina Cruz a Acapulco 14 horas de viagem e não acabou por aí... pegamos um engarrafamento na entrada da cidade e até encontrarmos o camping para descansar, mais 2 horas - total: 16 horas! Mais matemática... a cada tope, o Cláudio que dirigiu sozinho todo este tempo, reduzia a marcha até a primeira para economizar os freios, pois o Thor é muito pesado e não consegue parar com facilidade, resultado... umas 5 mil trocas de marcha... A viagem foi pura matemática!

Aqui escurece por volta das 21h, foi a nossa sorte! Acapulco é uma cidade bastante grande e com trânsito caótico, nunca vimos tantos fuscas juntos na vida, estes eram os táxis... segundo informações, a cidade cresceu absurdamente...

'Trailler Park' em Pie de La Cuesta

Conseguimos chegar ao nosso camping, "Trailler Park" que fica ao norte de Acapulco, a 17 km, em Pie de La Cuesta, o camping está de frente para o mar...

Estávamos mortos de fome e cansados, enquanto eu preparava o nosso jantar... o Cláudio armava a nossa barraca, o calor era insuportável e não havia uma brisa sequer, finalmente, fomos descansar, já era 1 hora da madrugada...

  
  

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