De Mafra à Corrientes

Foi um dia bastante quente, diferente dos anteriores. Viajamos curtindo mais a natureza, fotografando e aproveitando o clima bastante seco e o céu de brigadeiro.

  
  

...Chegamos à fronteira Brasil x Argentina às 16h, o tramite demorou mais ou menos uns 40 minutos. Desta vez a polícia nos pediu todos os documentos, inclusive carteira de vacinação, disse-nos que deveríamos ter nos vacinado este ano, que aquela carteira não valeira, muito estranho, pois a vacina tem validade de 10 anos e a tomamos em 2004, no fim nos liberou, deu tudo certo. Seguimos até Eldorado, mais uns 100km, procuramos um camping para dormir, o mais próximo era o Camping Municipal, estava deserto e os banheiros fechados, conversamos com um senhor do local e, por segurança, decidimos não ficar por ali. No caminho havia um restaurante e cabanas para alugar resolvemos entrar e pedir para dormir no seu quintal, deu certo, só que não havia banheiro com chuveiro, então resolvemos utilizar a nossa duchinha, e foi aí que começou toda a confusão...

Nosso primeiro acampamento, Eldorado

...Estava bastante frio, 11ºC, abrimos a barraca, montamos o vestiário, até acertar a maneira correta o fizemos umas três vezes, pegamos a duchinha, no corre corre, para ver como funcionava, já que era a primeira vez que a estávamos utilizando, foi água para todo lado, sem contar que o galão de 15 litros caiu em cima do Cláudio...depois na hora de prender a ducha descobrimos que não trouxemos as ventosas, demos um jeitinho, enquanto isso... fui colocar um pouco de água para aquecer, pois estava muito frio, simplesmente, acho que quebrei o fogareiro, não consegui aquecer a água... que remédio, tomei o banho mais frio e rápido da minha vida, estava 9ºC e como saía fumaça do corpo com aquele banho, detalhe, que no nosso banho um tinha que ficar controlando o botão liga/desliga para o outro. Vocês devem estar perguntando, e o Cláudio não sentiu frio? Bem, ele como um pingüim adora água fria, então não foi um problema. Que aventura louca!!!!

Neste dia ficamos a base de lanche... quando achávamos que havia acontecido tudo... na hora que fomos ligar o lençol térmico vimos que faltava um adaptador, ou seja, não utilizamos o lençol! E o medo de passar frio... a temperatura só ia baixando, subimos para dormir com 8º C, mas felizmente conseguimos nos aquecer, pois tínhamos um cobertor, um edredon, um lençol, um fleece e o calor dos nossos corpos. O que mais poderia nos acontecer neste dia catastrófico de acampamento?

Dormimos bem... Estava 4ºC quando acordamos, não dava vontade de sair das cobertas, imaginem quando chegarmos à Cordilheira! Nossa, realmente temos que melhorar, e muito, a nossa organização de acampamento. Temos tanta coisa no carro que às vezes ficamos perdidos... começamos o trabalho de guardar tudo, iniciamos pelo vestiário, quando fomos dobrar percebemos que havia um cheirinho estranho, bem que o Cláudio falou, deveríamos tê-lo levantado, pois havia 5 cachorros, e naturalmente que iriam fazer pipi ali, eu não quis acreditar... guardamos o vestiário com aquele cheirinho especial, foi bom, pelo menos lembramos dos nossos também.

Rumo à Província de Corrientes

Seguimos para Corrientes 11:30h e, ainda, conseguimos viajar 600 km, pois há grandes retas na estrada, isto devido a geografia aqui ser muito plana, uma das retas chegou a atingir 30km de extensão. Chegamos às 18:30h, mas só conseguimos nos hospedar às 21h, que maratona para achar um hotel limpo, depois de muito procurar paramos num 5 estrelas, como o preço era bom, acabamos ficando. Resolvemos ficar em hotel, já que teríamos que seguir viagem, ou seja, não iríamos fazer turismo, mesmo porque nesta cidade também não havia camping. Em cidades grandes, provavelmente, ficaremos sempre em hotéis.

Para viajantes: aqui na Província de Missiones a rede de postos de combustível YPF cobra mais caro o combustível para estrangeiros, isto em função de estar numa região fronteiriça. No posto da rede Shell, pagamos 1,69, enquanto que no YPF, pagaríamos 2,70 Pesos o litro do diesel. A moeda Argentina está valendo cerca de 30% menos que o Real. Nas estradas há pedágio (peaje), viajávamos cerca de 200 km por 2,50 Pesos, achamos um preço muito justo.

Relax na Estrada

Tomamos um belo café, o que é difícil na Argentina. Foi um dia bastante quente, diferente dos anteriores. Viajamos curtindo mais a natureza, fotografando e aproveitando o clima bastante seco e o céu de brigadeiro, fantástico!!!! Tiramos algumas fotos interessantes. Na estrada havia muitas plantações de algodão, na verdade, era algodão para toda parte...

Chegamos cedo no destino, Quimilli, achávamos que teríamos tempo para atualizar o site, deixar tudo prontinho, nossa, vocês não imaginam o trabalho que é fazer isto e, também o trabalho para achar um local onde possamos atualizá-lo, só do lado de cá é que realmente podemos ver, na prática, a dificuldade para tal fim. Mas, já que ficamos mais uma vez em hotel, lavamos o pouco de roupa suja que havia, aproveitando o aquecedor para secá-las. Também fizemos uma sopinha, afinal trouxemos muita comida, temos que comê-la. O Cláudio demorou um ano para consertar nosso fogareiro, deu para utilizá-lo. Ainda para piorar, o "pouco do muito tempo" que achávamos que tínhamos, derramou mel num dos nossos potes, tivemos que tirar tudo e limpar item por item. No fim, só conseguimos fazer a planilha de gastos e dormir para sair bem cedo no dia seguinte...

  
  

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