De Tocopila à Iquique

No dia seguinte, acordamos, tomamos um bom café, e fomos conhecer o centro de Iquique, pois achamos a cidade linda e queríamos ver se o centro também o era...

  
  
Ruta 1 Sentido Iquique

Hotel Chungara, onde dormimos, muito simples, descansamos e seguimos parando para fotografar o caminho 5 estrelas, que começa em Antofagasta e termina em Iquique (Ruta 1). Chegamos cedo em Iquique, capital da I Região de Taparacá, relativamente nova, possui 165.000 habitantes, uma bela orla, tem um ativo comércio, interessante arquitetura e uma ótima infra-estrutura turística.

Chegando à Iquique

Possui uma grande zona franca - Zofri, a visitamos e compramos alguns itens para nossa viagem. Nossa, essa vida de shopping cansa e muito, eu e o Mô, não aguentávamos mais andar naquele lugar gigante, isto que já sabíamos o que queríamos e fomos direto ao que interessava, estávamos muito cansados e doidos para sair dalí. Com muita fome fomos procurar um lugar para jantar, encontramos um restaurante excelente e comemos maravilhosamente bem, percebemos que por estar bem próximo ao Peru, a cidade de Iquique acaba sofrendo algumas influências, comemos "cebiche", é um prato típico do Peru, que delícia, é um peixe cru bem temperado que vem servido em conchas, é fantástico, comemos também, empanadas de queijo, peixe grelhado com um molho divino, pão, salada, purê de batata e ainda panqueca doce de sobremesa, no fim já estávamos extremamente satisfeitos.

Curioso: enquanto jantávamos, o Cláudio disse: -"Mô, estamos aqui e nem sabemos onde vamos dormir esta noite". eu respondi: "é, espero que encontremos um lugar bom e limpinho, como será?" Perguntamos ao garçom se conhecia algum hotel bom, bonito e barato que pudesse nos indicar já que Iquique é uma cidade grande e ficaríamos horas pesquisando, e foi então, que fomos parar num hotel familiar, muito agradável - o "Pan de Azucar", fomos muito bem recebidos. Viajar é maravilhoso, mas vocês pensam que não cansa, cansa! Mas, é um cansaço muito gratificante, fabuloso!

No dia seguinte, acordamos, tomamos um bom café, e fomos conhecer o centro de Iquique, pois achamos a cidade linda e queríamos ver se o centro também o era, saímos depois das 13h e certos de que íamos continuar rumo Norte, vocês não sabem o que aconteceu?...

Iquique

Li sobre um bosque que exisitia a 90km de Iquique e me deu muita vontade de conhecê-lo, bem, o Cláudio como adora novidade, ficou entusiasmado e foi perguntar ao dono do hotel qual seria o melhor caminho para visitá-lo...

Saímos do hotel empolgados, vamos voltar para a Cordilheira, e quando fui ver o roteiro que teríamos que fazer, disse ao Cláudio:
- Mô, estamos no caminho errado!
- Ele: como assim, aqui é o caminho para os Parques Nacionais.
- Eu: Que Parques Nacionais? Eu só quero conhecer "Los Bosques de Tamarugos" que está só a 90 km de Iquique... Já era tarde... que erro de comunicação... seguimos, então, pelo roteiro que ele havia visto no guia, e fomos subindo, subindo, subindo...

Pelicanos do Pacífico

...Realmente a Cordilheira nos atrai principalmente ao Cláudio, vocês perceberam, não é? Em menos de 5 horas já estávamos a mais de 4.000 msnm, o ar já estava faltando... foi uma mudança muito brusca e repentina, pois partimos do nível do mar. Uma grande aventura! Resolvemos acampar nas "Termas de Águas Calientes", um refúgio com piscinas de águas termais, a paisagem era estonteante em todo o trajeto e principalmente ali. Chegamos à noite, mas, só em olhar o céu, que há muito não víamos daquela maneira, total escuridão, somente as luzes das estrelas e, ainda sem lua, imaginem céu assim, só vimos em Abrolhos, viagem feita em 1993, com uma diferença tamanha, em Abrolhos podíamos deitar sobre o barco e ficarmos admirando horas aquele céu, mas, aqui, só podemos admirar alguns segundos, pois a temperatura ia baixando e os dedos congelando. Tentamos ligar o lençol térmico e mais uma vez não conseguimos, agora o problema estava no transformador, era forte demais para o conversor, ficamos desesperados, vamos passar frio... resolvemos não pensar e preparar, num refúgio que havia ali, a nossa janta. A fizemos bem rápido e logo saboreamos uma deliciosa massinha com verduras, mas acho que esta não caiu muito bem, eu e o Cláudio começamos a ficar meio enjoados. Para dormirmos melhor, aquecemos dois litros de água, colocamos numa garrafa pet, e enfiamos por debaixo das nossas cobertas, para nos aquecer melhor, pois já estava baixando de zero e estávamos há 4.000 metros de altitude, que loucura, realmente acho que não batemos bem da cabeça....

... Graças ao nosso bom Deus conseguimos dormir e bem quentinhos, dormimos agarradinhos para trocar o calor dos nossos corpos, o Cláudio disse que até sentiu calor, mas eu... não...

  
  

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