Em busca do Thor no Panamá

Combinamos que, no dia seguinte pela manhã, entraríamos em contato para buscar o nosso saudoso Thor...

  
  

Depois de uma noite terrível sem dormir, fomos fazer nosso check in e seguir ao nosso novo país, Panamá. O vôo saiu na hora, fizemos a imigração e tivemos que pagar uma taxa de U$ 26,00 dólares, cada um, para sair do Equador... Chegamos ao Panamá mais ou menos 9 horas da manhã, pegamos nossa bagagem e sem saber absolutamente nada do país, fizemos a imigração e pedimos informação a uma senhora que fica num Posto de Informações Turísticas, dentro do aeroporto.

Solicitamos que nos indicasse um hotel bom e barato e, também, como chegar. Muito querida, informou que teríamos que pegar um táxi, U$ 25,00 dólares, o fizemos. Não conseguimos ver muito da cidade, só que possui um trânsito bem movimentado, isto porque hoje é domingo... Ficamos no Hotel Via España, no coração da cidade, Avenida Espanha, a principal... tem um preço bom, mas não inclui café da manhã e um bom atendimento...

Já que estávamos sem dormir, cansados e meu amor muito mal... aproveitamos para ficar o dia todo no quarto, descansamos e vimos a final da Copa América, Brasil x Argentina - como não estávamos acompanhando de muito perto, achamos que o Brasil iria tomar de lavada, surpresa... jogou muito bem e fez uma final muito bonita, isto é bom para nós que estamos viajando, as pessoas ficam mais felizes ainda...

Meu lindinho está muito mal, vômito e diarréia, apesar dele já estar medicado, ainda sofre...

Conversando com o motorista do táxi, o mesmo nos disse que os panamenhos gostam muito do Brasil e que aqui há muitos produtos do nosso país... não parava de falar um segundo, nos deu várias dicas sobre os países por onde vamos passar, pois já havia feito uma viagem pelos mesmos, de carro.

Duas boas notícias, o Thor chegou ao Panamá junto conosco, agora é só aguardar um documento para podermos retirá-lo e o Cláudio já está melhorando...

No dia seguinte, ficamos o dia todo no hotel trabalhando no site, meu amor ainda indisposto... e aguardando notícias do nosso Thor. Neste mesmo dia, recebemos e-mail da despachante dizendo que estava aguardando o documento da transportadora... logo em seguida, enviou outro e-mail dizendo que o carro já estava liberado e tínhamos 3 dias de prazo para retirá-lo, pois passado estes dias, paga-se armazenagem. Combinamos que, no dia seguinte pela manhã, entraríamos em contato para buscar o nosso saudoso Thor...

Que saudade do Thor

Recebemos, às 8h, a ligação da Mariela nos informando que podíamos pegar o documento em sua empresa e seguirmos para o Porto (cidade de Colón). Saímos às 9h de táxi até a sua agência, pegamos o documento (conhecimento de embarque) e, com a despachante Linda, fomos a Aduana para preparar o documento de importação temporária. Antes de seguirmos para a Aduana, nos informamos como deveríamos fazer para irmos ao Porto, a Mariela, muito prestativa, ligou para algumas empresas de táxis sondando os preços, por volta de 60 dólares teríamos que pagar, o taxista que nos levou até ali, faria por 40 dólares, mas, como a despachante Linda teria que ir ao Porto, nos ofereceu uma carona, paga, é claro. Fomos em seu carro, um bonito Mitsubishi que no Brasil custa 100.000 reais, aqui 20.000 reais, que diferença! Na Aduana, a mulher preparou o documento em 20 minutos, a Linda lhe deu 10 dólares por isso, o que não achamos correto...

Retornamos à agência e, em seguida, partimos para Colón, um amigo de Linda, Mohamed, foi dirigindo o carro. Ela nos contou que era o seu aniversário, agitadíssima, não parava um segundo... a princípio muito querida, ficou toda boba quando dissemos que éramos do Brasil, e foi logo dizendo, "Alexandre Pires, jo amo Alexandre Pires", parecia uma adolescente falando do cantor e dos jogadores de futebol. No carro, fomos nós duas atrás e o Cláudio na frente com Mohamed, ela me perguntava tudo sobre o Brasil, pessoas famosas e etc...

Dali até o porto de Colón a estrada estava bem ruim, pois havia obras. Linda nos cobrou 25 dólares de gasolina pela ida ao Porto, mas, primeiramente foi resolver problemas de outros clientes, depois iria nos ajudar... porém não foi o que aconteceu. Ela se estressou totalmente com os seus problemas e, muito depois, nos despachou com Mohamed para o Terminal Colón Container. O Mohamed, bombeiro na cidade do Panamá, foi um amor, nos ajudou em tudo, inclusive na parte mais pesada.

Primeiro, fomos na Aduana mostrar os documentos, nos mandou pagar as taxas portuárias (transporte do container e fumigação externa (é um produto para desinfecção do carro) e, com a posse do recibo voltamos à Aduana e, em menos de um minuto, o container chegou. Ficamos aguardando para a abertura do mesmo. Estava chuviscando, percebemos que o responsável da Aduana viu o container chegar, mas fingiu que não viu, aguardamos um pouco... sentei e o próprio veio me perguntar se eu era do Brasil e começou a falar da Copa América, pois eu estava com a camiseta do nosso país... rapidamente, aproveitei para questioná-lo se não iria liberar o nosso carro, ele, com uma cara de bobo, perguntou se o container já estava ali...rsrsrs. Fomos liberá-lo!

A despachante Linda Mariela achavam que iríamos perder os alimentos que estavam no carro... O senhor da Aduana nos deu uma ferramenta para romper o lacre do container e, então, vimos o nosso Thor, que alegria! Mohamed foi extremamente importante e prestativo, ele rompeu o lacre, ajudou ao Cláudio a soltar as amarras de aço, a colocar a barraca de volta ao teto do carro, a caixa de alumínio, que por sinal, caiu da mão do Cláudio batendo no pára-brisa e que, por sorte, não quebrou, sem contar a ajuda com os trâmites e não nos cobrou absolutamente nada. O Cláudio foi tirar o carro do container, ligou a chave e nada de sinal, sorte que possuímos uma bateria extra e ao reconectá-la, o Thor pegou de primeira e estava pronto para a estrada. A fiscalização foi bem tranqüila, pois só falavam da Copa América, viram que era tudo de uso pessoal e nos liberaram com extrema facilidade. Para sair, ainda, passamos por mais duas revisões e, finalmente estávamos livres... Como é bom sermos brasileiros e fazermos parte do país do futebol, temos a certeza de que foi isto que nos facilitou todo processo...

A Linda terminou de resolver os seus problemas no mesmo tempo que nós, voltou para pegar o Mohamed e voltamos juntos para a cidade do Panamá... pegamos um trânsito terrível.

Achamos que a despachante Linda não foi muito justa conosco, nos cobrou 90 dólares, mais a gasolina para fazer, não sabemos o que, disse ela, os trâmites anteriores. De acordo com a família Carnaval (família do Rio de Janeiro, que viajou de carro até a Disney e que nos cedeu muitas informações) que fez o mesmo trâmite, só pagou a ela 30 dólares... todo o processo do porto, pode-se fazer sem despachante, foi o que fizemos! Na verdade, dela só queríamos a informação de como eram os trâmites e aproveitar a "carona". É muito importante consultar o preço antes, mesmo que pareça uma simpatia... mais um aprendizado!
De volta ao hotel, jantamos, depois de muito tempo, conseguimos falar com a nossa família via MSN e, finalmente, fomos descansar...

  
  

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