Em Galápagos

O passeio que mais desejávamos...

  
  
Praia de Garrapateiros

Acordamos cedo e fomos caminhar para ver o que fazer, decidimos pegar um táxi para conhecer a praia de Garrapateiros, pois era longe. O taxista nos deixou e nos esperou, ficamos umas três horas na belíssima praia, isto aqui é um sonho... que mar, que cor, só faltava mesmo o Sol.

Almoçamos num lugar excelente e com preço excelente... que bom! Quando estávamos a caminho do cais, fomos à mesma agência que havia ido ontem para saber se havia passeio para Isla Bartolomé, pois é uma ilha muito concorrida, desde Guayaquil já sabíamos que não havia tour diário para a mesma, entretanto, não desistimos! Uau, sorte a nossa, havia dois lugares.... Conseguimos, que alegria, só o preço que não era muito agradável, mas...

Trilha de Garrapateiros

Fomos ao cais, pegamos um táxi aquático até a praia dos Alemães e de lá caminhamos até las Grietas, é um lugar muito especial, a água do mar infiltra, em meio as rochas, formando uma piscina profunda com águas cristalinas, foi fantástico mergulhar naquele lugar... há um pouco de vida marinha, o que o torna mais especial...

Fomos tomar café, sem comentários...

Isla Bartolomé não estava inclusa no nosso tour, queríamos demais conhecê-la, até que conseguimos um tour diário...

Acordamos às 4h da madrugada para fazer este passeio que saía às 5h... Quando fomos sair do hotel, o portão estava fechado, e agora?

Olha que no dia anterior falei para o Cláudio, "amor será que não vão trancar o portão e não vamos ter como sair?" , mas o meu amor não deu muita bola...

Foi um drama comédia, o Cláudio começou a bater na porta da recepção do hotel, a medida que não atendia, batia mais forte, mais forte, mais forte, andava até o portão meio nervoso (isto umas três vezes), perguntando se eu conseguia pular o muro, o muro cheio de cacos de vidro, voltou à porta e continuou, só que agora ele não batia, ele esmurrava, dava socos, espancava, e eu no portão, só ouvindo e pensando, mais que raio de sono pesado é esse?..., estávamos a ponto de acordar todo o hotel, menos a proprietária. Depois destas batidinhas "suaves"... a proprietária surgiu e perguntou: "que se passa?" Isto porque o Cláudio, ontem, avisou ao seu marido que iríamos sair cedo hoje... imaginem se não tivesse avisado? O Cláudio respondeu: "tenemos que salir a un paseo" e ela: "con quien vas a salir?" Ainda queria saber com quem iria sair, é mole! O Cláudio: "ora, com mi esposa!" Finalmente, ela abriu o portão e em cinco minutos o ônibus chegou... que alívio!!! O Cláudio já era outra pessoa... Imaginem perdermos o passeio que mais desejávamos...

Joyce e as americanas

Depois de um certo tempo, demos muitas risadas, a dona do Hotel é uma figura, como dizem os jaraguaenses: ela é "fora da casinha", totalmente...

Após tomarmos o nosso café da manhã no barco e conhecermos um grupo de jovens americanos de diferentes estados, tivemos que nos esforçar para captar a pronúncia de cada um deles, especificamente duas americanas com quem mais conversamos (bem louquinhas), inclusive, uma delas se disponibilizou a ser nossa guia na Carolina do Sul.

Desembarcamos na Ilha (5 horas de viagem). A Isla de Bartolomé pertence ao arquipélago de Galápagos, é uma imagem surreal, ao aproximar o barco daquele mar esverdeado e tranqüilo, ver os lobos marinhos se exibindo e uma coloração de rochas inigualável, é de se perguntar, será que isto existe?

Rumo à Isla de Bartolomé

Éramos um grupo de mais ou menos 20 pessoas, havia um casal, um etíope e uma alemã com quatro filhos, uma senhora com uma menininha da Alemanha, os jovens americanos (6), nós representando a América do Sul, brasileirinhos e mais alguns tripulantes do próprio barco, equatorianos. Fizemos uma caminhada até o topo da ilha, trilha já preparada para isto... vocês não tem noção do visual, caminhávamos por aquelas cinzas de lavas vulcânicas pretas contrastando com o mais puro verde do mar... A cada parada para fotografar tínhamos que retomar o fôlego para apreciar tamanha beleza... no caminho, vimos o atobá de pata azul, caranguejos coloridos em tom avermelhado, lobos marinhos e até um pingüim solitário, uma formação rochosa que parecia uma esfinge e o encontro do azul do céu com o verde do mar... O Cláudio se deliciou com tanta beleza, os clicks não paravam um minuto sequer.

Atobá de pata azul

Após esta caminhada, fomos até as praias da ilha, uma só para observar os tubarões de barbatana branca que nadavam à beira da praia, arrastando-se na areia, justamente porque ali a água era mais quente e havia alimento para eles. Impressionante vê-los tão próximos e tão dóceis... Aliás, os animais de Galápagos são dóceis demais, nunca vimos tanta doçura expressa em seus olhos, podemos chegar tão perto, a ponto de tocá-los, o que não é permitido, afinal estamos numa área de Parque, reserva nacional... Depois, fomos mergulhar para ver a fauna marinha daquele lugar divino, rapidamente fomos eu e meu amor rumo às águas, ora geladíssimas, ora correntes quentes, ora correntes fortes, ora não havia corrente.... que mistério este mar. Foi um dos melhores e mais fascinantes mergulho que fizemos, o fundo do mar é colorido, não só os animais, mas também os vegetais, os corais... vimos diversos peixes, inclusive um tubarão o Cláudio viu, mas, quando me aproximei, já havia sumido, sorte a minha! rsrsrsrs.

Descrever Galápagos é algo impossível, não há palavras que expressem tamanha beleza, só estando aqui para vivenciar este paraíso...

  
  

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