Em Machala, rumo à Cuenca

Conhecer pessoas é fantástico, conhecer pessoas boas é maravilhoso, conhecer pessoas maravilhosas, o que podemos dizer?

  
  
A caminho de Machala

Machala é uma cidade moderna, com aproximadamente 200 mil habitantes, sua principal base econômica é a produção de banana, café e cacao, nos sentimos em Corupá.

Nos hospedamos no "Centro Hotel", realmente bem central, um grande movimento, pessoas por toda parte. O atendimento e a limpeza do hotel nota 10! O equatoriano fala o espanhol mais explicado, bem mais fácil de ser entendido, inclusive algumas palavras lembram, em muito, o nosso português. Neste dia, aniversário da Cidade, domingo dia de festa, havia tanta confusão, mas nem pudemos retratar este momento, pois estávamos trabalhando no site, a mil por hora... Não é uma cidade turística, mas é o melhor e mais estruturado ponto para dormir quando se chega ao Equador.

Comércio em Machala

Já havia passado e muito a hora do almoço, fomos procurar um lugar onde pudéssemos comer, mas eu estava um pouco enjoada, pois, depois de ter passado mal no Peru, estava preocupada... Nos indicaram um restaurante vegetariano, a cidade não era muito limpa... fomos a este, havia uma comida meio estranha para nós, mas resolvemos comer... uma sopa de "não sei o quê", não lembramos o nome, leite de soja para beber, e um arroz, beterraba, alface, carne de soja tudo misturado num prato tipo comercial, já fiquei enjoada só de olhar, mas o que fazer, já havíamos pedido... para minha surpresa o Cláudio tomou toda sopa e comeu metade da comida e tomou todo o leite, eu? Tomei um pouco da sopa que parecia de abóbora, só que muito ruim, e comi um terço da comida... o leite, eca! Saí dali bem mal...

Seguimos viagem para Cuenca, percebemos que ao ingressarmos no Equador, a paisagem transformou-se drasticamente, o deserto havia ficado definitivamente para trás. Novamente subimos, subimos e subimos a majestosa Cordilheira dos Andes, a estrada serpenteava as montanhas imersa numa intensa neblina, até que, de repente, tudo clareou, estávamos acima das nuvens. A nossa estada no calor foi por muito pouco tempo... estávamos vestidos com roupa de verão e quando chegamos na cidade, que frio...

Chegamos a Cuenca no início da noite e fomos, diretamente, procurar um lugar para comer, ficamos espantados com o que encontramos! Após termos feito um delicioso lanche, fomos caminhar por suas ruas de pedra, luz noturna e um friozinho gostoso, nos deu uma enorme alegria, estávamos numa cidadezinha de 300 mil habitantes, com 2500 m de altitude, charmosa, com um centro histórico e uma arquitetura colonial belíssimos, não foi à toa que foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Histórico Mundial. Estar aqui é como se estivéssemos voltando no tempo...

Rumo à Cuenca

Numa dessas ruas, fotografando, um casal nos abordou perguntando se podia tirar fotos do nosso carro e nossa também, daí em diante, o Roberto (presidente do clube de 4x4 de Cuenca), Janeth e seus três filhos, Dany, Carlos e Julian fizeram parte de uma bonita passagem da nossa viagem... dissemos que estávamos procurando por hotel e, imediatamente, se ofereceram para nos ajudar, fomos em três hotéis e no último ficamos, estavam tão felizes em ter nos conhecido que nos convidaram para jantar em sua casa, prontamente aceitamos...

Para Viajantes: o combustível no Equador é uma barbada, o galão de 4 litros custa U$ 1,037, ou seja, uns R$ 0,53 o litro, só perde mesmo para a Venezuela, e o pedágio, em média, U$ 1,00. Aqui desapareceu o problema do trânsito caótico que vimos no Peru, inclusive, Quito nos surpreendeu com seu transporte coletivo, grandes ônibus com faixas exclusivas e movidos a eletricidade, a única dificuldade foi para achar um parqueadero (estacionamento) no centro histórico, não havia sinalização, mas perguntando, chegamos lá. Apesar de faltar sinalização em alguns trechos de rodovias mal tratados pelo constantes desmoronamentos, compensa-se pelo belo visual e pessoas muito acolhedoras. Também não tivemos qualquer problema com a polícia, fomos parados duas vezes, mas prosseguimos sem o menor inconveniente, utilizam geralmente uma picape branca com listras larga de cor azul e uniforme branco.

Uma palavra muito importante quanto pedimos informações sobre os itinerários é "Rotatória" que por essas regiões há por toda parte, no Chile e Argentina fala-se "rotonda", no Peru é "óvalo" (pronuncia-se óbalo) e no Equador é "redondel".

Também devem prestar atenção quanto aos preços dos hotéis, a maioria não inclui impostos, café da manhã e estacionamento, ou seja, te passam um valor e no final te acrescentam todos estes que citamos acima, para tudo se paga, inclusive se quer utilizar a internet, mesmo sendo hóspede, se paga...

  
  

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