Encontro das Águas de Rio Negro e Rio Solimões em Manaus/AM

Na manhã seguinte, o motorista da empresa de turismo veio nos pegar no hotel para o tão esperado passeio fluvial

  
  

...Aproveitamos para relaxar e conhecer Manaus. Capital do estado do Amazonas, Manaus é o centro financeiro do norte do Brasil, localizada às margens do Rio Negro próximo a confluência do rio Amazonas, um dos pontos mais famosos e turísticos do país, o encontro dos Rios Negro e Solimões (Amazonas). O rio Amazonas recebe vários nomes desde a nascente até sua foz, suas águas são mais frias e corre a 9 km por hora, nasce em Iquitos nos Andes peruanos, apesar de ser considerado violento é totalmente navegável. Interessante que neste ponto do encontro dos rios, as águas seguem 17 km sem se misturarem, devido a velocidade, temperatura e densidade diferentes. Dali de Manaus até Belém são 1600 km de rio. Reservamos um passeio para conhecer este belo fenômeno, o Encontro das Águas.

Teatro Amazonas

Fomos ao centro da cidade, conhecer o famoso Teatro Amazonas, estava fechado, mas só a visão de fora valeu a pena, sua construção foi feita nos etilos eclético e neoclássico com materiais trazidos da Europa. Foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896. É um dos maiores monumentos deixados pelo efervescente ciclo econômico da borracha no Amazonas. Hoje é palco de inúmeros e principais espetáculos da cidade. Visitamos outros prédios históricos e caminhamos pela famosa feirinha da Rua Eduardo Ribeiro com artesanatos, comida típica e outros artigos.

Encontro com Poseibom no Teatro Amazonas

Encontramos o Poseibon, sua esposa e filho (de Boa Vista), ficamos juntos visitando o teatro e ouvindo algumas muitas histórias a respeito dos índios e política de Roraima que não nos agradaram, como: é proibido visitar uma tribo indígena, eles não te deixam entrar, mas há muitos estrangeiros, principalmente padres que vão "evangelizar" os mesmos, além disso, nascem muitas crianças loiras de olhos azuis, descendentes de quem? Também, que as áreas pretendidas pelos índios são as ricas em minério, ou seja, qual será o interesse destes estrangeiros? Dentre outras histórias de cair o queixo.

Voltamos ao Ibis e almoçamos no Novo Hotel, que fica ao lado, comida maravilhosa, o tempero brasileiro!!!!

Mais tarde, fomos conhecer a praia dos manauaras (os nascidos em Manaus), Ponta Negra, com um calçadão e algumas quadras feitas de areia para praticar esportes, algumas lanchonetes e uma pequena faixa de areia formando uma prainha (lotada) para a curtição do povo. Aqui vimos um belo pôr-do-sol e quando caiu a noite voltamos ao hotel.

Pôr do Sol em Ponta Negra

...Encontramos o Poseibon no café da manhã e ele nos disse que havia um hotel, o HTO do exército, sentido Ponta Negra, mais barato que o Ibis, ele estava indo para lá e nos ofereceu a hospedagem... achamos fantástica a sua atitude! Fomos ver como era e gostamos bastante, além de ser metade do preço comparado ao Ibis, buscamos nossa bagagem e mudamos. À noite fomos convidados para ir à casa do Coronel Crisóstomo, amigo do Poseibon, fomos juntos num carro só. Foi uma noite muito agradável, a Grace esposa do Coronel, também é de Santa Catarina (Lages) e tinham acabado de vir de lá. Este mundo é realmente muito pequeno! Fomos muito bem recebidos!

De volta ao hotel, nos despedimos do Poseibon e agradecemos por tudo. ...

Rumo ao Encontro das Águas

Na manhã seguinte, o motorista da empresa de turismo Amazonas Explorer veio nos pegar no hotel para o tão esperado passeio fluvial. Saindo do porto flutuante de Manaus, avistamos a frente da cidade as casas de palafitas, habitação popular da região, o Mercado Municipal e o igarapé de Educandos. Na "gaiola" (chalana no Pantanal), seguimos pela margem esquerda do Rio Negro em direção ao Encontro das Águas, um dos mais belos mistérios da natureza, onde o Rio Negro e o Rio Solimões caminham paralelamente mais de 9 km sem que suas águas se misturem. Neste trajeto vimos um ativo comércio dentro rio, postos de combustíveis flutuantes usados para abastecer os barcos que fazem passeios e travessias para os diversos povoados, além de comerciantes vendendo refrigerantes, águas e etc... Tudo muito interessante! E, ali, o combustível era mais barato do que em terra firme.

O Incrível Encontro

Na área do encontro dos rios há sempre a presença de botos, o que não vimos, infelizmente. Continuamos em direção ao Parque Ecológico Janauary, Já era tarde e, eles ficavam nos enrolando para consumirmos antes do almoço que já estava incluso no preço do passeio, famintos comemos um aperitivo de pirarucu (o bacalhau da Amazônia), realmente estava delicioso! Peixe cuja língua é uma lixa poderosa e a escama lixa de unha. Visitamos um lago repleto de Vitória Régia e dali, saímos numa canoa motorizada para explorar um igarapé (rapidíssimo), ficamos insatisfeitos, pois achávamos que iríamos explorar mais igarapés... Neste passeio, vinha muitas crianças, em canoas, trazendo bichos para fotografarmos, preguiças com filhote, papagaios, micos e filhotes de jacaré, que pecado e tristeza, levantavam a mão pedindo dinheiro por isso.

Preguiça

Questionamos a respeito do Ibama, se havia alguma providência, o guia nos disse que de vez em quando eles fiscalizam, o que não adianta, pois eles tornam a fazer. Voltamos para almoçar no restaurante flutuante e ver artesanatos, de volta ao porto, vimos uma fita que foi filmada durante todo o passeio, com o objetivo de venda, é claro.

Achamos o passeio muito comercial, não gostamos. Sugerimos alugar um barquinho e pedir para que levem ao Encontro das Águas e por alguns igarapés e igapós (floresta inundada na época das chuvas), temos certeza que será mais proveitoso! Fizemos um passeio de "turistão", faz parte!!!!!

A van nos deixou no nosso hotel e mal entramos no quarto o telefone toca, era o Bodinho dizendo que iríamos embarcar hoje, felizes nos arrumamos correndo e fomos para o Porto do Ceasa, no caminho procuramos por rede pra dormimos na balsa, mas não encontramos. Fomos assim mesmo. Ficamos aguardando o Bodinho chegar e pedimos a ele que nos arrumasse uma rede, conseguiu uma emprestada para nós. Teríamos que ficar ali até embarcar o carro. Vamos explicar como acontece: há algumas maneiras de ir a Belém; balsa (rebocador), avião ou balsa de passageiros, esta você dorme em redes ou num camarote, o que leva de 5 a 6 dias ou, então, pode embarcar o carro e ir voando e aguardar o carro chegar dentro de 4 ou 5 dias. Mas, o que finalmente fizemos, foi irmos junto com o carro (rebocador), o que ficaria mais econômico para nós dois, mas não é o melhor a ser feito. Topamos! Esta balsa praticamente só vai caminhoneiro, eles dormem no seu próprio caminhão, nós teríamos que amarrar nossa rede num caminhão cegonha e dormir ali, passar repelente porque há muitos carapanans (mosquitos). É um barco rebocador que vai empurrando duas balsas lotadas de caminhão. Eles oferecem três refeições simples, por dia.

4 Noites na Rede

Nesta primeira noite, colocamos o nosso Thor dentro de uma cegonha, pois não pode ir no chão da balsa, também é um esquema deles, ganha o caminhoneiro e a empresa, uma forma de arrumar mais espaço na balsa. Tentamos entrar em contato com outras empresas, mas não conseguimos, era para ser esta mesma. Ficamos parados naquele lugar horroroso, neste meio tempo, conhecemos um casal que estava ali para fazer os mesmos trâmites, o Sérgio e a Eliane, conversa vai e conversa vem, descobrimos que eles hospedaram os nossos amigos de São Paulo, o Douglas e a Ilka, este mundo é mesmo pequeno!!!!! Eles nos ajudaram a passar o tempo. Agora estão de mudança para Florianópolis.

Foram embora e ficamos ali sentados esperando o Bodinho, até que ele nos levou para uma das balsas amarrou a rede para nós e, ali passamos a nossa primeira noite. A balsa só saiu às 6:00h. Acordamos e fomos caminhando entre os caminhões para o rebocador onde as refeições eram feitas e o banho também. Detalhe que a água utilizada tanto para beber quanto para tudo era a água do rio Amazonas. Víamos aquela água amarronzada cair sobre nossas cabeças, sem contar o calor sufocante que fazia no banheiro, pois estava encostado na casa de máquinas, saíamos suando, precisando de outro banho...

  
  

Publicado por em

Claudio s. micheli

Claudio s. micheli

20/08/2010 16:41:44
É um espetáculo da natureza, simplismente fantástico...

Joyce e Cláudio Guimarães

Joyce e Cláudio Guimarães

Concordamos em número e grau. Obrigada pela contribuição. Abraços, Joyce e Cláudio. www.terrasemfronteiras.com