Antigua e Panajachel, na Guatemala

A cidade de Antigua é lindíssima, possui uma arquitetura colonial de cair o queixo.

  
  

Pela manhã, fomos procurar um lugar para tomar café, pois o hotel não oferecia este serviço... por indicação do recepcionista, fomos a um lugar, que achamos chique demais, mas enfim, entramos e quando vimos o preço, pedimos um café para dois... nesse meio tempo, quando quando o Cláudio foi fazer algumas fotos, viu o retrato do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton que já havia passado por ali... agora imaginem vocês onde fomos parar...mas, não intimidados, aproveitamos as xícaras para colocar o nosso cereal, o nosso melzinho puro de Jaraguá do Sul e o iogurte que compramos no dia anterior, complementamos o nosso café como sempre o fazemos...

lago Atitlán. Ao fundo, vulcões da guatemala

Caminhamos por toda cidade vendo o desfile de comemoração da sua festa. A cidade de Antigua é lindíssima, possui uma arquitetura colonial de cair o queixo, bastante turística, a mesma já foi a capital da Guatemala por mais de 200 anos, até 1773, quando foi destruída por um terremoto. A partir daí, decidiram mudar a capital para um lugar mais seguro em termos sismológicos. Foi muito gostoso caminhar por suas ruas... Almoçamos por ali, mas agora em um restaurante mais simples e saímos em direção ao Lago de Atitlán...

Pavão na Reserva Nacional de Atitlán - Guatemala

...Algumas horas de estrada sinuosa e com muitas obras, várias vezes tínhamos que parar, inclusive numa delas ficamos aguardando meia hora para o trânsito ser liberado, no momento em que foi liberado e fomos ligar o Thor, novamente a ignição não dava contato... estávamos numa subida, buzinas e muitos carros nos ultrapassando, o Cláudio conseguiu, de ré, fazer o carro pegar no tranco.

Finalmente avistamos o belo lago de Atitlán... descemos uma serrinha bastante perigosa e chegamos na cidade de Panajachel, simples, porém bastante turística, sua rua principal é repleta de artesanatos, lindos e muito bem feitos, cada uma mais bonita que a outra, as máscaras são um show, inclusive eles exportam para vários países da Europa, infelizmente, não compramos nada, pois vamos deixar para volta, se sobrar algum dinheiro... Encontramos um lugar ideal para acampar... Reserva Natural de Atitlán, não era muito barato, mas com certeza em relação a hotéis, sim... a estrutura compensava o preço, banheiros limpíssimos e um maravilhoso visual... Preparamos o nosso próprio jantar, que por sinal estava ótimo.

Em toda América Central vimos uma aventura chamada Canopi, na verdade, é uma tirolesa, nesta Reserva em que ficamos havia uma fantástica, porém não tínhamos tempo para tal aventura... Quando voltarmos quem sabe nos aventuramos....

Acordamos cedo, tomamos o nosso café, visitamos a praia particular da Reserva, que coisa linda! Partimos às 11h para enfrentarmos mais uma fronteira, agora saindo da América Central e entrando na América do Norte.... Rumo ao México.

Praia do Lago Atitlán

No caminho, paramos no mirante do lago e havia muitos descendentes dos Mayas, nos encheram de perguntas, estavam maravilhados com o Thor... além do espanhol eles também falam cakchiquel e nos perguntaram se falávamos alguma língua indígena também. Quem dera falássemos... Aproveitando, achamos o povo típico da Guatemala muito bonito, principalmente as mulheres, cabelos negros, pele morena de bebê, um sorriso branco, uma vestimenta muito bonita e ainda sim, muito trabalhadoras; carregam seus filhos nas costas amarrados por um tecido, levam uma trouxa na cabeça, variados tamanhos, e uma outra na mão...
Muito tempo no carro vai nos deixando meio lelés da cuca - o Cláudio havia tirado o seu óculos para eu limpar, estava fazendo-o, quando, de repente, de um jeito apavorado me pergunta: "mô onde estão meus óculos?" Perguntei se servia aquele que estava em minhas mãos a seu pedido... Risada geral por um bom tempo....
Primeira e única parada pela polícia da Guatemala, pediram os documentos, achamos que foi mais por curiosidade, já que o carro estava nos acompanhando na estrada, foram bastante simpáticos. Que bom!

Que beleza!

Na estrada, paramos no Pollo Campero para almoçar, mais um daqueles fast food...

De volta à estrada, vi uma cena linda... uma pena que não deu para fotografar... era uma serra cheia de curvas e sem acostamento... em uma pedra havia um cachorro deitado e um pouco mais abaixo uma bonito menino penteando os belos cabelos longos, lisos e negros de uma menininha, eles deviam ter no máximo uns 8 anos de idade. Mas, só vendo...

Chegamos à fronteira por volta das 17h, a saída da Guatemala por El Carmem, simplesmente horrível... vieram vários "ditos despachantes" em cima de nós para ajudar nos trâmites. O Cláudio deu muita confiança, alguma coisa não me cheirava bem... Ele deixou o rapaz nos ajudar, e eu com cara de braba, sem poder falar e ele me perguntando o que estava havendo... depois de efetivamente fazermos a saída do país, o rapaz disse que tínhamos que tirar cópia de alguns documentos e entregar a ele com 35 dólares referente a taxa da Aduana e fumigação, e que podia fazer aquilo sozinho, já que se fossemos todos, teríamos que enfrentar uma fila e que iram revisar o carro por inteiro... também disse que o selo a ser colado no vidro só íamos obter na Aduana há 20 km dali, o Cláudio começou a achar estranho, me pediu para conferir os dados e valores, tudo conferia, mas mesmo assim, não acreditei, havia algo estranho no ar, pedi ao Cláudio que fosse junto, várias vezes, mas infelizmente, não fui ouvida... O Cláudio entregou as cópias e o dinheiro na mão do rapaz que já estavam em 4 pessoas e, um deles, seguiu para pagar a fumigação e a tal da taxa... e o artista ficou conosco para mostrar que estavam fazendo a coisa correta... o outro voltou correndo com o recibo da fumigação (5 dólares), mas o da taxa não... o Cláudio questionou, ele disse que não precisávamos de nada... que era só irmos rápido para fazer a fumigação...correndo na nossa frente foram os dois, mostrando o lugar... na ponte, também pagamos a mais do que deveríamos, era somente uma taxa municipal, mas nos cobrou duas... nos dando dois recibos... Que ingenuidade a nossa!

Cachoeira vista da estrada a caminho e Atitlán

Quando cruzamos a fronteira e chegamos no lado Mexicano, os artistas ainda juntos, pediram que estacionássemos diante do prédio da imigração, imediatamente conversamos com o funcionário da imigração mexicana e o mesmo, nos informou o processo da importação temporária do carro, ou seja, somente nós podemos fazê-la e o pagamento só pode ser efetuado com cartão de crédito. Ao olharmos para trás, ainda na pura ingenuidade, os artistas não estavam mais... ali tivemos a certeza de que tínhamos sido logrados... O policial do México disse que temos que fazer nossos trâmites sempre sozinhos... resolvemos escutá-lo... jamais dê dinheiro na mão de estranhos, jamais...
Era outro país de fato, uma tranqüilidade, não havia pedintes e nem despachantes, simplesmente a imigração e funcionários muito corretos, o processo e a vistoria do carro não demorou 15 minutos...

O Cláudio voltou ao outro lado para ver o que podia fazer, denunciar ou encontrá-los, foi em vão, pois não sabíamos nomes e os mesmo haviam desaparecido, questionou a funcionária da Aduana se os conhecia, a mesma disse que não, pois há muitas pessoas fazendo este tipo de trabalho...

Até agora eu não entendi o porquê o Cláudio resolveu pegar o despachante, já que, normalmente, resolvemos tudo sozinhos... talvez, por termos nos deparado com um lugar tão caótico e confuso dando-nos a impressão de ser complicado, mas de fato, não foi... Para nós o que importa não foi a quantia roubada e sim o ato desonesto... mas vale como mais um aprendizado...

Todos os nossos atos estão escritos no nosso livro da vida, e não cabe a nós julgarmos tal atitude, o que podemos fazer é, simplesmente, escrever a nossa história...

Fomos rumo a cidade mais próxima para descansar... Tapachula, primeira cidade do México... ficamos por ali... hotel Los Portales.

Nossas impressões gerais da América Central foram extremamente positivas, com destaque, para a natureza e o clima da Costa Rica e para o povo Guatemalteco, chegamos ao México com dinheiro de tudo quanto é país, não sabíamos onde guardá-los, uma baita confusão... na volta, gastaremos o que sobrou e conheceremos muito mais desta pequena e bela porção do nosso continente.

  
  

Publicado por em