O resgate do Thor em Cartagena

Embarcamos na hora certa, chegamos às 9:40h e, a nossa bagagem chegou intacta, mas a partir daí começa a novela para a liberação do carro.

  
  
Chegamos à Cartagena

...Chegamos ao aeroporto às 5:30h para comprar as passagens para vôo das 7:45h. Acreditem se quiser, mas o rapaz da empresa aérea conseguiu fazer a maior confusão, marcando o nosso vôo para as 11:30h. Ah, não! Não madrugamos para embarcar na hora do almoço!!!!! Volta o Cláudio lá, neste meio tempo a nossa bagagem já havia sido despachada, para fazer a troca. Ufa, conseguiu!!!!! E, segundo eles a bagagem vai para o vôo certo.

Embarcamos na hora certa, chegamos às 9:40h e, a nossa bagagem chegou intacta, mas a partir daí começa a novela para a liberação do carro.

1 - Fomos direto à Aduana para saber dos procedimentos da retirada do carro. Nem fomos procurar hotel e, com nossas malas, pegamos um táxi e nos dirigimos direto ao porto "Muelle El Bosque", no guichê da empresa "Seaboard", pegar o original do BL (Bill of Landing), de posse do BL, para nossa surpresa, nos informaram que o Thor já havia chegado;

No porto aguardando liberação

2 - Pegamos outro táxi e fomos à Aduana (DIAN - Divisão de Impostos e Aduanas Nacionais) fazer o documento de importação temporária, como estava impossível andar com aquelas malas, fiquei sentadinha na recepção e o Cláudio foi resolver a situação.

3 - Mandaram ele à outra sede, DIAN Cargas, mais ou menos 500 m dali, para fazer o documento, foi caminhando embaixo de um sol e calor escaldante, chegando lá foi saudado pelos brasileiros que já havíamos encontrado no Panamá e que estavam fazendo o mesmo desembaraço;

4 - Com o documento voltou ao local onde eu estava depois de umas três horas, neste tempo, já havia feito até as minhas unhas, todos que passavam ficavam me olhando... pensam que me preocupei? Não estava nem aí... quando as oportunidades surgem, temos que aproveitá-las!

5 - Dali, juntos, pegamos mais um táxi para retornar ao porto "El Bosque", novamente com as malas sentei-me para esperar e, o Cláudio, foi à Central de Documentos e, ali, descobriu que estavam descarregando o navio, portanto não podiam retirar o Thor ainda. Pediram para retornar às 15h.

6 - Neste meio tempo, chegaram os brasileiros, eles são a alegria em pessoa... descobrimos que os hotéis estão lotados e são caríssimos, acima de 300 Reais, resolvemos ficar no mesmo que eles, que não era nada bom (segundo eles mesmos), antes um assim que nenhum. Lá fomos nós para o Hotel que eles nem sabiam o nome e mal a direção, disseram que se chamava Hotel São Marcos, nós cinco, dentro de um táxi velho que nem fechava a porta direito, são uns "figuraças", ríamos muito, morrendo de calor, fui eu na frente e eles quase que um no colo do outro, atrás. Depois de algumas erradas, o taxista encontrou o hotel que, na verdade, se chamava Montecarlo. Até que por fora não espantava muito, mas a região não era muito agradável, camelôs por toda parte. Ficamos numa "cobertura", quarto andar, havia elevador, mas não funcionava, havia um buraco no banheiro, mas não era janela, havia torneira de água quente, mas só havia água fria, tudo bem estava calor mesmo, havia um pouco de sujeira, mas era só um pouco, uma cama razoável e um ventilador, já bastava para não passarmos tanto calor e, também, havia um restaurante, mas este, fechado pela vigilância sanitária... Enquanto o Cláudio e os meninos voltaram ao porto, eu fui rodar o centro da cidade a procura de um hotel melhor, eles tinham razão... no belíssimo centro histórico era impraticável, o jeito foi nos contentar com o pouco que tínhamos e, na verdade, não era tão pouco assim!

Cidade de Cartagena

7 - O Cláudio e os meninos retornaram ao porto "El Bosque", na Central de Documentos, descobriram que o container ainda não estava liberado e que deveriam aguardar, no minuto seguinte, o funcionário pediu que fossem ao setor operacional para pedir-lhes que liberassem o container;

8 - Foram ao local indicado, já o funcionário foi até o navio para a tal liberação e, após 20 minutos, disse que estava tudo ok. Agora teriam que voltar novamente à Central de Documentos;

9 - De volta à Central de Documentos, a funcionária preparou a documentação e os encaminhou para a outra fila, esta para calcular o valor das taxas portuárias, em seguida, para fila do banco para o devido pagamento, que foi mais ou menos U$180,00;

10 - Após isto, foram procurar o fiscal da DIAN, mas o mesmo não estava no Porto, apesar de ser o seu plantão e o nosso documento ter o seu nome para fazer a vistoria. Um policial disse que iria fazer, ele mesmo, a vistoria no carro e faria uma anotação no verso do documento, feito isto teriam que voltar à DIAN para o dito fiscal assinar. Há fiscais e fiscais.

11 - Todos juntos, foram em busca do container e não encontraram, deveriam averiguar, no Setor Operacional, onde os mesmos estavam;

12 - De volta ao Setor, o responsável disse que deveriam ir primeiro ao galpão e procurar um outro funcionário para tirar os carros dos "containers";

Que visual!

13 - Ali estavam os "containers", os mesmos já se encontravam abertos, sem que pudessem conferir se os lacres haviam sidos violados, isto fazem com todos, é de praxe, não esperam os proprietários para a abertura. O Cláudio entrou no Thor, o retirou do container e com a ajuda de alguns funcionários do Porto, colocou a caixa e a barraca em cima do carro e os parafusou, um dos funcionários não parava de dizer aos outros que eles eram do Brasil;

14 - Levaram os carros para o estacionamento onde seria feita a vistoria, mas tiveram que deixar as chaves com o tal funcionário;

15 - Foram chamar o policial que iria fazer a vistoria, voltaram ao local em cinco minutos, mas tiveram que ir atrás das chaves, então fez-se a vistoria. Deixou indicado atrás do documento que a vistoria havia sido realizada e que o fiscal responsável poderia assinar, mas tinha que retornar à Aduana para que o mesmo o fizesse, mas já era quase 18h e não tinham a certeza de que o mesmo estaria lá, outra opção era retornar no dia seguinte (sábado), para a tal assinatura.

16 - Como os outros brasileiros ainda não havia terminado, o Cláudio esperou por eles, porque tinham que liberar uma carretinha que só dava trabalho e que, mais tarde, nem puderam entrar com ela no Brasil e tiveram que vender a preço de banana na fronteira com a Venezuela. Sem o visto do fiscal, não seria possível terminar o procedimento no mesmo dia e o restante ficaria para o sábado, mas o Cláudio não deixou a chave do carro como fizeram os outros;

II Festival Internacional de Música Clássica

... Aguardem cenas do próximo capítulo...

Cláudio chegou por volta das 18h, fomos jantar e conhecer Cartagena, caminhar por suas belas ruas. Na cidade estava acontecendo o II Festival Internacional de Música Clássica, assistimos a um concerto na praça, o que não foi muito bom, pois havia muito barulho, mas valeu a pena!

  
  

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