Partindo dos EUA!

...Acordamos cedo, um clima bem gostoso, ainda um friozinho e seguimos para o México. Ainda nos EUA, visitamos o nosso último parque nacional...

  
  

...O Cláudio e o Rob foram à oficina resolver o problema do carro, ele decidiu fazer o serviço, não tínhamos escolha. Confesso que bateu um desânimo e vontade de vender o carro e voltar para casa voando. Mas analisando tudo o que passamos e vivemos e mais países para conhecer, resolvemos seguir adiante e não desistir do nosso sonho.

Apreciando as grandes ondas

O Cláudio e o Rob aproveitaram para ver as ondas gigantes da Califórnia, um fenômeno que costuma acontecer uma ou duas vezes por ano, já que era o caminho da oficina. Mais tarde também fui vê-las. Ficamos impressionados o quanto as pessoas por aqui gostam de surf, é raro encontrar um jovem na Califórnia que não seja surfista. A quantidade de surfistas na água e a quantidade de pessoas olhando, em pleno horário de trabalho, era alarmante, se fosse no Brasil, o que iriam dizer? Também estavam presentes canais de televisão, helicópteros, salva vidas e etc... Esta é a cara da bela e desejada Califórnia!!!!!

Fomos os quatro almoçar juntos num bonito hotel onde a Simone já trabalhou. Foi muito legal!!!! Eles têm sido maravilhosos!!!!!

Surpresa dos amigos...FESTA!

Conhecemos a Carolyn, uma americana, no México quando estávamos a caminho dos EUA. Ela estava trazendo uma Defender de Belize, e quando viu o nosso carro parou para nos conhecer. Existe uma cumplicidade muito grande entre as pessoas que possuem este carro, é muito interessante, vivemos isto toda vez que encontramos alguém com uma Defender... Trocamos e-mails e fomos conversando durante a nossa viagem, ela nos intimou a visitá-los em San Diego, onde moram. Chegou a hora!!! O Pal e a Carolyn, criaturas amáveis demais. Ainda não conhecíamos o Pal (entusiasta por Land Rover, especialmente Defender), ele é um Thailandês amabilíssimo. Nos prepararam uma festa com um jantar "Thai" maravilhoso! Ficamos muito felizes e surpresos! Havia alguns amigos deles, argentino, italiano, americanos, brasileiros (nós), uma mistura incrível. Para sobremesa fizeram um bolo dizendo "Bem vindos" em português. Foi uma noite divertidíssima, a Simone e o Rob foram conosco, rimos muito e nos conhecemos melhor... A princípio, iríamos dormir ali, mas não queríamos incomodar e já estávamos instalados na Simone, então resolvemos não fazê-lo. Mas, com toda certeza, teria sido ótimo! No final a Carolyn, escritora, nos deu o seu livro autografado de presente!!!! Amamos tudo! Este mundo é mesmo uma grande caixinha de surpresas, ora boas, ora ruins....aprendemos com as ruins e desfrutamos demasiadamente as boas!!!!!!

...Dia "D". Percebemos que o carro ainda estava com um barulhinho estranho (um grilinho). Ontem no jantar cogitaram a possibilidade de ser uma folga na quinta marcha, e nos sugeriram ver. Já estamos muito atrasados no nosso roteiro, e mais um dia aqui irá nos complicar bastante. Então o Cláudio ligou para o mecânico, o Dean, para ver se ele havia revisado esta parte, ele nos tranqüilizou dizendo que sim e que não devemos nos preocupar com este barulho, pois não é nada que possa atrapalhar a nossa viagem.

Saguaro National Park

Aliviados decidimos seguir viagem. A Simone e o Rob já haviam ido trabalhar, não conseguimos nos despedir. O Cláudio estava angustiado e se não pegássemos estrada logo, acho que ele teria um "piripaque". Mas, como já havíamos nos despedido várias vezes, pois achávamos que iríamos embora ontem, ficamos mais sossegados. Então, rumo ao México.

Obrigado amigos por tudo!!!! Vocês foram essenciais na nossa viagem!!!!

Saindo às 14h da Califórnia, viajamos 800 km até Marana, no Arizona e dormimos no mesmo e primeiro camping que ficamos nos EUA...

...Acordamos cedo, um clima bem gostoso, ainda um friozinho e seguimos para o México. Ainda nos EUA, visitamos o nosso último parque nacional, o Saguaro National Park, o lar dos saguaros, aqueles cactos gigantescos em forma de tridente. O deserto de Sonora que inspirou o cinema, abriga estes belíssimos cactos, são plantas que podem viver até 150 anos, e atingem 15 metros de altura e pesam até 10 toneladas - o suficiente para abastecer de água e frutas várias espécies do deserto norte-americano. Nem sempre eles lembram um tridente, podem adquirir formas diversas, algumas até estranhas. Fizemos uma rápida visita de carro pela sua estrada cênica e uma pequena caminhada (1 km) para sentir os cactos mais de perto. Mas, para aqueles que querem sentir melhor a força do deserto, há 240 km de trilhas para caminhadas de diversos níveis.

Optamos por andar o mais tempo possível nas estradas dos EUA, pois são maravilhosas e não temos que pagar pedágio. E, então, cruzarmos a fronteira o mais próximo do nosso objetivo. Percorremos mais 800 km cruzando o Arizona, o New Mexico e dormindo em Las Cruces, bem próximo a divisa com o Texas.

Aproveitamos o nosso último dia nos EUA para lavarmos roupa, o que é bem barato. Dormimos num KOA, o primeiro que não gostamos do tratamento, foi bem ruim, queriam nos cobrar a mais por ocupar um lugar que não era de barraca, o que jamais aconteceu em qualquer outro KOA que ficamos.

Pela primeira vez, fomos parados pela polícia (Border Control), é uma polícia de fronteira, achamos muito natural, pois estamos bem próximos ao México. Enquanto um olhava nosso passaporte, o outro, com um cão farejador, dava voltas no carro.

Bela vista no Saguaro National Park

...Fomos ao "Post Office" enviar postais para a nossa família e seguimos viagem cruzando todo o Texas até a divisa com o México, em Del Rio. Como já era tarde da noite, decidimos não cruzar hoje e, então, dormimos do lado americano no Hotel Days Inn.

Levantamos cedo para cruzar a fronteira, já estamos nos preparando para o choque cultural e econômico, sair dum país de 1º mundo para o 3º e, ainda, termos que pagar um caro pedágio para cruzar o país e, em estradas não muito boas.

Novamente fomos parados pela polícia de fronteira, a coisa aqui é rigorosa!!!! Estão mesmo vigiando os imigrantes ilegais.

Ao sairmos dos EUA tivemos que deixar o nosso "cartão de permissão", o qual recebemos quando entramos no país. Achamos bastante engraçado e interessante que todos os policiais americanos da fronteira falam mais o espanhol do que o inglês e, ainda, tem aparência de mexicanos.

De volta às fronteiras e às burocracias. Demoramos mais de uma hora na fronteira do México, não havia praticamente ninguém e um rapaz conseguiu fazer a maior confusão... mais isto falaremos mais no Diário do México, na próxima atualização.

  
  

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