No Rio Amazonas rumo ao Pará

Hoje tivemos mais dois integrantes na balsa, dois seguranças, pois dizem que esta área é muito perigosa (Estreito, já perto de Belém)

  
  
Nossos companheiros de viagem, os caminhoneiros

...Existe um preconceito muito grande, paradigmas e mitos contra os caminhoneiros, convivendo com eles pudemos desmistificar muitas coisas e confirmar outras. São pessoas batalhadoras, um trabalho árduo e perigoso. Vivem a solidão da noite, muitos deles tomam um "rebite" ou "siga bem" para se manter acordado por três dias seguidos, pois tem hora para carregar e descarregar. Eles têm um bom salário e tem até aqueles que viajam com sua esposa e cachorro. Reclamaram que pensam que eles só fazem festa, o que não é verdade! Este trajeto que estamos fazendo agora, muitos deles, fazem habitualmente!!!! Que loucura!!!!!

Hoje tivemos mais dois integrantes na balsa, dois seguranças, pois dizem que esta área é muito perigosa (Estreito, já perto de Belém). Ficamos apreensivos, pois ouvimos cada história, eles entram na balsa para assaltarem os caminhões, há troca de tiros e etc.... Realmente achamos esta área muito estranha, vários barquinhos vem abordando o rebocador vendendo açaí, refrigerante, palmito e trocam frutas por óleo, pois é a fonte de energia de muitos. A tripulação joga sacos de roupas usadas no rio, sacos com comida, eles vêm sempre buscar.

Malabarismo para garantir o almoço

Também aparecem umas mulheres de origem duvidosa, com roupas curtíssimas pedindo água, andando pelo barco meio a vontade. Achamos muito estranho, segundo um dos caminhoneiros também há casos de prostituição, ficamos horrorizados!!!!! São 9 horas neste trajeto considerado perigoso, onde os seguranças passam a noite em claro andando por toda parte com sua arma em mãos. Apesar deste alvoroço todo, dormimos bem.

...Finalmente, estamos todos ansiosos para chegar, segundo o Comandante lá pelas 15 horas estaremos chegando...
Após o almoço estávamos todos prontinhos, a tia, a Paulinha, nós e os caminhoneiros e toda a tripulação pronta para mais um desembarque, todos de banho tomado, perfumados quando de repente...

A fumaça da Balsa

... O que será que aconteceu, um barulhão! O rebocador encalhou num banco de areia e aí foram umas 2 horas para tirar, todos estavam aflitos, a tia teve que trocar de roupa e ir preparar o jantar, deu uma dó! Fez uma rápida sopa, todos comeram com muita vontade! E, finalmente, às 18:00h chegamos.

Saímos da balsa dentro do caminhão do Sr. Pedro, aguardamos uns 20 minutos para retirarem o nosso carro da cegonha e fomos atrás de hotel (Vila Rica, futuro Ibis). O primeiro que encontramos, ficamos, estávamos mortos de cansados e, eu, debilitada!

  
  

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VANESSA MANDUCA

VANESSA MANDUCA

31/05/2010 22:14:59
Que viagem de coragem! Deve realmente ter sido fantástica pelas belas e também tristes e verdadeiras histórias do Norte do País! Pena vocês não terem conhecido os belos lugares de Belém como Mangal das Garças com seu lindo parque e borboletário, o cais, a feira livre Ver-O-Peso, não tão bonita inicialmente mas, encantadora e com sua culinária ímpar, o Arraial do Pavulage, incrível festa nas ruas, com pessoas desfilando com chapéus com fitas coloridas, durante os finais de semana de junho! Apesar das dificuldades, Belém é um lugar bacana pra se conhecer!!! É um dos lugares que morei e que ainda vou levar meu marido pra conhecer! Mais uma vez, PARABÉNS!!! Beijos

Joyce e Cláudio Guimarães

Joyce e Cláudio Guimarães

Obrigada Vanessa! Abraços, Joyce e Cláudio.