COCHABAMBA

Olá, pessoal! Prontos para mais um relato da nossa (não é mais só minha, é de todos nós) aventura rumo ao Titicaca? AcimadasNuvens Foto: Marcos Viana Na terça-feira (12/11/02) por volta das 9:00 hs (hora local) consegui sair de Santa Cruz de La Si

  
  

Olá, pessoal!
Prontos para mais um relato da nossa (não é mais só minha, é de todos nós) aventura rumo ao Titicaca?

AcimadasNuvens

AcimadasNuvens
Foto: Marcos Viana

Na terça-feira (12/11/02) por volta das 9:00 hs (hora local) consegui sair de Santa Cruz de La Sierra com destino a Cochabamba. Os 472 km de distância foram vencidos somente depois de quase nove horas de viagem sem direito a descanso. A segunda parte da viagem foi bem mais emocionante e bem menos econômica, pois foi onde começa a subida da cordilheira, e seu trecho de subida mais íngreme foi feito em cima do cascalho. Foram quase 30 quilômetros de subida dura em primeira e segunda marcha. A temperatura baixou bastante para congelantes 5°C fora da cabine do carro. O GPS bateu os 3.700 m.

EstradaCordilheira

EstradaCordilheira
Foto: Marcos Viana

A chegada a Cochabamba foi muito bonita. Fui surpreendido por uma cidade iluminada, noturna, alegre, mas com trânsito pesado e caótico. Comi meu primeiro Big Mac boliviano com coca-cola e batatas fritas por uma bagatela de R$ 15,00! (Uma curiosidade: o Mc Donalds não faz sucesso na Bolívia. Estão no país somente há cinco anos e já estão fechando várias lojas).

LaPaz

LaPaz
Foto: Marcos Viana

Ainda não me adaptei ao fuso. Acordo sempre cedo, está sempre escuro e tudo está fechado!

Hoje, foi a vez de deixar a simpática Cochabamba e seguir viagem para La Paz. As duas cidades ficam distantes apenas 372 km, porém, como é o trecho de subida mais forte da cordilheira, a distância só pode ser vencida após cinco ou seis horas de viagem.

Se o trecho entre Corumbá e Sta. Cruz foi difícil, a viagem até La Paz foi extremamente tensa. Foi o teste mais difícil para a paratizinha, que agüentou firme e sem engasgar, trechos de subida de até 500m em menos de quatro quilômetros. Eram subidas tão fortes feitas em terceira marcha forçada que meu coração parecia querer sair pela boca! Decidi poupar ao máximo o motor e não forçar. Fui ultrapassado por vários ônibus... (não sei de onde eles tiravam tanta força). Subir a cordilheira em um carro brasileiro significa andar fraco.

Passado o susto da subida e já no altiplano boliviano, a paratizinha continuou exemplar e me conduziu direto para a caótica e gigantesca La Paz. O GPS bateu os 4.300 m de altitude!!! O Altímetro do meu relógio não agüentou e exibiu a mensagem “full”, pois só registra altitudes até 4.000 m. Parece que este altímetro não terá função alguma no lago Titicaca!!!

O altiplano boliviano parece ser totalmente isolado do restante do mundo. Faz muito frio e as residências são muito simples. Durante o dia os lugares são muitos secos. Plantam diversos tipos de batatas, e criam ovelhas, que fornece a lã para suas roupas. A Chollas (mulheres típicas da região) vendem a malha pronta em vários lugares de La Paz.

A chegada a La Paz é qualquer coisa de extraordinário, pois a cidade fica encravada em um buraco gigantesco e a avenida que dá acesso ao centro vai contornando toda a cidade até lá embaixo. Parece um funil.

O trânsito nem merece comentários. Na periferia da cidade não se tem o hábito de fazer o acabamento externo das paredes, os tijolos ficam a mostra, o que dá a La Paz um aspecto avermelhado, e um tanto quanto sinistro.

As Chollas são encontradas aos milhares. Vendem de tudo e estão por toda à parte. Não têm o menor pudor em dar uma “abaixadinha”, esticar a saia, dar uma urinada (seja em qualquer lugar) e limpar com a anágua.
De noite, as luzes fazem a cidade parecer uma gigantesca árvore de natal. A cidade apesar de caótica tem lá os seus encantos, porém, só recomendo uma passagem rápida. Bem rápida!
Vou ficando por aqui. Continuem acompanhando, a aventura está ficando melhor a cada dia!

Beijos para todos.

Marcos Viana

  
  

Publicado por em

JOÃO DE AMORIM

JOÃO DE AMORIM

17/06/2011 10:13:25
Lendo a reportagem, relembrei uma viagem que fiz em 2010, Santa Cruz, Cochabamba, La Paz, Titicaca. Tinha 12 dias, muito pouco tempo para conhecer mais a fundo. Quanto à La Paz, eu sugiro que fiquem alguns dias pois nos arredores tem muita coisa para conhecer, principalmente quem gosta de montanhas e ruínas, além de estar próxima à margem sul do Titicaca.