Morretes PR - Um oásis incrustado na Mata Atlântica

Chegar em Morretes pela Serra da Graciosa é um espetáculo à parte. Ela começa na BR-116, 37km ao norte de Curitiba, junto ao posto da Polícia Rodoviária.

  
  
Portal da Serra da Graciosa

Portal da Serra da Graciosa
Foto: Marcelo Maestrelli

Chegar em Morretes pela Serra da Graciosa é um espetáculo à parte. Ela começa na BR-116, 37km ao norte de Curitiba, junto ao posto da Polícia Rodoviária.
O portal é facilmente avistado e é parada obrigatória para fotos.
São pouco mais de 30km até Morretes. A dica é para que você inicie a descida da Serra da Graciosa pela manhã ou, no máximo, no início da tarde – assim poderá aproveitar bem o passeio.

A parte de serra mesmo tem cerca de 10km e você encontra seis pontos de paradas, os “Recantos”, com infra-estrutura de churrasqueiras, banheiros, mirantes e quiosques onde você é convidado a saborear produtos típicos da região – experimente as balinhas de banana, são deliciosas!

Recantos durante a descida da Serra da Graciosa

Recantos durante a descida da Serra da Graciosa
Foto: Marcelo Maestrelli

Recantos durante a descida da Serra da Graciosa

Recantos durante a descida da Serra da Graciosa
Foto: Lyanne Rehder

Durante a descida, vá bem devagar. Não só pela segurança - pois ela é uma serra bem estreita e sinuosa - mas principalmente, para sentir o ar, a umidade da Mata Atlântica, apreciar a paisagem, e perceber que você está percorrendo uma estrada secular, inaugurada por volta de 1873, que foi um dos primeiros caminhos que liga o litoral ao interior do Paraná. Se puder, pare em todos os recantos e descubra o que cada um tem de especial: uma paisagem maravilhosa, uma cascata, um córrego de águas transparentes, uma amostra de Mata Atlântica exuberante, um jardim de hortênsias, uma ponte de ferro, um rio que te convida a se refrescar... enfim... vá preparado, sabendo que seu passeio começa já na Serra da Graciosa.

Chegando em Morretes, fomos super bem recebidos pelo Juliano, proprietário do Santuário Nhundiaquara, e lá encontramos nossos amigos da Família Muller ; Luciana, Ronny e Matheus (10 anos) e Marcelo Machado (video maker que acompanha a Família Muller), com quem dividiríamos as emoções e experiências desta viagem. A recepção foi um jantar delicioso, iluminado por velas à beira da lareira e regado a um bom vinho, num ambiente exótico e fascinante – assim é o Santuário Nhundiaquara.

Depois dessa calorosa boas vindas, fomos para a Pousada Oásis, bem próxima do Santuário. Fomos carinhosamente recebidos pelos proprietários Dna. Noiran e Sr. Antônio, que logo nos acomodaram em um chalé rústico e bem agradável.
Mas nossa hospedagem seria na Pousada Oásis, que é bem próxima ao Santuário. Fomos carinhosamente recebidos pelos proprietários Dna. Noiran e Sr. Antônio, que logo nos acomodaram para que nos preparássemos para o dia seguinte.

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Parque Estadual do Pico do Marumbi

De manhã, bem cedinho, para a nossa alegria, avistamos pela janela, em frente a nossa mesa de café da manhã, o conjunto de montanhas do Marumbi. Lindo, imponente, com o pico iluminado pelos primeiros raios do sol... assim o café fica até mais gostoso.

Café da manhã na Pousada Oásis com vista para o Marumbi

Café da manhã na Pousada Oásis com vista para o Marumbi
Foto: Marcelo Maestrelli

Café da manhã na Pousada Oásis com vista para o Marumbi

Café da manhã na Pousada Oásis com vista para o Marumbi
Foto: Marcelo Maestrelli

O ponto de encontro para a saída do passeio do dia, era o Santuário Nhundiaquara, onde estavam hospedados nossos amigos da Família Muller. Chegamos lá e eles ainda estavam terminando o café da manhã, e lá eles também tinham um presente especial: as mesas onde os hóspedes tomam o café da manhã são rodeadas de passarinhos super atrevidos, que chegavam bem pertinho e pareciam não temer a nossa presença. Nossos dedos não conseguiam parar de fotografar e filmar.

Café da manhã no Santuário, com a companhia dos passarinhos

Café da manhã no Santuário, com a companhia dos passarinhos
Foto: Lyanne Rehder

Café da manhã no Santuário, com a companhia dos passarinhos

Café da manhã no Santuário, com a companhia dos passarinhos
Foto: Lyanne Rehder

Às 9h chegou o Celso, da operadora Calango Expedições, para nos levar ao Parque Estadual do Marumbi. Ficamos muito felizes ao ver que a Calango é associada à ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura) e participa do Programa Aventura Segura – com isso sabíamos que estávamos em “boas mãos”.

Para se chegar à Sede do Parque a partir do centro são 6km de asfalto até o bairro de Porto de Cima e, a partir deste ponto, são mais 7km de terra. Os últimos 3km são bem precários e íngreme – não indicado para veículos de passeio. Fomos com uma Pickup Rural até o início da subida mais forte e, a partir deste ponto, seguimos a pé. Percorremos o início do Caminho de Itupava, reparando em detalhes, caminhando devagar, curtindo as belas paisagens.

Na Estação Engenheiro Lange, paramos para descansar, tomar um lanche, ver o movimento dos trens, e esperar nossos amigos da Família Muller. Neste ponto, Celso nos contou mais sobre a estrada de ferro e o passeio de trem que desce a Serra da Graciosa de Curitiba à Morretes. Infelizmente não tivemos a oportunidade de fazer esse passeio, mas, pelo que soubemos, é absolutamente imperdível! Claro que voltaremos lá e faremos esse passeio.

Descanso e lanche na estação Engenheiro Lange

Descanso e lanche na estação Engenheiro Lange
Foto: Lyanne Rehder

Outra coisa que descobrimos ali foi que o Celso e os outros proprietários da Calango Expedições são nativos de Morretes – por isso, além da história tradicional de Morretes, ele acrescenta experiências de vida nas suas explicações sobre as trilhas e o Parque. Isso enriquece em muito o nosso passeio. Sabia que uma das formas de se fazer Turismo de forma Responsável, é contratando uma empresa de guias nativos da região" Isso assegura trabalho aos nativos e contribui com a sustentabilidade da região.

Subindo para a Sede do Parque

Subindo para a Sede do Parque
Foto: Marcelo Maestrelli

Trilhas do Conjunto Marumbi

Trilhas do Conjunto Marumbi
Foto: Marcelo Maestrelli

Nossos amigos chegaram, atravessamos os trilhos do trem, e seguimos pela trilha por mais meia hora até a Estação Marumbi, onde funciona a Sede do Parque.
Ali, além das casas de controle do trafego ferroviário, pudemos visitar o Museu do Marumbi, conhecer o trabalho do Grupo COSMO – o grupo de resgate em montanha, que dá apoio aos montanhistas e turistas que visitam o Parque – , e ver o mapa de todos os picos que fazem parte do Conjunto Marumbi., onde o Celso nos explicou sobre todas as trilhas e nos mostrou a que faríamos neste dia: Morro do Rochedinho – uma das mais leves, com duração prevista de 40 minutos até o cume.
Antes de iniciarmos a trilha, foi preciso fazer um cadastro na Sede do Parque – exigência da administração que, para nossa segurança, monitora todos os visitantes que fazem caminhadas por ali. No cadastro, os turistas informam seus dados e as trilhas que pretendem fazer. Se houver qualquer problema, eles chamam o COSMO para buscar os visitantes que não retornaram.

Estação Marumbi e sede do Parque

Estação Marumbi e sede do Parque
Foto: Marcelo Maestrelli

Estação Marumbi e sede do Parque

Estação Marumbi e sede do Parque
Foto: Marcelo Maestrelli

É importante frisar que apreciamos muito uma mensagem que vimos na entrada do Parque, onde uma placa nos convidava a abrir a tampa de uma caixa de madeira para conhecermos quem é o responsável pela limpeza do parque e, ao olharmos lá dentro, o que vemos é a nossa imagem refletida num espelho. Vamos cuidar do que é nosso. Se cada um fizer sua parte, as belezas que vemos por aí podem ser preservadas para gerações futuras.

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No Parque, cada trilha tem uma cor e é marcada com fitas coloridas amarradas nas árvores. Isso é por segurança em caso de emergência. Nossa recomendação é que você sempre vá acompanhado de um guia especializado – de preferência, nativo.
Nossa trilha foi tranqüila e, sempre que víamos algo diferente, o Celso parava e nos explicava sobre a vegetação. Paramos um pouco para um breve descanso à beira de um riacho e, depois de mais uma subidona, chegamos ao cume do Morro do Rochedinho!

Chegamos no cume do Morro do Rochedinho!

Chegamos no cume do Morro do Rochedinho!
Foto: Marcelo Maestrelli

De lá a vista era magnífica: podíamos ver a Estação Marumbi lá embaixo, onde iniciamos a caminhada; e o imponente do Pico do Marumbi, com alguns escaladores se aventurando em seus paredões. Do outro lado a vista avançava até o litoral do Paraná e, de repente, atrás de nós o trem apitava forte descendo a Serra da Graciosa serpenteando por trilhos que sumiam nos túneis e logo reapareciam do outro lado para conduzir os vagões sobre as enormes pontes metálicas.

Ali tínhamos paz, liberdade, realizações, felicidade, euforia, cansaço, e... fome! Sentamos no chão, abrimos as mochilas, e cada um tirou o que tinha para dividir com os outros. Foi uma delícia!
Às 15h30 nosso Guia Celso nos chamou para já iniciarmos a descida, pois nessa época o fim da tarde chega rápido e esfria bastante. Lá fomos nós, montanha abaixo.
Depois de um banho na Pousada Oásis, onde estávamos hospedados, fomos dar um passeio pelo centro da cidade.

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Primeira Farmácia de Morretes

Caminhando pelas ruas de paralelepípedos, não resistimos em conversar com uma senhora idosa que estava debruçada no parapeito da janela de sua casa. Dna Aline França Sundin foi muito amável conosco e, sem querer, descobrimos que ali tinha uma história extremamente interessante.

Logo chegou a Dna Helena, filha da Dna Aline, que nos convidou para entrar e nos mostrou a casa – uma das primeiras da vila, construída pelo seu pai, Sr. Roberto França, que foi médico, farmacêutico, e até delegado na cidade.
Ela possui um mini-museu com peças raríssimas do seu pai, e uma história envolvente e emocionante. Esperamos que a Dna Helena logo consiga apoio para montar um museu público e poder compartilhar esse patrimônio valiosíssimo com todos!

Sr. Roberto França e sua identidade

Sr. Roberto França e sua identidade
Foto: Marcelo Maestrelli

Remédios antigos

Remédios antigos
Foto: Marcelo Maestrelli

equipamento para fazer comprimidos

equipamento para fazer comprimidos
Foto: Marcelo Maestrelli

Calendários e selo dos remédios, onde marca o número do telefone da

Calendários e selo dos remédios, onde marca o número do telefone da "Farmácia Paranaense"
Foto: Marcelo Maestrelli

Calendários e selo dos remédios, onde marca o número do telefone da

Calendários e selo dos remédios, onde marca o número do telefone da "Farmácia Paranaense"
Foto: Marcelo Maestrelli


Cachoeira São Luis

Acordamos cedinho para aproveitarmos bem o dia, e já no café da manhã, a vista do conjunto do Marumbi, sem nuvens e com um céu azul lindo por trás nos, assegurava de que teríamos mais um dia ensolarado.

Fomos nos encontrar com a Família Muller no Santuário Nhundiaquara e, novamente, lá estavam os passarinhos coloridos perambulando pelas mesas do café da manhã.

Nesta manhã o passeio seria dentro da propriedade do Santuário: a Cachoeira São Luis. Mas, mesmo que você não se hospede no Santuário, pode visitá-la – bastando estar acompanhado de um guia local (informe-se na Calango).

A caminhada começa circundando um lago e, mais à frente, entramos numa trilha em meio à Mata Atlântica preservada. O percurso é tranqüilo, a trilha bem marcada atravessa alguns riachinhos que criam cenários irresistíveis para curtir e fotografar.

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Depois de aproximadamente 1h de caminhada chegamos à Cachoeira São Luis – linda!
Se você quer uma trilha tranqüila, fácil, curta, sem muitas subidas ou descidas, e que te leve a uma cachoeira linda incrustada na Mata Atlântica, não deixe de vir à Cachoeira São Luis.

Na volta, descansamos um pouco lá no Santuário, para nos prepararmos para o almoço. De repente, um beija flor bateu numa janela e caiu no chão. Peguei o bichinho atordoado e o sustentei para que se recuperasse. Felizmente não aconteceu nada de grave, e é claro que deu tempo de apreciarmos e fotografarmos o bichinho... Ficamos felizes em ver que ele se recuperou logo e, em poucos minutos, levantou vôo.

Saímos para almoçar no Restaurante Sato’s, localizado na entrada da cidade (para quem chega pela BR-277). O restaurante é simples, o atendimento é familiar, o preço é bem honesto, e a comida é deliciosa. Lá saboreamos uma comida bem caseira e bem saborosa.

Cicloturismo

À tarde fomos convidados pela Calango Expedições para um passeio de bike pelos arredores da cidade. O ponto de partida foi na sede da Calango, que é dentro da Estação Ferroviária, onde ficam as bicicletas e os equipamentos.
O Celso nos equipou com capacetes, ajustou as bicicletas para cada um de nós, nos deu algumas informações sobre o passeio e sobre o que encontraríamos no caminho.

Passeio de bike pelos arredores de Morretes

Passeio de bike pelos arredores de Morretes
Foto: Marcelo Maestrelli

Passeio de bike pelos arredores de Morretes

Passeio de bike pelos arredores de Morretes
Foto: Marcelo Maestrelli

Pedalamos por ruas estreitas, de terra, que se embrenhavam pela zona rural em meio às plantações e casas de colonos. A maior parte do percurso era plana e tranqüila. Quando apareceu uma subidona, descemos e subimos empurrando as bikes. Lá no alto atravessamos os trilhos do trem e, depois... descida! Que delícia!
Chegamos em Morretes já no início da noite. Estávamos bem cansados. Tomamos um banho rápido e fomos jantar no Restaurante Villa Morretes, onde fomos muito bem recebidos pelo proprietário Maurício.

Salto da Fortuna
De manhã, após nosso café, apreciando o Pico do Marumbi na Pousada Oásis, fomos nos encontrar com a Família Muller e o guia da Calango Expedições na sede da Calango; porém, infelizmente esperamos o guia por cerca de uma hora e ele não apareceu.
E agora" Bem... nesta manhã a programação seria fazermos o Salto da Fortuna, e teríamos que estar de volta para o almoço no Villa Morretes; então não podíamos esperar mais. Solicitamos informações aos moradores locais e, com essas dicas, resolvemos seguir em frente.

Seguimos pela Estrada do Anhaia até o ponto onde se deixa o carro, e ali conversamos com um morador muito simpático, que nos contou sobre os trabalhos de preservação da região, sobre a trilha e também sobre a fiscalização da entrada de visitantes.
Com as dicas dele, iniciamos a caminhada. Subimos um morro e depois entramos na trilha em meio à Mata Atlântica. Nooossa! Poucas vezes estive em uma trilha tão preservada, onde a mata fosse tão viva, úmida e fresca.
Seguimos pela trilha em passos lentos, reparando em detalhes, ouvindo os sons, fotografando, filmando...

Mata exuberante, com detalhes que merecem ser percebidos

Mata exuberante, com detalhes que merecem ser percebidos
Foto: Lyanne Rehder

Mata exuberante, com detalhes que merecem ser percebidos

Mata exuberante, com detalhes que merecem ser percebidos
Foto: Lyanne Rehder

De repente a trilha acaba num rio, que não era pequeno... com pedras e corredeiras... Neste ponto paramos, comemos umas barrinhas de cereal, descansamos um pouco, exploramos o rio, e a Luciana e o Maheus da Família Muller resolveram aguardar por ali enquanto o Marcelo Machado, Ronny, Lyanne e eu seguimos pela trilha que continuava do outro lado do rio.

Neste último trecho a Mata que já era demasiadamente exuberante foi ficando cada vez mais selvagem, mais viva, mais cheirosa, mais úmida, mais fresca, mais encantada... Depois de uma subida difícil, nos deparamos com mais um trecho onde era necessário molhar novamente os pés. Neste ponto o Ronny e a Lyanne resolveram iniciar o retorno. Na verdade não sabíamos a que distância estava a cachoeira e a Luciana e o Matheus estavam sozinhos lá no outro rio. Então, o Marcelo Machado e eu, que éramos mais rápidos, resolvemos ir até um pouco mais à frente para ver o que encontrávamos.

Caminhando ao lado de árvores imponentes

Caminhando ao lado de árvores imponentes
Foto: Lyanne Rehder

Caminhando ao lado de árvores imponentes

Caminhando ao lado de árvores imponentes
Foto: Marcelo Maestrelli

Uau! Que presente!!! Caminhamos 100m sobre as pedras do leito do rio e, de repente, nos vimos dentro de um cenário mágico. Sobre o rio, raios de sol passavam pelas copas das árvores e iluminavam as gotículas de água que vinham com o vento,... mais a frente, ainda ao longe, incrustada no meio da mata fechada, a Cachoeira Salto da Fortuna. 40 metros de queda livre. Linda!

Cenário mágico

Cenário mágico
Foto: Marcelo Maestrelli

Continuamos por mais 100m por uma trilha paralela ao rio que nos levou até a base da cachoeira. Sentimos o frescor da água através das gotículas que voavam como uma nuvem molhada. Sentimos vida, natureza, felicidade... Que bom estar ali!
Mas sabíamos que precisávamos voltar para encontrarmos com nossos amigos que já haviam iniciado o retorno. Como temos um passo mais rápido que eles, os encontramos no meio do caminho.
De volta à cidade, fomos almoçar.

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Barreado

O Barreado surgiu há mais de 200 anos, quem nos apresentou esse famoso prato foi o Maurício, proprietário dos restaurantes Villa Morretes e Casarão. Segundo ele, o Barreado era o único alimento para o povo agüentar o trabalho em mutirão – principalmente nas lavouras. Mais tarde, ele alimentava os foliões na época do “entrudo” (hoje Carnaval). O Barreado era feito com carne dura que cozinhava em panela de barro vedada, ou melhor, “Barreada”, com uma massa feita de cinza de fogueira, barro e farinha de mandioca com água quente. Daí o nome “Barreado”. Cozinhando 24 horas até ficar pronto, era um verdadeiro ritual.

Barreado

Barreado
Foto: Restaurante Casarão

Atualmente o Barreado é servido com banana e frutos do mar nos restaurantes de Morretes.

No Villa Morretes o Barreado é preparado em um fogão a lenha no meio do restaurante e, se o cliente quiser acompanhar e saber como se prepara, basta ficar ali e conversar com o garçom.
Ah – não podemos deixar de dizer também que, além do Barreado, Morretes também é famosa pela “Cachaça Morretana”, produzida até hoje em engenhos seculares, e que nos foi apresentada no Villa Morretes, pelo proprietário Maurício.

Bem, não preciso nem dizer que é absolutamente obrigatório experimentar o Barreado quando você for à Morretes.


Centro Histórico

Na parte da tarde o Celso da Calango nos levou para conhecermos o Centro Histórico. Começamos o passeio na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto, construída em 1812, e dali seguimos pelas ruas de paralelepípedos em meio ao belíssimo casario que enfeita a cidade – onde até o Imperador D.Pedro II já pernoitou.

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Casario colonial

Casario colonial
Foto: Marcelo Maestrelli

Casario colonial

Casario colonial
Foto: Marcelo Maestrelli

Mais à frente chegamos ao coreto onde ocorrem apresentações do Fandango – dança tradicional do povo morretense, ritimada pelos sons das batidas dos tamancos no chão de madeira.
Infelizmente não tivemos a oportunidade de ver o grupo se apresentando - vai ficar para a próxima vez.
Próximo ao coreto, estão as palmeiras imperiais - de altura impressionante!

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Rio Nhundiaquara - Cartão postal de Morretes

Rio Nhundiaquara - Cartão postal de Morretes
Foto: Marcelo Maestrelli

O Centro Histórico é todo às margens do Rio Nhundiaquara, que completa a paisagem do cartão postal da cidade. Aos finais de semana, além das lojas de artesanato, encontramos também uma feirinha com diversos produtos – porém, nem todos são da região. Lembre-se que, se você está em Morretes, a lembrança mais autêntica é uma que tenha sido produzida em Morretes, e pela comunidade local. Por isso, antes de comprar qualquer coisa, converse com a pessoa que está vendendo e procure informar-se sobre a origem do produto.
Recomendamos as deliciosas balinhas de banana, rapaduras, melados, ou artesanatos feitos com fibras de bananeira.
Na última noite fomos experimentar a pizza caprichada do Restaurante e Pizzaria Terra Nossa, e depois fomos convidados pelo Hotel e Restaurante Nhundiaquara para ficarmos hospedados ali, no meio do Centro Histórico, à beira do Rio Nhundiaquara, em um dos primeiros casarões da vila, onde hoje funciona o hotel, e lá fomos nós!

Restaurante e Pizzaria Terra Nossa

Restaurante e Pizzaria Terra Nossa
Foto: Marcelo Maestrelli

Hotel e Restaurante Nhundiaquara

Hotel e Restaurante Nhundiaquara
Foto: Marcelo Maestrelli

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Morretes tem muitos outros atrativos, como o passeio de trem pela Serra da Graciosa, Bóia Cross no Rio Nhundiaquara, o Salto dos Macacos, os outros picos do Conjunto Marumbi, o Caminho de Itupava, a Cachoeira dos Marumbinistas, e outros que não tivemos a oportunidade de visitar; por isso, atrações turísticas em Morretes não faltam! Não deixe de visitar este oásis no litoral paranaense.

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Clique no botão [PLAY] no centro da imagem abaixo e assista ao vídeo desta reportagem:

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Serviços
Calango Expedições - Operadora de Ecoturismo: (41) 3462.2600
- Proprietários atuantes em ações que buscam o desenvolvimento organizado do turismo no município, a preservação do meio ambiente e a valorização da cultura e da comunidade local;
- Todos os proprietários são nativos de Morretes;
- Trabalham com guias pertencentes à “Associação de Condutores Águias Marumbi”, que também são nativos de Morretes;
- Os proprietários são fundadores da “Associação de Condutores Águias Marumbi”;
- Os proprietários são membros da diretoria do Instituto de Ecoturismo do Paraná (IEPR);
- A empresa é associada à “Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura” (ABETA) e participa do “Programa Aventura Segura”.

Pousada Oásis: (41) 3462.1888
- Proprietária nativa da região, e descendente de imigrantes colonizadores de Morretes;
- Preserva e valoriza a mata atlântica dentro da propriedade da pousada;
- Serve pratos típicos como o tradicional Barreado;
- Os funcionários são nativos da região;

Santuário Nhundiaquara: (41) 3462.1938
- Decoração com artesanato produzido pela comunidade local;
- Serve pratos típicos como o tradicional Barreado;
- Participa do Programa “Bem Receber”;
- Os funcionários são nativos da região;
- Participa do programa Ecocidadania, que tem por objetivo introduzir noções de meio ambiente e cidadania aos alunos da 4a série escolar através de atividades lúdicas, técnicas e reflorestamento de mata ciliar do rio nhundiaquara, envolvendo seus pais e proprietários de áreas ribeirinha, com o plantio de mudas nativas e ao final as crinças ganham sua carteira de identidade. Este programa ocorre todo ano com uma escola sorteada pela secretaria municipal de educação;
- Em parceria com Abrasel e Amcham, através do comite de meio ambiente, Senac e Sebrae, oferece o espaço para cursos, oficinas e reuniões, fomentando o crescimento da comunidade local;
- Implementou filtros anaeróbios e lagos de decantação com plantas aquaticas no sistema de esgotos, onde a saída da água já não apresenta impurezas conforme análise técnica do Instituto Ambiental do Paraná.

Pousada Hakuna Matata: (41) 3462.2388
- Decoração com artesanato produzido pela comunidade local;
- Serve pratos típicos como o tradicional Barreado;
- Participa do Programa “Bem Receber”;
- Preserva e valoriza a mata atlântica dentro da propriedade da pousada;

Hotel Nhundiaquara: (41) 3462.1228
- Proprietária nativa de Morretes;
- Estabelecido em um casarão colonial tombado pelo patrimônio histórico;
- Serve pratos típicos como o tradicional Barreado;
- Os funcionários são nativos da região;

Restaurante Casarão: (41) 3462.1314
- Os proprietários são nativos da região;
- Os funcionários são nativos da região;
- Decorado com objetos que remetem às origens de Morretes;
- Estabelecido em um casarão colonial tombado pelo patrimônio histórico;
- Serve pratos típicos da região como o Barreado, e fornece a receita aos clientes;
- Na entrada, oferece a típica Cachaça Morretana, produzida em engenhos seculares.

Restaurante Villa Morretes: (41) 3462.2140
- Os proprietários são nativos da região;
- Os funcionários são nativos da região;
- Decorado com objetos que remetem às origens de Morretes;
- Mesas construídas a partir de dornas dos antigos alambiques de cachaça da família;
- Estabelecido em uma casa centenária;
- Serve pratos típicos da região como o Barreado, e o prepara na hora, na frente do cliente;
- Na entrada, oferece a típica Cachaça Morretana, produzida em engenhos seculares.

Restaurante e Pizzaria Terra Nossa: (41) 3462.2174
- Os proprietários são nativos da região;
- Os funcionários são nativos da região.

Restaurante Sato’s: (41) 3462.1703
- Atendimento familiar e de qualidade.

  
  

Publicado por em

Maurício

Maurício

09/12/2008 20:35:45
Nossa! Que matéria linda! Obrigado!

Lyanne Rehder e Marcelo Maestrelli

Lyanne Rehder e Marcelo Maestrelli

Que bom que você gostou! Veja mais em www.morretes.vou.la!
Celia

Celia

03/11/2008 11:38:21
eu estarei levando um grupo de50 pessoas para almoçar o barreado dia 15/11 e preciso de imformaçoes onde posso encontrar um bom preço me envie algumas sujestões obrigada Célia

Lyanne Rehder e Marcelo Maestrelli

Lyanne Rehder e Marcelo Maestrelli

Oi Célia, Aqui mesmo nessa matéria vc tem duas das melhores sugestões para comer um Barreado delicioso! Villa Morretes e Casarão. Vc viu no filme que está ai em cima na matéria? O Maurício, proprietário dos dois restaurantes é que prepara nosso Barreado, contando a história da tradição. É tudo de bom! Recomendamos ele de olhos fechados :) abs