Sidrolândia



Inácio e Antônio Gonçalves Barbosa foram atraídos pela fertilidade do solo de Sidrolândia e na metade do século XIX, desbravaram a região abrindo as primeiras fazendas de criação de gado. As famílias de Vicente de Brito e de José Pereira Martins também se instalaram no município em 1870, mantendo a tradição da criação de bovinos nos campos da Vacaria.

Mas foi com a chegada do catarinense Sidrônio de Andrade que a comunidade começou a ser formada, consolidada com a demarcação da Fazenda São Bento, em 1926, em lotes com o nome de Sidrolândia. Esses lotes foram comercializados em meados de 1942, quando a vila começou a ganhar densidade populacional. O progresso chegou dois anos depois com a estrada de ferro e a comunicação telegráfica que uniu o povoamento em formação ao restante do País.

A vila de Sidrolândia foi elevada à categoria de Distrito de Paz em 1º de dezembro de 1948, conquistando sua emancipação político-administrativa em 11 de dezembro de 1953. Em 31 de janeiro de 1955 instalou-se a primeira Câmara de Vereadores eleita pela cidade, tomando posse o primeiro prefeito eleito de Sidrolândia, Gumercindo Pereira de Souza.

De lá pra cá, o município alcançou crescente desenvolvimento econômico, impulsionado pela geográfica plana, favorável à mecanização das atividades agrícolas e pelas pastagens de excepcional qualidade. A implantação do Estado de Mato Grosso do Sul, em janeiro de 1979, com a capital em Campo Grande, transformou a proximidade dos dois municípios em fator estratégico de prosperidade para Sidrolândia.

Sidrolândia divide-se em duas épocas: antes dos migrantes do sul do país, os gaúchos e, depois, com estes. Do seu aldeamento até os anos sessenta, a população deste canto do estado era constituída praticamente de poucas famílias. Os nativos por assim dizer eram os Andrade, Faustino, Pereira, Nogueira, Barbosa, Souza, Brito, Rodrigues, Lopes, Nantes e Silvério, além de outras.

No final dos anos sessenta com a aquisição de algumas fazendas por parte de pessoas vindas do sul do país, o quadro social começou a mudar. Os hábitos dos nativos, da criação do gado indiano, foram em pouco tempo surpreendidos pela aração dos campos e de lavouras mecanizadas. Até então a lavoura era de subsistência e se limitava aos brejos, os quais eram drenados pelas “valetas” para esta finalidade, tudo feito de forma braçal. As pessoas se encontravam para o tradicional mate. Os bailes eram animados por violões de sanfonas ou acordeom, cantores e contrabaixo, tudo acústico. Havia também harpas, e os gêneros executados eram de influência mineira e também com a fronteira do Paraguai e da Argentina.

Com a entrada em cena do povo oriundo do sul do país, principalmente do Rio Grande do Sul, o gado indiano começa a dar lugar ao mestiço deste com o europeu, gerando maiores lucros devido a sua precocidade; veio também uma lavoura tecnificada, de sequeiro, surgindo os armazéns de grãos. A cuia de mate tomou grandes dimensões; os bailes passaram a serem animados por conjuntos musicais vindos do sul do país; a música tornou-se diferente, sendo tocado o ritmo popular no sul: o vanerão.

Não se pode negar, de forma alguma, a existência de gaúchos entre os nativos, uma vez que o prefeito do município fora Epaminondas Rodrigues Brum, nascido naquele Estado, conhecido por “seu moço”. É bom lembrar que os gaúchos eram chamados de “guascas” – cordas de couro cru – pelos nativos.

Hoje a cidade de Sidrolândia tem outra aparência, com a vinda dos gaúchos ou “gringos”: mudou-se o estilo da arquitetura, das rodinhas de bate-papo, do tamanho da cuia e da bomba do mate, das músicas e dos artistas, da atividade econômica, dos jardins das residências e da comida.

Regiões Turísticas

Localização

Sidrolândia está localizada a 60km da capital do estado.

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