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O sinos de Lisboa prediziam uma cultura brilhante que iria florescer nos sertões das Gerais.Lisboa está em festa, os sinos tocam, Te-Deums são celebrados, congratulações chegam dos vários reinos europeus, incluindo os cumprimentos do Santo Padre. Qual a razão para tanto júbilo? São as pequenas pedras de carbono puro que foram encontradas na distante colônia. Diamantes! Extremamente valorizados na Europa, eram de suma importância para aumentar a riqueza do Reinado de D.João V.
Tendo como referência o Pico do Itambé, diversas bandeiras cortam a região do Jequitinhonha em busca dos metais preciosos. Entre as serras de Santo Antônio e São Francisco havia um local formado pelo pequeno afluente do Rio Grande, o Vale do Tijuco, que revelou-se como um excelente local para mineração do ouro.
A segunda metade do século XIX trouxe novos desafios e novos rumos para Diamantina. A agricultura se torna importante e o comércio, que já se mostrava desenvolvido no século XVIII devido ao isolamento do Arraial, teve um expressivo crescimento comparado até mesmo ao do Rio de Janeiro. Diamantina passa a ser pólo comercial e centro de referência para todo o Jequitinhonha. Já havia, então, obtido o título de cidade em 1838.
Dessa trajetória, nasceu um extraordinário patrimônio cultural que, merecidamente, hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade. Autêntica e excepcional, tanto nos atrativos histórico-culturais e naturais, quanto pelo seu povo.
Texto: Governo de Minas Gerais
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Localização Região central de Minas Gerais. Esta a 285 Km de Belo Horizonte, 727 km do Rio de Janeiro e 878 Km de São Paulo.
Acesso Por Terra: O acesso pode ser feito de carro ou ônibus pela BR 040 e BR 367.
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