Bananeiras



Prepare-se para viver aventuras fantásticas nos exuberantes cenários naturais da região de Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 130Km da capital João Pessoa e a 70Km de campina Grande - PB. Com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10 °C no inverno.

Em 1974, quando chegou a Bananeiras, para instalar o quartel-general de uma campanha de combate à esquistossomose, o então ministro da Saúde, Paulo de Almeida Machado, fez um comentário elogiável: “No coração do Nordeste encontrei uma cidade de clima e relevo europeu”. As peculiaridades climáticas desta cidade impressionaram o cidadão paulista.

Localizada ao Norte do Estado da Paraíba, Bananeiras integra a micro-região do Brejo, com superfície de 284 Km quadrados. Está a 552m acima do nível do mar. Cortada por estratégicas rodovias estaduais, que se interligam a rodovias federais, liga-se a João Pessoa, Natal, Recife e Campina Grande, em poucas horas de viagem. O município possui clima temperado, com temperaturas que oscilam entre 12 e 31 graus. Córregos perenes integram a rede hidrográfica do município, tributária dos rios Mamanguape e Curimataú.

CURIOSIDADES E ATRAÇÕES

Bananeiras foi o maior produtor de café da Paraíba e o segundo do Nordeste. Em 1852, o café de Bananeiras rivalizava em qualidade e aceitação com o de São Paulo. Aqui, produzia-se um milhão de sacas ao ano.O transporte era precário, para fazer o produto chegar aos principais centros consumidores. O trem só chegaria 72 anos depois.

As edificações do Período colonial (séc.18), neoclássico, ecléticos, art-decô e protomodernistas, que ainda existem na cidade, são o resultado da opulência vivida pela aristocracia rural. O dinheiro do café permitia a construção de palacetes, com ladrilhos importados. O fausto do café acabou em 1923, com a praga Cerococus paraibensis que contaminou as plantações. A cana-de-açúcar, o fumo, o arroz e, posteriormente, o sisal, passaram a figurar como produtos estratégicos da economia regional.

O patrimônio arquitetônico (casario) do Município é muito rico (mais de 80 casas catalogadas pelo IPHAEP), sendo que a grande maioria desse patrimônio encontra-se em bom estado de conservação e em 2005 foi assinada uma carta de intenções entre a Prefeitura Municipal e o Iphaep, no intuito de desenvolver a recuperação, preservação e tombamento da cidade com patrimônio histórico Estadual.

Correios e Telégrafos – É um a construção de 1835. Tem 170 anos de existência. Foi um dos primeiros estabelecimentos do Nordeste a empregar o serviço do “escravo carteiro”. Assim era chamado o negro cativo encarregado de conduzir os malotes postais para diversos lugares.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento – Sua construção durou em torno de 20 anos. Foi concluída em 1 de janeiro de 1861. O padre José Antônio Maria Ibiapina incentivou a sua construção, com apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.

Colégio das Dorotéias (Carmelo) – Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960, quando ainda funcionava como internato. Hoje é da diocese e alugada para um Cursinho Pré Vestibular.

O Trem –Chegou a Bananeiras em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da serra da viração. Foi no Governo de Solon de Lucena, um ilustre filho da terra, na época governador da Paraíba. Este homem dizia que “o trem chegaria a Bananeiras nem que fosse por baixo da terra”. Profecia? Quase. A tecnologia anglo-brasileira teve de perfurar um túnel de 202m, na pedra maciça, para que o trem atingisse Bananeiras, após passar pela vila de Camucá (a atual Borborema).

Anglo-francês -A antiga estação de trens foi transformada no Hotel Pousada da Estação. Não houve modificação arquitetônica externa. O prédio foi construído pela Great Western of Brazil. O telhado da plataforma guarda o estilo arquitetônico anglo-francês, por se apoiar sobre vigas de ferro comumente chamadas “mãos francesas”. Mesmo sendo inglesa, a Great Western of Brazil empregava operários franceses. O conjunto Arquitetônico da Antiga Estação é tombado pelo IPHAEP – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba.

O Túnel do Trem – Construído em 1922 permitiu que a estrada de ferro chegasse a Bananeiras. Antes, o trem só ia até a Vila de Camucá (Borborema), a 12 Km de distância. Durante o São João, o Túnel é transformado em Salão de Forró e é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.

O Cruzeiro de Roma – Surgiu em 1899, construído em homenagem a Sagrada Família, por um proprietário rural, que, após ter alcançado uma graça, como pagamento de uma promessa, e, depois do consentimento do Papa em Roma, na passagem do Século XIX para o Século XX. A capelinha e a construção anexas têm 106 anos de existência e situam-se a 507m de altura, no topo de um chapadão intermediário da Cordilheira da Borborema. Ocupa o epicentro das caminhadas dos peregrinos em demanda do roteiro “Nos Passos de Pe. Ibiapina”. Também é parada obrigatória dos peregrinos que se dirigem a pé para o Memorial de Frei Damião, em Guarabira, ou que seguem em direção ao monumento de Padre Cícero, em Juazeiro (CE), dizem que o próprio Padim Cícero autorizava aos romeiros que tinham dificuldades de pagarem suas promessas em Juazeiro que as fizessem no Cruzeiro de Roma. Existe um pequeno Albergue para Peregrinos anexo a Igreja, e a família que toma conta do lugar serve refeições (café da manhã e jantar) aos peregrinos. Em 2000, ano do Jubileu da Fé Cristã, foi construída uma porta Santa, também com autorização e registro do Vaticano.

No topo do cruzeiro é possível avistar 05 municípios da Paraíba, além da Estatua de Frei Damião em Guarabira.

Cachoeira do Roncador - É um lençol d’água que desaba de uma altura de 45m, graças a uma depressão formada no curso médio (com mais de 10 pequenas quedas d’água nas pedras) do rio Bananeiras que nasce na mata da UFPB de Bananeiras. A flora nativa em redor da cachoeira mostra uma natureza exuberante, onde permanecem angelins, sucupiras, pau d’arcos, sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática de camping selvagem. Tem um restaurante de comida regional bem próximo ao local, exatamente onde fica o estacionamento que dá acesso a Cachoeira. Fica situada exatamente no limite dos Municípios de Bananeiras e Borborema, no Sítio Angelim.

Energia elétrica – Foi instalada em 1919, graças a mini-hidrelétrica construída por José Amâncio Ramalho, no distrito de Boa Vista (Borborema). Amâncio aproveitou o potencial do Salto da Boa Vista, um desnível natural do rio Canafístula, para gerar a energia elétrica que abastecia Serraria, Borborema, Bananeiras, Vila do Moreno (atual cidade de Solânea) e Pilões. O nome da empresa era Codebro.

O primeiro rádio – Pertenceu ao vigário José Pereira Diniz, pároco de Bananeiras a partir de 1930. Era um Phillips holandês. A população lotava a casa paroquial para ver o aparelho e ouvir as novidades irradiadas.

Estrangeiros cidadãos – O português Tomás de Aquino Freire Andrade foi o primeiro cidadão estrangeiro residente em Bananeiras a adotar a cidadania brasileira, em 1837. Três anos depois o italiano Michel Martorano, que explorava a profissão de mascate, imitou o exemplo de Aquino.

Não à palmatória - O professor Francisco Xavier Junior, autor da gramática “Língua Materna”, era um bananeirense evoluído para a época em que viveu. Foi ele quem aboliu a palmatória das escolas. Esse instrumento de tortura era permitido por lei, a fim de punir alunos que não eram aplicados nos estudos. Xavier ocupou o cargo de Diretor da Instrução Pública na Paraíba, o equivalente ao atual Secretário Estadual da Educação.

O significado das toponímias – Conhecer Bananeiras significa viajar através do tempo. A menção de toponímias de origem indígena desperta a atenção do visitante, que sempre procura indagar o que significam.

Bananeiras era território dos índios Janduhys, uma feroz tribo da nação Cariri, parente de sangue e língua dos Sucurús. Horácio de Almeida, Von Martius e Irineu Jofilly, explicam porque, em domínio Cariri, prevalecem às toponímias de origem tupi. A lógica: os portugueses e espanhóis que ousaram penetrar os sertões da Cupaóba depois de 1570, escolhiam, como guias, índios potiguaras e tabajaras. Estes, quando seus senhores permitiam, batizavam os locais com nomes tupis, a sua língua-mãe, condizentes com a paisagem, a vegetação e os fenômenos naturais. Os exemplos:

Goiamunduba –É o nome de um antigo engenho do município e de um rio tributário do Mamanguape, que corta a zona rural de Bananeiras. Significa “abundância de goiabas”. É um etmo tupi. Deriva de “acoyá” ou “acoyaba”. Armando Cardoso acredita que seja termo Aruaca, de onde procede “guiava”, daí goiaba, quando traduzido para o português. A maioria dos historiadores trabalha com a versão tupi. Hoje é uma ARIE (área de relevante interesse ecológico), lá o visitante pode fazer uma bela trilha na mata onde além da rica fauna e flora temos nascentes de água mineral.
Cupaóba – Bananeiras é cortada pela serra que leva este nome. Era a antiga toponímia do atual município de Serra da Raiz. Coriolano de Medeiros traduz Cupaóba como termo tupi, que significa “aquele que se alonga”. Outros traduzem o nome como “serra que não tem fim”. Horácio de Almeida diz que é altercação de Copaóba, árvore ainda existente na região, de onde se extrai um óleo balsâmico, ao qual se atribui propriedades terapêuticas milagrosas.
Borborema – Denomina a serra que nasce no Rio Grande do Norte e acaba em Pernambuco, após atravessar a Paraíba, no sentido Norte-Sul. Deriva do tupi “por-por-eyma, igual a“terra sem gente”, “desocupada”.
Ibiapina - Von Martius afirma que deriva do tupi “mbaepino”, o equivalente a “terras altas”.
Manitu – É nome de uma antiga parada de trens perto de Bananeiras. É tupi, traduzido como “olho d’água”.
Paquequer – Assim é chamado um sítio na zona rural do município. Equivale a “dormida das pacas”.

ECONOMIA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – A economia do município de Bananeiras é firmada na agricultura e na pequena pecuária. Nos dias atuais, Bananeiras vêm revelando sua vocação para o turismo. Nos limites da área urbana situa-se o Centro de Formação de Tecnólogos, órgão da Universidade Federal da Paraíba. Neste complexo universitário se destacam os cursos de Engenharia de Alimentos e de Ciências Agrárias. Professores do CFT extraem o óleo da citronela e da erva doce, utilizado por empresas do Sudeste do País na fabricação de cosméticos e repelentes.Um professor do CFT destacou-se ao ganhar prêmio internacional, nos EUA, por estudar o comportamento das abelhas. Outro técnico do órgão universitário acaba de criar um método de cultivo em mandalas, adequado para as agriculturas familiares, que está sendo implantado em assentamentos do município.

Artesanato – O município é rico nesta área. Artesãos locais são peritos na manipulação da madeira e bambu, a exemplo de Pedro e Santo Herculano. Antonio Fernandes é o mágico construtor de rabecas, guitarras e violões. Professoras de artesanato do CEFT, Diva e Rejane, trabalham magistralmente com a palha da bananeira, na produção de bolsas, escarcelas, pastas, caixas, cadernetas para anotações e bandejas, que já são vendidas no Sudeste do Brasil e no exterior. Os doces caseiros (de frutas variadas) são famosos na região, assim como o crochê, fuxico e bordados.

Preservações ambientais – Na zona rural, a dez minutos de carro da cidade, existem três florestas que formam a ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico de Goiamunduba. São os 100 hectares de matas nativas do Cumbre, da Bica e Boqueirão, onde existem árvores que já foram extintas em outros redutos da Mata Atlântica. Aqui, são comuns os “olhos d’água” perenes, de boa potabilidade e até mineral. No centro da Mata da Bica é formada a “Lagoa do Encanto”. Conta-se que no início do Século XIX, a lagoa teria engolido um carreiro, os bois e o carro. Moradores antigos falam das ruínas de um cemitério de escravos, nas proximidades. Uma lenda conta a história de um pássaro noturno, chamado de “Sou eu”, além da crença da existência de figuras da mitologia brasileira a exemplo de “Cumadre Fulôzinha”. É muito interessante ouvir as estórias contadas pelos moradores locais, depois de uma bela trilha na mata.

Regiões Turísticas

Localização

Bananeiras está localizada a 130km da capital do estado.

Hotéis e Pousadas em Bananeiras

Serra Golfe Apart Hotel Bananeiras
Rua Coronel Antônio Pessoa, 414
Serra Golfe Apart Hotel Bananeiras
A partir de: R$ 172
Estrelas: 3 estrelas
Ver fotosSerra Golfe Apart Hotel Bananeiras - Rua Coronel Antônio Pessoa, 414
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Eco Spazzio Tropical
Av. Aluisio Barbosa, 1
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Pousada da Estacao
Rua Alcides Bezerra, 160
Pousada da Estacao
Estrelas: 1 estrelas
Pousada da Estacao - Rua Alcides Bezerra, 160
Pousada Solar do Barão
Sitio Buraco S/N
Pousada Solar do Barão
Pousada Solar do Barão - Sitio Buraco S/N






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