Ilha de Paquetá



O nome Paquetá significa muitas pacas na lingua indígena “nheengatu” . Esta era a língua falada pelos índios Tupis na Baía de Guanabara por ocasião da chegada dos portugueses ao Rio de Janeiro. Há referências da existência de pacas em grande quantidade na ilha de acordo com o relato dos navegadores da época, confirmando o acerto do nome.

Sua vegetação original era parte da Mata Atlântica, bastante reduzida nos dias de hoje. Há outras espécies que foram trazidas pelos portugueses como : palmeiras reais, bambus, mangueiras, tamarineiras, jaqueiras, coqueiros e algodoeiros. São encontrados também muitos flamboyants e buganvílias. É importante registrar a presença de um baobá, árvore africana que leva o nome de Maria Gorda.

Paquetá possui pequenas e graciosas praias, como a Praia Grossa, Gaivotas, Imbuca, Moema e Iracema, Manoel Luis, José Bonifácio, Moreninha, São Roque, Pintor Castagneto (Coqueiros) Lameirão, Catimbau, do Buraco e do Castelo.

Paquetá possui dois eventos tradicionais: a Festa de São Roque - Homenagem ao padroeiro da Ilha que acontece ao longo da semana ou no final de semana que ficar mais próximo ao 16 de agosto. Nesse dia se realiza a missa em celebração a São Roque. E a Festa de São Pedro: Festa em homenagem ao padroeiro dos pescadores. Os pescadores mantém a tradição de uma procissão marítima no dia 29 de Junho.

Os atrativos na região são inúmeros, tanto naturais como culturais, monumentos e casarões estão presentes em Paquetá. As dicas são Cemitério de Paquetá - Contém capela em pedra, construída pelo pintor Pedro Bruno. Havia duas obras do pintor nessa capela: “São Francisco falando aos pássaros” e “Cristo ao luar”. Há também o mausoléu em memória dos oficiais e marinheiros que combateram na Revolta da Armada, em 1912. Cemitério dos Pássaros - Anexo ao Cemitério de Paquetá. Pedro Bruno e Augusto Silva idealizaram este pequeno cemitério expressando na sua concepção o apreço e o respeito dos paquetaenses pelo seu meio ambiente e pelos pássaros de sua ilha. Parque Darke de Mattos - Praia José Bonifácio. Este local pertencia a sesmaria de Fernão Valdez sendo parte da fazenda original que ali existiu. Este local se transformou no parque Darke de Mattos como área paisagística e de natureza preservada. Colônia de Pescadores - Praia José Bonifácio. Não existem mais pescadores na ilha que vivem exclusivamente de pesca. Mas a colônia teve muitos pescadores durante muito tempo vivendo da atividade pesqueira. Casa de José Bonifácio - Praia de José Bonifácio, 119. José Bonifácio de Andrade e Silva, estadista do Império, conhecido como o Patriarca da Independência foi tutor de D.Pedro II. Residiu por períodos em sua chácara em Paquetá. Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte - Praia dos Tamoios, 45. Sua capela original é de 1763. Mais tarde, em 1810 se tornou matriz da Freguesia de Paquetá. Muitos casamentos ocorrem nessa bucólica igrejinha, inclusive com a noiva chegando de charrete. Ponte da Saudade - Praia José Bonifácio. Há um lenda relacionada a esta ponte. João Saudade, escravo africano da nação benguela, ia a ponte todas as tardes chorar de saudades de sua mulher e filhos deixados em sua terra. Conta a lenda que um dia ele sumiu em meio a um clarão e que voltou para sua querida família. Pedra dos Namorados -
A pedra fica ao lado da Ponte da Saudade. Há uma tradição que começou ainda no século XIX e que diz que se uma pessoa jogar algum objeto no alto da pedra e este não cair, terá um amor feliz para sempre. Solar D’El Rey - Rua Príncipe Regente, 55. Consta que D.João VI se hospedou nesta casa, vindo daí sua denominação. Canhão da Praia dos Tamoios - Praia dos Tamoios, entre os nºs 341/349. O canhão tem um placa que diz “Daqui este canhão saudava a chegada de D.João VI”. O canhão foi encontrado próximo à Praça Bom Jesus. No entanto não está escrito na placa que local era esse de onde se saudava o Imperador. Vale, no entanto, como memória das visitas de D.João VI à ilha. Pedra da Moreninha - Final da Praia da Moreninha. Esta pedra é um elemento importante na história de Joaquim Manuel de Macedo “A moreninha”, romance do século XIX, que tornou a Ilha de Paquetá conhecida em todo país. É o local onde a Moreninha esperava pela volta de seu namorado. Capela de São Roque - Praça de São Roque. Construída em 1698 sofreu alterações em períodos subsequentes. Está situada no Campo, o que deixava os moradores da Ponte em situação de desconforto em relação a localização da igreja. Coreto Renato Antunes - Praça de São Roque. É de construção recente, do início da década de 80. Foi idealizado para a realização de eventos musicais durante as Festas de São Roque. Sede da Fazenda São Roque - Rua Padre Juvenal, 74. A sede da Fazenda São Roque é atualmente a sede das escolas municipais Pedro Bruno e Joaquim Manuel de Macedo e da escola estadual Augusto Ruschi. Poço de São Roque - Entre a Capela de São Roque e a sede das escolas públicas. O poço foi aberto para servir a Fazenda de São Roque. Suas águas tinham a fama de ser milagrosas. Chácara dos Coqueiros - Praia dos Coqueiros, perto da Ponte do Lameirão. Pertencia à fazenda de São Roque. Praça Pintor Pedro Bruno - Na saída da estação das barcas. Foi projetada por Pedro Bruno e contém além da idealização do seu paisagismo, algumas de suas obras, como o bebedouro de pedra e os bancos e colunas para buganvílias. Preventório Rainha Dona Amélia - Praia do Catimbau. O prédio foi uma chácara no início do século. Casa de Artes Paquetá - O centro cultural da Ilha de Paquetá tem diversas funções: promoção de eventos culturais e artísticos, local para exposições, centro de memória da Ilha de Paquetá para consultas e pesquisas e centro de recepção turística para grupos de visitantes.

Localização

Paquetá é um bairro da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizada a cerca de 17 km da Praça Quinze.

Acesso

Por água: O acesso à ilha é feito por linha regular de barcas e por catamarãs e aerobarcos, a partir da Praça XV de Novembro, no centro do Rio de Janeiro.

Na ilha não é permitido o tráfego de veículos motorizados particulares: apenas bicicletas e charretes se locomovem nas ruas revestidas de saibro e coloridas pelos flamboyants. Destaca-se o serviço de táxi, o chamado "eco-taxi", uma bicicleta com uma espécie de cabine atrás. Somente é permitido o tráfego de carros de serviço como os da polícia, bombeiros e ambulância.







Hotéis e Pousadas em Ilha de Paquetá







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