Tupanciretã



Lenda:

Segundo Manoelito de Ornellas "não há terra que não tenha, a parte de sua história ,a ressaltar dentre o canhenho cronológico dos fatos, uma lenda, um motivo misterioso, que a crendice popular às vezes cria e a tradição consagra. Tupanciretã, que tem um passado com raízes profundas na vida missioneira, não podia escapar à fatalidade dessa contingência. O seu nome, tupan-ci-retan, encerra uma lenda. Todas as reduções jesuíticas foram batizadas com nomes de santos da igreja católica romana. Aqui, porém, os jesuítas invocaram o nome da mãe de deus e o fizeram na língua bárbara, com a denominação pitoresca de tupan-ci-retan. A fazenda jesuítica apenas assinalada pela capelinha tosca, já existia no alto de um coxilhão deserto. E as árvores do mato crioulo, à tarde, projetavam-lhe sombra larga das suas ramarias. Ao lado, sob o amparo de uma cruz modesta, mal resistia à fúria das tempestades, um rancho pobre, coberto de palha, que tinha a finalidade amiga de acolher os poucos viandantes que por ali passavam. O local nada mais era do que um posto de São João. Dentro da capelinha, tão pobre como esquecida, apenas uma imagem tosca enfeitava a tábua erguida como altar. Era uma imagem da madona dos céus, da senhora dos crentes. Um dia, em que pelos caminhos mal delineados da serra, passavam um missionário e alguns poucos índios, uma tempestade os colheu nas proximidades do planalto da coxilha grande. A noite chegava, e com ela o pânico e o terror. Quando a desorientação desesperava o padre e os poucos índios companheiros, um relâmpago lhes mostrou na fímbria do horizonte, em plena noite, um vulto mal definido. A silhueta que os relâmpagos mostravam, perto, era a imagem da madona exposta ao furor da tempestade, que arrebatara da capela pequenina a cobertura frágil. O sacerdote, cheio de alegria cristã, exclamou: “tupan-ci”. E os índios, aterrorizados, repetiram: “tupan-ci-retan”, que na língua indígena quer dizer: tupan= deus, cy= mãe, e retan = terra, ou seja “terra da mãe de deus.”

O munícipio:

O município de Tupanciretã foi emancipado em 21 de dezembro de 1928, pelo Decreto Estadaual nº 4.201, pelo presidente do Estado do Rio Grande do Sul, o senhor Getúlio Vargas. Desmembrou-se dos municípios de cruz alta e Júlio de Castilhos, pertence à microrregião centro ocidental rio-grandense. É originário das reduções jesuíticas.

Tupanciretã era povoado pelos índios charruas e minuanos e, posteriormente, por elementos de origem polonesa. Com a fundação das missões, foi estabelecido que os índios ficassem numa fazenda, na coxilha grande, imediações das nascentes dos rios caneleira e Ijuí, que ficou pertencendo à redução de São João. Com a retirada dos jesuítas, os índios venderam a fazenda e se retiraram, deixando muita terra em mãos de grandes fazendeiros, que mais tarde emanciparam o município.

Após a emancipação, o município passou a ter perfil econômico muito satisfatório com grandes “estâncias”. Mas, com o passar do tempo, com a atividade pecuária sofrendo problemas devido a fatores econômicos, com a baixa do preço dos bovinos e também a substituição do produto ”carne” por outros derivados aves e outros, estas ”estâncias" foram vendidas para agricultores que impuseram ao município grandes áreas de terra, com as plantações de soja, e as demais fazendas para agricultores sem terra que cobiçavam terras improdutivas.

Hoje em dia, o município passou a ser um dos maiores produtores de soja do estado, com as grandes e médias granjas. De outro lado, temos um grande número de agricultores familiares responsáveis pela diversificação, plantando soja, milho, feijão, mandioca, arroz, dentre outros produtos agrícolas e que, também, vem, ao longo dos anos, intensificando a atividade leiteira, a psicultura, a suinocultura e outros produtos que servem tanto para a subsistência familiar bem como para a comercialização.

Já na área urbana, o que mais predomina no município é seu comércio as atividades principais são: o varejo com vendas de produtos alimentícios, vestuário, eletrodomésticos, combustíveis, materiais de construção, produtos agropecuários e de uso veterinário; farmácias/drogarias e outros de menor expressão, instituições financeiras, empresas de comercialização de grãos e empresas de serviços.

Localização

Tupanciretã está localizado a 389km da capital do estado.

Acesso

Por terra: o acesso pode ser feito através das rodovias BR/RS 392 - norte de Santa Maria, BR 158

Hotéis e Pousadas em Tupanciretã








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