Siderópolis



Siderópolis é uma das primeiras colônias italianas do Brasil. A chegada dos imigrantes italianos na região está relacionada ao movimento migratório de europeus para várias partes do mundo, principalmente para as Américas, fugindo das péssimas condições de vida a que estavam submetidos, em busca de novas possibilidades. No Brasil, após 1890, o governo federal desenvolveu uma política de incentivo a imigração do europeu, que passou a ter direito a redução do preço da passagem ou até gratuidade, o que favoreceu o fluxo migratório de alemães, poloneses, russos e principalmente italianos para o Brasil, especialmente no sul do país. Vale ressaltar que o Brasil passava por dificuldades na obtenção de mão-de-obra após a abolição da escravatura.

Em 1891 os primeiros imigrantes italianos que haviam embarcado em Gênova na Itália chegaram ao Rio de Janeiro, passaram por Desterro, Laguna e com um trem da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina chegaram a Pedras Grandes, de onde em carro de boi chegaram a Urussanga, e por fim até a tão esperada terra ainda sem nome, veja imagem ao lado.

O grupo de imigrantes era composto de mais ou menos 100 famílias, provenientes das províncias italianas de Veneza, Treviso, Ferrara e Bérgamo. No início a localidade era conhecida como Nova Belluno, nome que foi sugerido por Marta Savaris, uma das imigrantes, devido à semelhança do local com o relevo de Belluno, na Itália.

Nova Belluno foi recortada em glebas (pedaços de terra), que eram vendidas para os imigrantes, trazidos por uma companhia colonizadora a Cia. Colonizadora Metropolitana. Os colonos pagariam a longo prazo 600$000 réis (seiscentos mil reis), acrescido de 14$500 réis, o custo de dois machados, uma foice e uma enxada. Suas contas eram registradas em um livro de contabilidade, que lhes custava 1$000 réis.
Trajeto feito pelos imigrantes até Siderópolis, conta-se que foram 36 dias de viagem.

No começo do século XX foram descobertas grandes reservas de carvão mineral no solo da região. As primeiras mineradoras começaram a se instalar, dentre elas a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que explorou a região entre 1940 e 1980. Em homenagem à CSN o distrito passou a chamar-se Siderópolis, a partir da década de 1940, sendo um distrito de Urussanga. A partir de então teve início um movimento pela emancipação de Siderópolis, que culminou no dia 19 de dezembro de 1958, quando o então governador do Estado de Santa Catarina, Heriberto Hülse, assinou a lei n.º 380, desmembrando Siderópolis do município de Urussanga, ficando assim a cidade politicamente emancipada e jurisdicionada à comarca de Urussanga.

A presença italiana foi tão forte que atualmente grande parte da população é bilíngue, mantedora dos dialetos italianos.

Além do turismo ecológico no costão da Serra do Rio do Rastro, onde fica localizado o Balneário Ghellere, um complexo turístico com parque-aquático, pousada e restaurante típico italiano, as duas principais atrações turísticas são a Festa do Colono e os passeios de Maria-fumaça.
[editar] Festa do Colono

A tradicional Festa do Colono, que acontece anualmente na primeira quinzena de agosto, atrai vários moradores de outras cidades da região. No ano de 2006, aproximadamente 60 mil pessoas compareceram à festa.
[editar] Maria-fumaça

Os passeios de Maria-fumaça (tradicional locomotiva a vapor), na Ferrovia Teresa Cristina saindo de Tubarão e seguindo para Siderópolis, possibilitam uma visão diferente da vegetação e das antigas estações ferroviárias da região.

Localização

Siderópolis está localizado a 215km da capital do estado.

Hotéis e Pousadas em Siderópolis








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Avenida Municipal 128
Centro - (48) 3437-1122

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