Embu



Em 1624, Fernão Dias e sua mulher Catarina Camacho, grandes proprietários da região, doaram à igreja uma quadra de terras para construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário, iniciada em 1628, pelo Padre Belchior de Pontes que transferiu, para suas proximidades, a aldeia de M'Boy.

M'boy que tupi significa cobra, originou a corruptela Embú, assim denominado a aldeia que, segundo versão popular, surgiu quantidade de cobras existentes.

A construção do convento, anexo à capela foi iniciada em 1740 pelo Padre Domingos Machado. Na época, foram reunidos no aldeamento vários padres artistas que elaboraram os trabalhos de decoração da mesma. As verbas necessárias às douraduras dos entalhes das paredes de madeiras e grande número de imagens, foram possibilitadas pela venda do algodão que cultivavam em grande escala.

A dificuldade de comunicação não permitiu o rápido desenvolvimento do povoado. Somente no final do século XIX, a Cúria Diocesana de São Paulo contratou o engenheiro Henrique Bocolini para demarcação do patrimônio; o qual, reconhecendo os valores artísticos da capela e do convento, realizou as primeiras obras de apoio à conservação das construções.

Suas terras, no entanto, eram impróprias para a cafeicultura, principal atividade econômica da época. Assim, Embú entrou noutro período de retração que durou até meados do século XX, quando a capela e convento foram tombados pelo Estado que procedeu às devidas restaurações. A partir disso, a comunidade local, liderada por Annis Neme Bassith, começou a desenvolver as atividades artísticas, explorando o turismo como fonte de renda do Município, criado em 1959.

Feira de Arte e Artesanato

A partir do 1º Salao de Artes Plásticas de Embu em 1964, que reunia trabalhos de diversos artistas renomados, a arte produzida no município passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente.

Em 31 de janeiro de 1969 foi criada a Feira de Artes e Artesanato na frente da Igreja Matriz, hoje Museu de Arte Sacra. No decorrer de seus trinta e um anos de existencia a Feira foi ocupando todas as ruas do Centro Histórico - agora Passeio das Artes. Paralelo ao desenvolvimento da Feira, foram surgindo as diversas lojas de artesanato, galerias de arte, antiquários e lojas de móveis rústicos artesanais, tornando a cidade conhecida por Embu das Artes.

A tradicional Feira de Embu das Artes conta com uma grande variedade de produtos artesanais, obras de arte e manifestações culturais. A Feira do Verde, que antigamente ocupava a Praça da Lagoa e agora está localizada na Rua Siqueira Campos, incrementa a diversidade de produtos oferecidos junto com as barracas de alimentos e bebidas.

Parque do Lago Francisco Rizzo

Com mais de 217 mil metros quadrados, a antiga área de extração de areia deu lugar a um espaço verde e a um grande lago de 56.000 m², povoado por dezenas de espécies de peixes. Possui pistas de Cooper, brinquedoteca, biblioteca sobre meio ambiente e viveiro de mudas, que oferece variedade de plantas e árvores, algumas nativas da região, para retirada e plantio.

Museu do Índio

Planejado pelo artista plástico, pesquisador da cultura indígena e escritor, Walde-Mar de Andrade e Silva. Trata-se de um espaço de pesquisa e debate de temas relacionados às questões indígenas – grupos étnicos, costumes, hábitos alimentares, arte (plástica, musical, dança, oratória e ornamental), idiomas, crenças, rituais, vida comunitária e relação com a natureza e meio ambiente.

Fonte dos Jesuítas

A Fonte dos Jesuítas, descoberta em 1944, é uma das mais antigas do Brasil e está localizada nas proximidades do centro histórico, num espaço privilegiado da Mata Atlântica. O projeto Sábado na Fonte promove atividades de lazer, esporte, educação e cultura para a comunidade e os turistas que visitam a cidade, mediante agendamento. Os visitantes caminham por um trecho da Mata Atlântica, conhecem a cachoeira, participam de oficinas, utilizam o laboratório de informática, visitam o fontanário e passeiam de trenzinho pelo centro histórico de Embu das Artes. As atividades são desenvolvidas pela equipe multidisciplinar da Sociedade Ecológica Amigos de Embu. As crianças se divertem brincando com recreadores especializados. Para quem busca tranquilidade, o recanto da leitura é uma ótima opção, composto de redes para descanso – fica em um bosque próximo a cachoeira. As atividades são gratuitas.

Museu de Arte Sacra dos Jesuítas

O Conjunto Jesuítico inclui a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e é sede do Museu de Arte Sacra. Sua arquitetura apresenta particularidades do estilo barroco paulista e um acervo rico em imagens de anjos, santos e personagens bíblicos entalhados em madeira, modelados em terracota ou em armações de roca, produzidos entre os séculos XVII e XIX. Creditam a imagem da Nossa Senhora do Rosário, terracota, ao padre Belchior de Pontes, responsável pela construção da igreja. A obra-prima do museu, “Senhor Morto”, esculpida em tamanho real em uma única tora de madeira, e as imagens de Nossa Senhora das Dores e da Santa Ceia são do padre Macaré. As demais peças expostas foram esculpidas por jesuítas auxiliados pelos índios. O passeio tem a igreja como ponto alto: a sacristia, com pinturas de estilo oriental no forro, e o altar da capela-mor, ornada com talha dourada.

Embu possui muitos outros atrativos.

Localização

Embu está a 23km da capital do estado.

Acesso

Por terra: Embu das Artes fica a 30 minutos do centro de São Paulo, a melhor via de acesso ao município é a Rodovia Régis Bittencourt (BR 116) pelos quilômetros 279 e 282, que você pode pegar a partir da Marginal Pinheiros, em São Paulo, pela Rodovia Raposo Tavares/ Rodoanel ou também pela Avenida Francisco Morato.

Hotéis e Pousadas em Embu








Agências de viagens e turismo em Embu

Ci - Viagens e Turismo Ltda

Rua São José 20
Vila Maria Axiliadora - (11) 0000-0000

Crocodilo Dande Turismo

Rua Padre João Alves, 20
Centro - (11) 3494-3073

Galibi Viagens e Turismo

Rua Maranhão, 238 Sala 03
Centro - (11) 7961-2065

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Centro - (11) 7961-2065