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Onde atualmente fica o bairro do Baruel existia, há muito séculos, antes mesmo da chegada dos colonizadores portugueses, uma tribo indígena guarani os Muiramomis, conhecidos como os guerreiros “pés largos”.
No final do século XVI, com a consolidação da Vila de São Paulo do Piratininga (São Paulo), os índios que habitavam a região sul do município, estes conhecidos como guaianazes, começaram a fugir da ação dos bandeirantes se deslocando para o território dos “pés largos”.
A invasão do território provocou a reação imediata dos guerreiros “pés largos”. O conflito foi tão intenso que o frei Salvador Baruel foi chamado para intermediar a crise. Durante anos, o Frei Salvador Baruel, seu irmão padre Francisco Baruel e outros irmãos não religiosos se instalaram na região e, por volta de 1660, construíram a capela dedicada à Nossa Senhora da Piedade, ajudando a controlar a rivalidade entre as tribos, os novos aventureiros e os bandeirantes que rondavam a região em busca de ouro.
As mesmas trilhas utilizadas pelos índios passaram a ser um dos principais acessos rumos ao litoral partindo da Vila de São Paulo do Piratininga e de Mogi das Cruzes (a qual o território pertencia), margeando o rio Guaió. Com o alargamento das trilhas, o caminho passou a ser chamado de Estrada Real do Guaió. Nesta rota passava-se pelo morro do Suindara e pela Capela da Piedade, conhecida nessa época por Piedade de Taiçupeba, pois além da capela, já havia um povoado adjacente que também era cortado pelo rio Taiaçupeba.
Em meados deste século, toma posse de terra na região outro membro da família Baruel, o capitão Antônio Francisco Baruel, que manteve no local uma próspera fazenda, chamada de lavras do Baruel, trazendo para trabalhar os primeiros escravos negros.
A família Baruel permaneceu na região até meados do século XIX, quando a maioria das minas de ouro se extinguiram. No ano de 1870 é formada a primeira escola do distrito de Suzano. O comércio começa a se firmar com a construção do primeiro armazém de secos e molhados da família Pereira, a carvoaria do imigrante italiano Roberto Bianchi, entre outros. Ao atrair uma quantidade cada vez maior de novos imigrantes, o povoado começou a se desenvolver rapidamente.
Um dos últimos fatos relevantes da região do Baruel foi justamente a reconstrução da igreja pelo imigrante italiano Roberto Bianchi, pois esta havia ruído anos antes. Para festejar a reconstrução da igreja e a restauração da imagem de Nossa Senhora da Piedade, Roberto e Ernestina Bianchi iniciaram a festa do Baruel, que se mantém até os dias de hoje, tornando-se a festa mais tradicional de Suzano.
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Localização Suzano está localizada a 45km da capital do estado.
Acesso Por terra: o acesso pode ser feito através da rodovia SP-066
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