Julho é tempo de caminhada

A temperatura mais baixa, o ar mais seco e a quase certeza de que não vai chover formam as condições ideais para um treking - o nome importado para as boas e velhas caminhadas na natureza. Podem ser caminhadas leves, de apenas um par de horas, até o desaf

  
  

A temperatura mais baixa, o ar mais seco e a quase certeza de que não vai chover formam as condições ideais para um treking - o nome importado para as boas e velhas caminhadas na natureza. Podem ser caminhadas leves, de apenas um par de horas, até o desafio e o prazer de fazermos uma travessia das boas, como 10 dias de caminhada na Chapada Diamantina, ou a travessia da Serra Fina, que pode ser feita em apenas 3 ou 4 dias, mas é a maior dureza!

Não importa o seu destino, nem a duração e a intensidade de sua caminhada, o que importa é a sua atitude. Caminhar em ambientes naturais requer preparo físico, equipamento adequado e atitude voltada para provocar o mínimo impacto possível na natureza. Adotando alguns princípios simples e atitudes fáceis de se praticar, qualquer pessoa pode desfrutar das atividades em ambientes naturais ao mesmo tempo que contribui para sua conservação.

A ética de mínimo impacto vem sendo adotada já há vários anos por montanhistas, espeleólogos e excursionistas aficcionados pelas atividades outdoors. Sistematizada pela ONG norte-americana Leave no Trace, a ética de mínimo impacto vem sugerindo as melhores práticas para as mais variadas atividades outdoors, de modo a compatibilizá-las com a conservação dos ecossistemas aonde são desenvolvidas. A Leave no Trace, apoiada em intensa pesquisa científica, tem renovado e ampliado constantemente o conhecimento sobre os impactos causados pela visitação em áreas naturais.

No Brasil, uma parceria entre o Centro Excursionista Universitário - associação paulistana que pratica atividades em ambientes naturais há mais de 30 anos - e o Ministério do Meio Ambiente (com apoio e patrocínio do PNUD e da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza) adaptou esses princípios e práticas para a nossa realidade. Adotando esses 8 princípios e um conjunto de práticas associadas, você estará colaborando bastante para o mínimo impacto.

A divulgação desses princípios e práticas integra o esforço de uma campanha de nacional para sensibilizar os visitantes de áreas protegidas, principalmente nossos Parques e demais unidades de conservação, onde recentemente vem se registrando uma aumento significativo do número de visitantes, principalmente pela popularização do ecoturismo. Essa campanha, que além de divulgar, vem revisando e atualizando o texto abaixo, conta com o apoio do WWF- Brasil e do Ministério do Meio Ambiente.

Lembre-se sempre que caso você não esteja acostumado a praticar caminhadas e outras atividades outdoors, procure preparar-se e adquirir desenvoltura e habilidade para isso em um Centro Excursionista, ou em escolas especializadas nessas atividades, que começam a se consolidar no Brasil.

Conduta Consciente para o Mínimo Impacto em Ambientes Naturais
1. Planejamento é Fundamental
 Entre em contato prévio com a administração da área
 Informe-se sobre as condições climáticas do local
 Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas
 Evite viajar para áreas populares durante feriados e férias.
 Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo
 Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita

2. Você é responsável por sua segurança
 O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo
 Calcule o tempo total que passará viajando.
 Avise a administração da área que você está visitando
 Aprenda as técnicas básicas de segurança
 Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação.
 Caso você não tenha experiência, não se arrisque sozinho

3. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento
 Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas
 Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada
 Acampando, evite áreas frágeis
 Não cave valetas ao redor das barracas
 Bons locais de acampamento são encontrados
 Remova todas as evidências de sua

4. Traga seu lixo de volta
 Embalagens vazias pesam pouco e ocupam um espaço mínimo em sua mochila.
 Não queime nem enterre o lixo
 Utilize as instalações sanitárias que existirem

5. Deixe cada coisa em seu lugar
 Não construa qualquer tipo de estrutura
 Resista à tentação de levar "lembranças" para casa
 Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casas apenas suas memórias.

6. Não faça fogueiras
 Fogueiras matam o solo
 Para cozinhar, utilize um fogareiro
 Para iluminar, utilize um lampião ou uma lanterna
 Acenda uma fogueira apenas em caso de
 Assegure-se que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

7. Respeite os animais e as plantas
 Observe os animais a distância
 Não alimente animais
 Não retire flores e plantas silvestres

8. Seja cortês com outros visitantes e com a população local
 Ande e acampe em silêncio
 Trate-os moradores da área com cortesia e respeito
 Deixe os animais domésticos em casa
 Evite usar cores fortes
 Colabore com a educação de outros visitantes

CEU Centro Excursionista Universitário - São Paulo
www.geocities.com/mgrego/ceu.html
APOIO
WWF- Brasil
Ministério do Meio Ambiente
Secretaria de Biodiversidade e Florestas
Diretoria do Programa Nacional de Áreas Protegidas,
2002

  
  

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