Água é Vida

Por Vilmar Berna A superfície de nosso planeta é constituída por apenas 30% de terra firme. Os 70% restantes são de água. Olhando do espaço, nosso Planeta Terra mais parece um Planeta Água! Só que a maior parte dessa água, cerca de 97%, é salgada, indi

  
  

Por Vilmar Berna

A superfície de nosso planeta é constituída por apenas 30% de terra firme. Os 70% restantes são de água. Olhando do espaço, nosso Planeta Terra mais parece um Planeta Água! Só que a maior parte dessa água, cerca de 97%, é salgada, indisponível, portanto, para beber. Os oceanos têm outras importantes funções em nossa vida.

Por exemplo, ao contrário do que muitos possam imaginar, não são as árvores que fornecem o oxigênio na quantidade suficiente para permitir a vida sobre o Planeta, mas as microscópicas algas do oceano.

Das águas que existem sobre o Planeta, apenas 3% são doces e somente 0,6% está disponível na superfície, como as águas dos rios e lagos! O restante está indisponível congelada nos pólos, ou na forma de vapor d’água na atmosfera, ou em lençóis subterrâneos.

Além de pouca, a água que está na superfície não é distribuída de forma igual no Planeta. O Brasil, por exemplo, possui a maior reserva de água doce superficial do mundo, cerca de 30% de toda a água disponível, mas ela está mais concentrada na Bacia Amazônica, longe portanto dos centros consumidores, como as regiões sul e sudeste. Na região nordeste, ao lado da Bacia Amazônica, as secas produzem desertos e provocam mortalidade entre as pessoas e os animais.

As águas doces superficiais de nossos rios e lagos são um dos tesouros mais preciosos para a vida no Planeta. Mas, o que estamos fazendo - ou deixando que façam - com esse tesouro? A mesma água doce que serve para abastecer as casas, as empresas, é usada também para diluir e receber esgotos domésticos e industriais sem tratamento!

E mais. A falta de florestas protetoras nas áreas de mananciais e nas bacias hidrográficas provoca danos enormes aos rios e lagos. Sem vegetação nos morros, as águas das chuvas, em vez de penetrarem no solo e irem alimentar os mananciais, correm rapidamente para os rios e daí para o mar, tornando-se novamente salgadas, além de carregarem junto os sedimentos que irão entupir os rios e os lagos, provocando enchentes nas cidades quando chove mais forte. As florestas agem como uma espécie de esponja que amortecem os pingos das chuvas fazendo com que penetrem no solo, indo alimentar os mananciais que abastecem os rios e lagos.

O que temos de fazer é muito simples: trabalhar com a natureza e não contra ela. São várias as medidas que podemos tomar no sentido de preservar nossos rios e lagos. Pode parecer uma tarefa enorme, e aí a tendência é acharmos que o mundo melhor que desejamos começa no outro ou depende dos governos e das empresas. Entretanto, o mundo melhor que queremos começa em nós, e os grandes problemas são formados de pequenos problemas que não foram solucionados quando eram pequenos. Uma forma de enfrentar um grande problema é ir solucionando aos poucos o que está em nosso alcance.

As pessoas podem, por exemplo, escolher um dia da semana ou do mês para promover um mutirão voluntário de limpeza de um rio ou lago, plantarem mudas de árvores nativas nas margens e áreas de mananciais, podem formar grupos de vigilância dos céus acompanhando os balões para impedir que provoquem incêndios florestais em encostas, podem ajudar no monitoramento e na denúncia de poluição em rios e lagos, etc. Se fomos capazes de interferir na natureza para piorar as coisas, também somos capazes de medidas concretas para ajudar o meio ambiente, pois o planeta seguramente conseguirá sobreviver sem nós, talvez um pouco mais feio e arranhado, mas nós, seguramente, não sobreviveremos sem o planeta.

Fonte:

Vilmar S. Demamam Berna fundou e edita o Jornal do Meio Ambiente e o site www.jornaldomeioambiente.com.br considerados importantes referências na democratização da informação ambiental no Brasil. É autor de mais de 13 livros publicados. Como ambientalista fundou diversas associações ambientalistas sem fins lucrativos como os Defensores da Terra, Univerde e o IBVA – Instituto Brasileiro de Voluntários Ambientais, do qual é o atual presidente. Recebeu em 1.999, no Japão, pelas Organizações das Nações Unidas, o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, concedido antes a personalidades como Chico Mendes e Betinho. Em setembro de 2003, Vilmar recebeu também o Prêmio Verde das Américas. Contatos: vilmarberna@jornaldomeioambiente.com.br Site: www.jornaldomeioambiente.com.br

  
  

Publicado por em

Ana beatriz silva de sousa

Ana beatriz silva de sousa

17/08/2009 17:33:10
eu acho q deviamos cuidar melhor do brasil