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Água, um assunto de todos nós!

As questões referentes a água para o desenvolvimento devem necessariamente passar pela participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos.

6 de Agosto de 2009. Publicado por Vininha F. Carvalho  

Chegamos ao século XXI, e uma certeza, impõe-se a todos nós: o uso racional da água é indispensável à vida. A água está se tornando escassa em muitas regiões e será necessário reduzir drasticamente o seu consumo, ou populações inteiras, que já sofrem escassez, passarão a conviver com situações dramáticas.

A pressão do homem sobre a terra é nítida em dois aspectos fundamentais: o próprio crescimento da raça humana e a exploração econômica dos recursos naturais. A medida que a população esta aumentando, novos desafios vão surgindo para garantir a nossa sobrevivencia. Com isto o homem muda a geografia da terra, das encostas e dos cursos d'água, aumentando a vulnerabilidade do próprio homem aos eventos extremos da natureza como inundações, secas, deslizamentos de terra, entre outros fenômenos.

A água, sua produção, preservação, proteção e uso racional são temas ambientais dos mais importantes nos dias de hoje. Pouco valor terá casas, terrenos áridos, edifícios, veículos, barcos, se não houver o alimento água, o sustentáculo de tudo.

É necessário promover debates em todos os níveis da sociedade, por pessoas de todas as idades, em locais acessíveis a comunidade. Mobilização social. Esta é a chave para a solução do desperdício. Mobilizar pessoas, grupos, organizações, segmentos da população para que saiam da estagnação e criem, através da educação e conscientização, um ideal coletivo de uso racional da água.

A população, seja ela urbana, rural, residente em periferia ou pequenas comunidades, tem direito a água potável de boa qualidade, livre de qualquer tipo de contaminação.

Implantando uma política de governar através das agências reguladoras de sistemas públicos, o governo federal baixou a lei n.º 9.984, criando a Agência Nacional de Águas (ANA), para funcionar nos mesmos moldes que a ANP (Petróleo), ANATEL (Telecomunicações), ANEEL (Energia Elétrica), um organismo gestor e fiscalizador do uso dos recursos hídricos no Brasil, com o objetivo de estabelecer maior controle sobre segmentos até então, livres usuários dos recursos hídricos. Desta maneira, a água deixou de ser um bem de uso comum e ilimitado, para ser um bem de uso controlado, com valor econômico agregado.

As empresas municipais de abastecimento de água, passam a pagar pela água que captam gratuitamente nos rios para fornecimento público, as usinas de energia elétrica, da mesma forma, terão que pagar pela água que usam gratuitamente para gerar energia elétrica e conseqüentemente impulsionar o seu negócio.

A ANA, a exemplo das outras agências reguladoras de sistemas como demonstrado, exercerá papel de fiscalização para que estes novos custos atribuídos aos empreendedores, não sejam repassados ao consumidor através das contas de água, o que vai exigir destes prestadores de serviços por outro lado, mais eficiência administrativa.

Primeiramente, o grande poluidor dos recursos hídricos no Brasil, são as prefeituras municipais, que deveriam estar tratando todo o esgoto das cidades antes de seu despejo. Em segundo a agroindústria, face ao uso desordenado e indiscriminado de agrotóxicos que acabam por contaminar o solo e a água. Em terceiro as atividades mineradoras, em sua maioria ilegais, e por último, a indústria com a emissão de seus efluentes.

A responsabilidade pelos serviços de água é dos governos e torna-se necessário um sistema democrático e responsável como requisito para dispor de um serviço eqüitativo.

É hora de abolir privilégios e interesses econômicos e partir para políticas que levem em conta as necessidades e urgências sociais, garantindo a qualidade de nossa água, por meio de ações que determinem a preservação dos recursos hídricos das bacias hidrográficas.

As questões referentes a água para o desenvolvimento devem necessariamente passar pela participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos, na transparência do processo e na tomada de consciência de que a gestão da água é um assunto de todos nós.

Vininha F. Carvalho - diretora da Del Valle Editoria
www.revistaecotour.com.br

Comentários

sonia

 postado: 8/8/2009 13:34:54editar

É preciso que seja enfatizado na mídia com urgência a preservação do meio ambiente!!!!!!!!!!!!!!

 

Pedro Alves da Silva

 postado: 12/8/2009 05:23:20editar

Sou um barranqueiro do Rio São Francisco em Juazeiro-Bahia.Assisto a agonizante morte desse rio que vem sendo agredido de todas as formas descritas pela Vininha F. Carvalho.Além da destruição ao longo do tempo das matas ciliares,agora acelerada pela ganancia da agroindustria, sem o menor respeito aos limites de segurança afetam a cada instante o leito do rio. A revitalização anunciada em campanhas politicas, para a posterior transposição parece que foi abortada. Ou é tão insignificante que não é notada. Os afluentes desaparecendo pelas desastrosas atitudes.O homem o pior inquilino da terra está promovendo ações para um futuro despejo,sem opção para outra moradia.Está construindo seu inferno terrestre,aquecendo o planeta.Esperamos que a ANA seja transparente em sua gestão com bastante eficiencia admnistrativa e realmente equitativa. Que não seja apenas uma sigla a mais com um rosário de cargos preenchidos por indicações políticas ou por decretos secretos.

 

Bira

 postado: 13/8/2009 13:49:16editar

Trabalho em uma empresa privada que utiliza um volume significativo de agua no seu processo produtivo, e ja faz um reuso parcial de sua agua por uma tecnologia de tratamento fisico-quimico. A preocupação com a futura disponibilidade deste recurso esta nos dimensionando para um reuso total, articulando o processo para retroativo e auto-sustentavel. Porem o despejo de esgoto domestico em corpos hidricos poluindo e eutrofizando as aguas é sem duvida o maior obstaculo para uma gestão ecosustentavel dos recursos hidricos. Temos legislação aplicavel, temos tecnologia a altura, e temos recursos disponiveis. Mas então por que o desenvolvimento de politicas publicas para o saneamento basico são lentas e não acompanham a demanda? Corrupção no governo? Onûs em planejamento estratégico? Falta de percepção e incompetência? Ou talvez a contribuição de todos estes fatores?

 

janete

 postado: 17/8/2009 15:07:39editar

Água - vida! bom, difícil a gente entender que água é um recurso finito. as discussões sobre lixo, água, luz, ainda não acontencem... difícil entender como abrir uma conscientização sem os órgãos públicos na frente. A população é aberta à participação. Só que eu sinto haver ainda algo fora de foco. Vamos abrir as discussões sobre o assunto aonde estivermos! O meu projeto é abrir uma sala de leitura e abrir palestras abertas para os jovens na minha comunidade. E creio que não vou ficar quieta, pois sinônimo de juventude é movimento. Vamos à luta!

 

Marcial Mota

 postado: 21/8/2009 10:11:41editar

Tenho absoluta convicção de que nossos dependentes pagarão a "conta ambiental" que nós, indiscriminada e irresponsavelmente contraímos.
Digo nós, porque, embora grande parte da população não tenha participação direta no processo de degradação do meio ambiente, também nada fazem ou pouco fazem para amenizar o problema.
E uma coisa é certa, quem vai cobrar a conta se vale daquele velho ditado " fazer o bem sem olhar a quem " ( bem ou mal ), a MÃE-NATUREZA, a mantenedora da vida, porém, neste caso, a impiedosa emissora de tragédias ambientais, da miséria, de doenças, da MORTE, muitas mortes. ( Marcial Mota )

 

Paulo Muthemba

 postado: 25/8/2009 04:48:43editar

Bom dia
Força Vininha, gostei bastante deste artigo e é verdade que
o assunto de gestão de recursos hídricos de uma forma coerente é um problema de cada um de nós.
Devemos continuar com as campanhas de educação formal e informal em todos os níveis da sociedade.

 

 

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